Sou casada com São Paulo, mas tenho um caso de amor com o Rio de Janeiro. Na semana passada, quando me preparava para ir ao seu encontro, um velho amigo que vive esse mesmo dilema advertiu-me: “Cuidado com o Rio, da última vez que eu fui visitar, tive vontade de ficar por lá”. Não lhe dei ouvidos e fui assim mesmo. O desejo às vezes nos enlouquece e o primeiro amor à gente nunca esquece.
Chegando lá, senti a exata sensação que sabia que ia sentir. Encantamento. Ele estava absolutamente irresistível e pela milésima vez caí de amores! Ai ai...Já fiz de tudo para abafar essa paixão. Toda vez quando vou embora, ao partir me iludo achando que tudo vai ser diferente, dou-lhe as costas e sigo em frente. Sem olhar para trás, me convenço que o nosso tempo já era e que meu coração pertence a outro, 418 km dali. No entanto, quando a saudade bate, basta um olhar para que eu volte a me apaixonar, perdidamente.
Diante disso, resolvi deixar nas mãos de Deus. Ao aterrissar na cidade maravilhosa fui pedir a benção para o Cristo Redentor. Parece que ele sabia o que eu tinha ido fazer por lá e quais eram minhas verdadeiras intenções com relação ao seu filho. Muito hospitaleiro, ele não só me recebeu de braços abertos, como também abriu as portas de sua casa emSanta Teresa,
para que eu entrasse e ficasse à vontade. Tinha muita gente por lá, que como eu, estava só de visita. Devagarzinho fui me ambientando. Ao final do dia havia percorrido todos os seus recantos, visto sua arte, saboreado sua comida e apreciado sua arquitetura. Que beleza, Santa Teresa!
Com o coração renovado voltei para casa – pé antipé, na tentativa de não levantar suspeitas. Alguns que conhecem minha história me dizem que não pode ser. Não entendem como pude me apaixonar por dois extremos opostos. Sugerem até que me decida por um. Como se isso fosse possível. Deixá-los! Daqui por diante, não me surpreenderei mais com minhas recaídas amorosas e tratarei de conviver serenamente com o seu único defeito: o de não ser só meu. Aparentemente, eu sou apenas mais uma. São tantos os que foram seduzidos pelos seus encantos que até perco a conta. E não adianta, quem nasceu para DonJuan, não perde o charme jamais. E daí, que moral tenho eu pra querer exclusividade, né merrrrrmo?
Será que ela perdeu a cabeça por causa desses fofitos ?
Soube através do blog Sooishi, que tem muita gente por aí que já assistiu ao filme Marie-Antoinette e ficou enlouquecida com o espetacular display de sapatos e macarons multicoloridos. Tanto, que os pequeninos docinhos de amêndoas viraram uma coqueluche. Eles e Sofia Coppola já viraram até t-shirt na exclusivíssima Colette. Aqui em São Paulo não tenho a menor idéia aonde conseguir uma camiseta dessas, mas sei onde saborear os melhores macarons. Na chocolatière Pati Piva dentro da Daslu e na patisserie Payarddo Shopping Iguatemi pode-se encontrar as guloseimas. No entanto, se estiver com planos de dar um "pulinho" em Paris, recomendo ir a Ladurée ou Gérard Mulot. Por último, se topar um pouco de aventura na cozinha, segue abaixo uma receita especial do livro de Monsier Mulot, que ganhei da minha mãe há alguns anos atrás. Essa receita do mestre confeiteiro frânces contém o segredo para se fazer o verdadeiro macaron, crocante por fora e molinho por dentro. Já fiz um monte de vezes em casa e funciona super bem. Só tem um probleminha: eles ficam tão fofos todos enfileiradinhos que falta coragem para devorá-los. Taí algo absolutamente inédito em minha vida!
macarons
3 claras
50 g de açucar cristal
200 g de açucar de confeiteiro
110 g de amêndoa moída finíssima
1 c de café rasa de canela em pó
colorante alimentar [cor a sua escolha]
Em um recipiente bata as claras em neve com o açucar cristal e adicione algumas gotinhas do colorante até obter a tom desejado. Em outro recipiente misture a amêndoa moída, o açucar de confeiteiro e a canela. Incorpore aos poucos às claras, sempre delicadamente e com movimentos circulares. Com a ajuda de um saco de confeiteiro alinhe em uma assadeira forrada com papel manteiga pequenas porções no formato de moedas de aproximadamente 3cm de diâmetro cada uma. Asse no forno pré-aquecido em 210o. por 8 minutos. Retire e deixe esfriar.
creme
1 xícara de suco [a sua escolha]
85 g de manteiga
65 g de açucar cristal
1 gema
2 ovos inteiros
15 g de maizena
Junte todos os ingredientes para o creme em uma panela e leve ao fogo médio mexendo sem parar até engrossar. Retire e espere esfriar antes de rechear os macarons. Em seguida é só montar os fofitos. Oh, la la!
*dica: como macarons não gostam de água, tenha certeza que a superfície de trabalho não esteja úmida e o saco de confeitar esteja seco antes de enchê-lo.
Were the French really upset or it all just got "lost in translation"?
Fiquei tão empolgada ao falar de princesas no último post, que resolvi falar de uma verdadeira rainha neste. Dela, Marie-Antoinette, que mesmo em face do seu triste fim, nunca perdeu sua majestade.De forma vanguardista, reinou absoluta no fim de uma era de decadência. A história dessa mulher, que aos 19 anos de idade tornou-se a última rainha da França, é incrível! Uma das versões vem sendo contada por Sofia Coppola no recém-lançado longa-metragem que escreveu e dirigiu. Ainda demora a aterrissar por aqui, mas já se pode assistir o trailer. É só clicar.
Altamente polêmico, no mínimo o filme valerá a pena pela trilha sonora de rock n' roll, que é dessas que a gente tem vontade de comprar o CD correndo ao sair do cinema. É uma película de época, mas com um twist que só os Coppolas sabem dar.
De familiar, a autora-diretora só utilizou Kirsten Dunst, a mesma atriz principal de um outro filme seu, “Virgin Suicides”. Todo o resto é radicalmente diferente. Portanto, quem espera ver uma narrativa semelhante à usada no brilhante “Encontros e Desencontros”, pode ir tirando a sua carruagem da chuva porque nesta a realidade nua e crua da vida foi posta de lado para dar lugar a um mundo debochado de fantasia. Coisas de Sofia...Que teve de segurar firme a sua cabeça diante das duras críticas dos franceses durante o último Festival de Cannes, pois quase que ela rola junto com a da Marie-Antoinette...
Quem é que precisa de botox quando se tem uma coroa?
Ontem eu tive um dia de princesa. Quer dizer, eu não, elas. Na verdade, servi de mera espectadora para as estórias de duas moças lindas e os seus reinos. Cada uma com sua estética peculiar, uma fictícia e outra real que não acrescentaram absolutamente nada a minha cabeça, mas que fizeram verdadeiras maravilhas pela minha cútis.
Tudo começou pela manhã, quando eu abri o jornal e dei de cara com a notícia sobre o desmaio da coitada da Miss Universo logo após ter sido eleita, pensei: “Putz, perdi o concurso...” Eu sei que é cafonérrimo, mas faz parte do meu calendário anual de eventos clássicos televisivos e me remete a época que ainda vivia com os meus pais. Claro que diante disso, uma fagulha do passado ascendeu em minha lembrança e imediatamente lágrimas começaram a rolar. Muito bem-vindas, diga-se de passagem, já que nesses tempos de veranico qualquer forma de hidratação facial é válida.
Daí mais à noite, fui dar aquela sapeada básica na tv e pan! Sincronismo à parte, eu dei de frente com outra Cinderela na tela...Katie Holmes, pós-Dawson’s Creek e pré-Tom Cruise. Fazia tempo que não assistia a um filme tão meloso como a “Filha do Presidente”, mas um pouquinho d’água com açúcar não faz mal a ninguém. Neste caso nem foi tão pouco assim, pois diabético nenhum resistiria a ele sem ter que medir sua taxa de glicose ao final da sessão. Mais “hollywoodiano” impossível! O conteúdo cinematográfico era duvidoso, mas nem liguei.
O que contava era acreditar no conto. Nem que fosse, somente por 90 minutos de estória sem intervalos comerciais. Faz bem de vez em quando. Bem para a pele. É tipo um botox instantâneo, um tratamento de beleza bem mais natural do que aqueles que vêm dentro de caixinhas. A gente esquece da vida, fica linda e feliz, com carinha de miss. Sem piripaque no final, só The End.
Eu tenho fome de desejo. Para mim, desejar é vital como o ar que respiro. Sem desejo perco o prumo. Ele está presente nos bons momentos da minha vida e me norteia em meio à neblina que vez por outra baixa frente ao meu caminho. Sempre.
Sexta-feira passada, nutri a minha alma com mais outro “Desejo”, um pocketbook bom de se dar e melhor ainda de se receber. É um mimo pelo seu porte e sua proposta. Apesar de estar com o apetite saciado depois de um jantar delicioso no Carlota, assim que cheguei em casa, devorei-o em poucas horas. Ele foi escrito pela Carla Pernambuco, dona do restaurante.
Minha intenção inicial era dar somente uma folheada nas suas receitas. Quando percebi já era madrugada e tinha virado a sua última página. Fui dormir feliz. A noite foi especial, a comida divina e a dedicatória dentro do livro nem se fala...
Assim de bate e pronto...Gostaria de ter sido a haste bordada com miçangas de um dos 26 Ray-bans do desfile feminino do Alexandre Herchcovitch na semana passada. Quero enxergar as possibilidades.
A cintura subiu, um ombro caiu, o colorido explodiu e a "moda", sumiu?
Escafedeu-se. Puff! Sem lenço e sem documento, a "moda" foi-se. E com ela foram-se também todas as certezas que trazia. Depois de sete dias intensos de SPFW, sinto-me como se tivesse assistido a uma maratona de partidas de vale-tudo fashion. Só mesmo o Sócrates para resumir este momento: "Sei que nada sei".
Sei lá se mudei eu ou mudou ela, o fato é que não existe mais uma moda a ser seguida. Existem tendências. Várias múltiplas infinitas tendências que foram inspiradas em outras mil e uma tendências...E por aí vai. Portanto, agora é cada um por si. Tudo pode. Inverno ou verão, não há mais regras. O paradigma mudou. Aliás, o modelo agora é não ter modelo. É ser diferente. Fazer de tudo para se diferenciar dentro da tribo dos diferentes da qual você faz questão de fazer parte para que todos saibam exatamente quem você é como indivíduo. Ou seja, pseudodiferente. Na verdade, o conceito é muito simples, mas todo mundo tenta complicar para parecer: diferente. Alguns estilistas tentam tanto que acabam fazendo uma salada mista de "lé com cré" e explicam tudo com a maior placidez: "minhas influências foram tipo uma coisa tribal, com meio um toque de Japão, passando pelo romantismo dos anos 20 e finalizando com uma releitura da contra-cultura pop..." Ãããhh, como assim? E dá-lhe cara de conteúdo, que a fila anda...
Foi uma semana de poucas emoções e muito agito. O desfile performático da Karlla Girotto no domingo de dia do lado de fora do prédio da Bienal no Ibirapuera foi um dos pontos altos desta edição da semana paulista de moda. Os efeitos especiais de multimídia em tempo real do pessoal do OEstúdio também me impressionaram. De resto, gostei de poucas coisas, aqui e ali. Mas sensacional mesmo, foi ver foi a garra e gana empreendedora da turma envolvida no evento. Valeu!
Chega em Roma, em São Paulo, e até no Timbuktu!...Chega onde quiser! Pelo menos é isso que a Neon confirmou em seu desfile de verão 2007 no SPFW. Em qualquer estação, o batom tem que ser vermelhão! No estalar de um beijo carmim, eu fui catapultada "back to the future" direto para algum lugar entre os anos 70 e 80!...Super sexy chic! A marca provou que é boa de boca e bacana de roupa!
Porém, três cuidados são necessários para não borrar o look: 1. evite carregar no make dos olhos, 2. o cabelo e a roupa têm que estar impecáveis e 3. o batom deve ser de boa qualidade e de preferência opaco.
Existe algo tão pavoroso quanto tomar injeção no braço numa sexta-feira à noite?
Existe. Bursite. Nem sabia o que era isso até ter. O nome é feio e a dor quase tão pavorosa quanto o tamanho da agulha que eu tive que encarar para fazer a maldita passar.Só que o fato relevante dessa estória não tem a ver com o que ocorreu aquela noite e sim, onde aconteceu. Numa farmácia.
Imagine a situação: sexta-feira, boa para pegar um cineminha e relaxar depois de uma semana puxada...Daí, de repente os planos mudam radicalmente. Um pequeno incômodo que vinha sentindo, há dias, no braço vira uma dor tão alucinante que me fez sair freneticamente atrás de uma farmácia aberta para aplicar uma injeção prescrita pelo meu médico via telefone. Não tive dúvidas, fui direto para uma dessas drugstore boutiques metidas a chique que atendem 24 horas por dia perto de minha casa. Buscava o melhor. No entanto, o que eu encontrei foi o pior.
Logo de cara senti a má vontade dos atendentes.Nunca me senti tão invisível como naquele momento. Com dificuldade, eu articulei meia dúzia de palavras para explicar o que precisava e mostrei o fax com a prescrição do medicamento a ser aplicado. Dispensaram-me de forma totalmente blazé alegando que não aceitavam receita por fax. Pedi para que falassem com o meu médico por telefone, implorei, só faltei ajoelhar, disse que traria a original no dia seguinte...E nada. Saí de lá bufando de raiva e chorando de angústia. Restou-me então, recorrer a uma farmácia antiga do bairro com instalações bem mais simples e que de alusão ao século 21 só tem o nome, Drogaria 2000. Até passou recentemente por uma reforma, mas continua com aspecto bem menos atraente do que sua concorrente ultramoderna.
A porta já estava sendo arreada quando ainda atravessava a esquina, mas fui gentilmente acolhida pelo farmacêutico de plantão que rapidamente resolveu minha questão. Esse sim sabia o ofício. Sei disso, porque de farmacêutico eu entendo. Sou neta de um. Cresci passando finais de semana dentro da farmácia dele que tinha pé direito alto e gabinetes de madeira escura. Meu avô quando não estava no balcão no corpo-a-corpo com os fregueses, estava metido lá no laboratório dos fundos preparando fórmulas, elixires e pílulas que para mim mais pareciam poções mágicas. Ele era tudo para aquela gente: mago, alquimista, médico, parteiro, mas acima de tudo humano. Jamais deixou alguém sair de seu estabelecimento sem assistência.
E, como tudo na minha vida e neste blog sempre acabam em design...Moral da estória: não adianta se preocupar somente com a forma e se esquecer da verdadeira função. O ideal é que sempre haja uma harmonia entre as duas coisas. Como diria o querido Seu Bim, apelido pelo o qual era conhecido na região: “Minha neta, aquela que não te atendeu não é uma pharmácia com “ph”, apenas vende remédio. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. Ai, que saudades dele!
Quanto é que já gastamos em roupas que nunca usaremos?
Agora na época de liquidação então, é uma festa! É um dos maiores erros que cometemos e mesmo assim não aprendemos com eles nunca, nada. Gastamos a grana que temos e a que muitas vezes não temos comprando por impulso. Seja aquela bata estampada ou aquele vestidão que ninguém mais agüenta ver por aí ou aquela bolsa de couro de cor e shape duvidosos com milhões de penduricalhos ou aquele top transparente demais ou aquele escarpin com um salto impossível de se equilibrar ou mesmo a recém chegada bota de montaria para usar com aquele skinny jeans que faz as pernas parecerem mais grossas do que deveriam...
"Ai, super valeu a pena! Estava praticamente dado, que não resisti...", dizemos. É impressionante quanta coisa a gente joga dentro da bagunça de nossa bagagem na tentativa de encher as malas vazias que estão dentro de nós! Muitas dessas peças nunca usaremos e ficam ali paradas no armário. Desconsoladas com tanta rejeição.
Porém, há esperança para todos que sofremos deste mal. Basta segurar a onda por alguns instantes. Se no dia seguinte ainda estiver pensando no seu objeto de desejo, volte à loja e compre. Sempre existe o risco dele não estar mais lá, mas nada como viver essa expectativa. Aumenta o prazer da recompensa. E o melhor teste para saber se você caiu na arapuca da insanidade temporária das liquidações é se antes mesmo de chegar em casa já bater uma sensação de que passou da conta. Caso isso aconteça, não se desespere. Toda tentativa de mudança gera um certo trauma inicial mesmo. Vá treinando. Amanhã é um novo dia, e outras liquidações hão de vir, certamente.
"Qualquer coisa é bela se vista de uma forma diferente."[Coco Chanel]
Gosto desta frase especialmente porque foi dita por minha xará Gabrielle, cuja história foi tudo menos um clichê. Não dá para aplicá-la em toda e qualquer situação, mas dá em algumas. Então, juntei-a a minha bagagem.
No meu trabalho em design e na minha vida pessoal sempre deixo uma brecha para a entrada do novo e/ou incomum. Nem que seja uma pequenina fresta que permita a passagem de uma nesga de luz pela porta. Nem sempre é fácil. Manter-me capaz de separar o joio do trigo e o que serve do que não presta exige um exercício diário e uma boa dose de humildade. Guardo e carrego comigo tudo que vejo, escuto e sinto por muito tempo. Sem preconceito. Até que aquilo se esgote dentro de mim ou que eu queira absorvê-lo para sempre.
Não têm certos dias que tudo que precisamos é uma comidinha quentinha para nos aquecer?
Pois é, esta semana nem está fazendo frio, mas assim que me sentei à mesa do restaurante não sabia direito o que queria comer, só sabia que tinha que ser algo quentinho.
Adoro almoçar na Clube Chocolate dos Jardins. Bom, o lugar dispensa elogios. Uma das coisas que mais gosto, quando como por lá, é da sensação de desaceleração geral. Aquele subsolo ensolarado, projetado e decorado pelo Isay Weinfeld, onde fica o restaurante é tão calmo e aconchegante, que me transmite uma paz enorme. Pago a conta, de quebra dou uma olhadinha na loja e volto calmamente andando a pé.
Esta semana esse cenário mudou um pouco, já que durante as semanas de moda aqui em São Paulo, os "fashionistas" baixam em peso no local. Faz parte. De repente o zumzumzum tomou conta do lugar. Esperei um pouco mais do que o de costume, mas fui recompensada com um delicioso Croque-monsier transbordante de queijo derretido que ainda borbulhava quando foi servido. Chegou muito bem acompanhado de uma saladinha verde levemente temperada com um vinagrete balsâmico. Foi tão memorável que cheguei em casa à noite e fui direto buscar a receita no meu caderno para postar aqui. Como diria a minha guru inglesa Nigella Lawson, este sanduiche francês feito no forno é um ótimo coringa "para quem quer fazer algo que não exija muito esforço, mas provoque o máximo de prazer". Já que ele é super rápido de fazer vai lhe sobrar tempo...Então o aprecie sem pressa!
2 fatias de um excelente pão de forma [ou caseiro ou de migas] manteiga 75 g de queijo Gruyère ralado 4 fatias de presunto
Passe manteiga nos dois lados da fatias de pão. Coloque uma fatia na assadeira, depois arrume 2 fatias presunto sobre o pão e ponha metade do queijo ralado por cima. Repita tudo de novo colocando a outra fatia de pão sobre a camada anterior, cubrindo com presunto e finalizando com o queijo. Ponha para gratinar no forno pré-aquecido 180º até o queijo estar completamente derretido, borbulhante, levemente tostadinho e crocante. Sirva com uma salada de verdes variados, temperada com vinagrete de 2 de óleo de canola :1 de vinagre, sal e pimenta a gosto.
**Bom demais
Vale dar uma passada na Clube Chocolate recém-aberta no Shopping Iguatemi. São dois andares de puro charme com direito a comes e bebes orgânicos no mezzanino e decoração da mesma arquiteta fera que fez a loja do Rio, Angela Barbosa Lêite.
**dicas do DESIGN.BLOG garimpadas por mim especialmente para você.
Onde será que a moda foi buscar esse look “sujinho”?
Onde exatamente não sei dizer, mas com certeza foi garimpado em algum lugar do nosso passado. É impressionante como o ser humano quando está perdido e sem direção acaba voltando as suas raízes. Acha-se em sua origem. Depois que indústria passou décadas desenvolvendo diversos avanços tecnológicos para facilitar a higiene pessoal do homem, a moda vem e resolve ditar tudo ao contrário para a nova geração.
Bingo! A moda acertou em cheio mais uma vez. Claro, ela é o melhor espelho de nós mesmos. O mais incrível é que este visual tem harmonia e um certo charme. Sabe, que nem homem descabelado de leve com calça rasgada de tanto vestir [mesmo] com cara de quem nasceu interessante sem ter que fazer o menor esforço? Pois é, conheço poucos também, mas eles estão soltos por aí inspirando seguidores mundo a fora. Acredite. Mas voltando ao foco...Como é impossível falar sobre esse assunto sem mencionar a capital do mundo, trouxe aqui uns exemplos reais pinçados diretamente das ruas Mott, Mulberry, Elizabeth, Prince e Spring. Região que há uns três anos tornou-se muito mais do que meramente um apêndice ao norte de Little Italy.Não faz tanto tempo assim, o bairro de Nolita em Nova York servia somente como reduto para cannolis, pizzas e outras delícias da cozinha italiana, mas agora é o epicentro dos bistrôs mais quentes, das butiques mais descoladas e da turma mais fashion da cidade.
Pelas bandas de cá, ainda não se vê esse streetstyle tanto nas ruas como se poderia, mas pelo menos pinta em algumas vitrines de marcas mainstream como por exemplo a Triton e a Cavalera. Por sinal, que as duas desfilarão suas coleções de verão 2007 no SPFW logo mais hoje e na terça-feira, respectivamente. Se liga!
Luzes, câmeras e carão! Começou hoje mais uma edição da SPFW gente! Sei que acontece duas vezes por ano há 10 anos, mas toda vez me dá a mesma sensação gostosa de novidade no ar. Adoro! Expectativa pura. Ainda mais porque os desfiles de verão da São Paulo Fashion Week mostram o que há de melhor no Brasil. A marca Brasil.
Moda praia é o que a gente sabe fazer como ninguém. Tá no sangue. Tá no suingue. Tá no sol. Este astro maior que brilha em nós, irradiando as peças que gostamos de vestir e que os gringos amam comprar. São quase 50 marcas, entre femininas e masculinas, mostrando seus looks de hoje até o dia 18. Para obter informações sobre o evento e o line-up dos desfiles entre no site oficial. E, para a melhor cobertura diária sintonize no GNT - NET canal 41 e/ou acompanhe o GNT Fashion pela internet.
Além das matérias clássicas, a Lilian Pacce sempre mostra os bastidores, o prédio da Bienal por dentro, a decoração [da Daniela Thomas novamente], o saguão com o telão gigante onde a galera assiste tudo em tempo real, os lounges com suas mordomias e os “fashionistas” de plantão que por vezes chegam a ser um espetáculo à parte. Para os “antropólogos de domingo” como eu, hummm é um prato cheio. Sou capaz de ficar horas a fio só olhando as figuras passarem de um lado pro outro. Tem de tudo. Dos tipos mais normais aos mais bizarros em busca de notoriedade. E, como ali todo pivô vale no mínimo mil flashes, vale lembrar: Na dúvida, “strike a pose” !
Se aquelas paredes falassem, o que será que elas diriam?
Estou completamente envolvida pelo pique alucinante da SPFW [verão 2007], que acontece em Sampa de 12 a 18 de julho. Espero que curta tudo isso tanto quanto eu, porque esta semana este "blogzinho" que vos escreve vai bombar só com assuntos referentes ao incrível e ultracriativo mundo fashion. Primeiro trouxe, para você já ir esquentando os motores, o vídeo do último desfile da MIU MIU na Europa.
O cenário intimista foi o que mais me chamou atenção neste desfile. Tudo acontece nos cômodos de um casarão antigo vitoriano com ar meio decadente, lustres de cristal, espelhos e paredes que se revelassem um pouco de sua história, provavelmente tomariam conta do show. Então sem muita frescura, mas aproveitando sua decoração rococó, a casa fez uma dobradinha perfeita com os looks desfilados. Teve um papel fundamental e passou muito bem o clima para a coleção de outono-inverno 2006 da marca. Enquanto a modelagem das roupas se solta do corpo aos poucos, o cenário vai à contra-mão e faz com que todos os convidados se sentem bem coladinhos. Tanto, que foi praticamente impossível não notar a inquietação de Andre Leon por conta disso.
** Bom demais
Mergulhe no universo cada vez mais escuro e denso das campanhas de Miuccia Prada.
**dicas do DESIGN.BLOG garimpadas por mim especialmente para você.
O tempo fechou, o Zidane pirou, a Itália ganhou e [ufa] a Copa acabou! Apesar de ter decidido ficar uns dias a mais aos pés de Iemanjá, no final acabei voltando para casa mais cedo. Confesso que com uma certa dificuldade. Nada a ver com o resultado do jogo. É que carioca radicada em São Paulo, sente necessidade de molhar a calda no mar com alguma freqüência. O fim de semana tinha sido divino e cheio de sol, mas de repente do nada veio um vendaval e pôs um ponto final na estória. Na falta de fogos de artifício, acho que os deuses comemoram a vitória dos italianos com raios e trovões.
Ainda bem que deu para aproveitar bastante antes da chuva chegar. Caminhei um monte. E, foi justamente numa dessas caminhadas pela praia que comecei a olhar com outros olhos as casas recém construídas por ali. Muitas são lindíssimas, mas no meio daquela natureza quase intocada parecem “peixes fora d’água”, ironicamente. Olha que eu gosto de coisa boa e não tenho a menor intenção de fazer voto de pobreza...Mas, é que aquelas casas são um pouco sofisticadas demais para o meu gosto.
De onde eu venho não se precisa de muita coisa para ir à praia. Aliás, quase nada. Só roupa de banho e chinelo. No Rio, acessório é excesso. A mais, só uma canga para estender e um trocado para o Matte Leãogelado ou o Biscoito Globo. Fui criada desse jeito. Talvez seja daí que venha a minha preferência por uma vida mais simples à beira mar. Para mim, uma casa confortável e arejada basta. Assim, tipo essa aí, descalça e com o pé na areia.
"Be the change you wish to see in the world..." [Gandhi]
Comecei 2006 com esta frase. Desde então, penso nela quase todos os dias ao acordar. A mensagem veio escrita num cartão bacanérrimo, desses de Natal, que as minhas arquitetas de interiores queridas, Carol Farah e Vivi Cirello bolaram para enviar aos amigos. Nesses tempos malucos que estamos vivendo ultimamente de violência, atentados e falcatruas, isso é algo a se pensar. E fazer.
Com muitos, principalmente se eu estiver confeccionando a peça. Na semana passada eu resolvi fazer uma faxina geral em casa, daquelas quase catárticas, sabe? Abri um baú grande que tenho e reencontrei verdadeiras pérolas lá dentro. Pois então, me dei conta que havia chegado à hora de dar vida a todos aqueles recortes de tecidos que colecionei ao longo da minha vida adulta. Foi uma viagem no tempo, que me levou de volta a todos os lugares em que estive comprando-os. A saudade bateu tão forte que vou mandar a minha máquina antiga Singerpara fazer uma revisão completa.
Estou um pouco enferrujada, mas acredite se quiser eu sei costurar um pouquinho sim. Aprendi o básico com minha avó, que desde a minha mais remota lembrança costura para família inteira em casa. Até hoje, os melhores cafés da tarde que tomo são com ela descrevendo nos mínimos detalhes os vestidos que ela fazia para ela, minha mãe e minha tia irem aos bailes do I.T.A. em São José dos Campos no final dos anos 50. Mais tarde aprimorei meus conhecimentos em corte e costura fazendo um curso técnico de estilismo na FAAP. Daí, a vida foi tomando um ritmo alucinado e acabei me afastando dessa atividade que para mim sempre considerei mais como um hobbie do qualquer outra coisa, apesar de ter iniciado minha carreira profissional com uma breve passagem como estilista de uma marca de lingeries de seda.
São tantos tecidos, que acho que vou acabar dando uma bela "repaginada" no meu guarda-roupa. E, em meio desta estória toda, minha avó vendo tamanha empolgação me perguntou onde é que eu conseguiria arrumar tempo para me dedicar a mais este projeto. Então, respondi: "Olha só quem fala, pois foi a senhora mesmo quem me ensinou que quanto mais a gente faz, mais ainda se consegue fazer!" Sábias palavras da minha querida.
Até que ponto a mulher é capaz de chegar para estar na moda?
Nada de skinny jeans, nem de homens, agora elas querem porque querem, levar a vida de shorts! Victoria Beckham e Kate Moss não tem o menor medo de por seus gambitinhos de fora. Muito pelo contrário. Fazem qualquer coisa para poder. Mas não se iluda, porque a única forma de adquirir este look é passando fome, encarando umaanorexia básica, lipo geral ou outros métodos um tanto ilegais...Tudo bem que mulher a-m-a magreza, mas é de conhecimento público que a ala masculina em geral não aprecia esse gênero "palitinho seco". Não sou especialista no assunto, mas que eu saiba homem gosta mesmo é de carne! As brasileiras que se mirarem nessas duas beldades européias travarão uma luta em vão. Nem chupando gelo e comendo só rúcula durante um mês inteiro, fará com que a maioria das brasileiras deixem de ter perna grossa.
Além do mais, este visual pode ser tudo, menos elegante! Acho que shortinho funciona super bem na praia. Na cidade, só de dia e para meninas menores de 18 anos. Passou disso, já começa a ficar vulgar. Não é uma questão moral, é meramente estética. But then again, that's just me, and I might be wrong...Então, o jeito é esperar até que esta tendência passe ou não. Se for o seu caso, aproveite já que ela despontou no verão passado e parece que continuará firme em 2007!
Aqui está um programa diurno pouco comum para a maioria de nós! Anota aí na agenda para ir de qualquer jeito: oII Festival das Cerejeiras que acontece de 15 a 30 de julho de 2006 no Parque Estadual Alberto Löfgren, em São Paulo, será uma ótima opção de passeio para apreciarmos a florada da árvore-símbolo do Japão[uma de minhas prediletas]. São 50 árvores plantadas no Parque Estadual Alberto Löfgren [antigo Horto Florestal na Rua do Horto 931, na Zona Norte da Capital]. Especialmente no dia 16, haverá uma celebração a partir das 9:30h, com apresentações de danças típicas japonesas, taikô, oficinas de origamis, artesanatos e comidas típicas.
Na Trilha do Descobrimento, onde se encontra o Arboreto 500 Anos, além de admirar as flores de tom róseo das cerejeiras, poderemos ver também outras 24 espécies de árvores da Mata Atlântica, como o pau-brasil, canela-preta, ingá e tapiá. Na seqüência, ainda dá pra visitar o Museu Florestal Otávio Vecchi, localizado dentro do Horto, onde estarão expostas maquetes de castelos e templos xintoístas do Japão. Todo este evento está sendo organizado pelo Instituto Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado. Bem, eu vou. Sayonara...e, tomara que a gente se esbarre por lá!
Então é como se diz mesmo, que se não há remédio, remediado está?
Sei que corro o risco de ser linchada em plena praça depois de publicar este post hoje. Porém há algum tempo atrás, eu tinha separado uma receita de uma sopa supostamente "milagrosa" para colocar no blog assim que começasse a esfriar de verdade. Por ironia total do destino a tal sopa é francesa! Antes de começar a me xingar, quero deixar bem claro que apesar do meu sobrenome ser francês [por acaso] e de ter um braço da família morando por lá [por acaso], sou 100% tupiniquim. A eliminação da seleção brasileira na Copa doeu em mim como doeu na maioria dos brasileiros, exceto claro, um ou outro jogador e membro da equipe técnica que estavam ocupados demais por lá amarrando a chuteira, sentados no banco...Mas, enfim...
Apesar das recentes evidências apontarem o contrário, os franceses [originais ou naturalizados] ainda não jogam a bola que nós sabemos jogar, mas a gente há de convir que eles entendem muito de uma coisa: comida. Esta sopa estará longe de ser a melhor que vai tomar em sua vida, mas é um ótimo remédio para curar a ressaca da Copa e os excessos cometidos durante as festas juninas. Foi tão ruim ter que engolir a seco a vitória da França sobre o Brasil, que quem sabe essa sopinha não ajuda a fazê-la descer melhor. Fiz pequenas adaptações na versão originalmente escrita por Mireille Guiliano em seu livro, “As Mulheres Francesas Não Engordam”. A receita é apresentada como uma verdadeira poção mágica francesa contra os exageros à mesa, mas quem sabe também sirva bem como um antídoto contra os males causados por seu futebol. Afinal de contas, sabe-se que todo antídoto tem como princípio ativo o "veneno" do predador.
Receita: Limpe 2kg de alho-poro e uma cenoura grande. Lave-os bem para tirar a areia e a terra. Descarte as partes verdes escuras do alho-poro, deixando somente as partes brancas e as verde-claras. Corte o que restou e a cenoura em rodelas de 2cm. Refogue tudo ligeiramente em uma panela grande com um fio de azeite extravirgem e cubra com água. Adicione um cubo de caldo de galinha, uma folha de louro e deixe ferver. Coloque uma pitada de sal e pimenta. Reduza o fogo e cozinhe sem tampar por 20 a 30 minutos. Retire a cenoura [opcional] e reserve o líquido com o alho-poro para ser bebido quente a cada 2 ou 3 horas, 1 xícara de cada vez. Voilá!
Depois de um finalzinho de semana de derrota, chuva e chatice...eu recomendo que deixe pra lá estas coisas feias e mergulhe fundo na beleza de uma das minhas revistas prediletas sobre moda, arte e celebridades....
Outro dia assistindo o programa "Saia Justa" no canal GNT, confesso ter ficado um pouco inquieta com a dificuldade que se teve em definir o que era arte. Talvez o quarteto de apresentadoras estivesse meio mexido naquele dia com a saída da Luana Piovani e daí o "nó na garganta" subiu um pouco para a cabeça...Sei lá, mas acredito que tanto nos momentos de dizer adeus como na hora de se falar sobre arte, as palavras são quase que desnecessárias. A imagem e o sentimento falam por si só. Portanto, sem rodeios:
Arte é a expressão plástica da criatividade de alguém.
Para quem associa arte somente ao belo..muita atenção: "beauty lies in the eyes of the beholder";
para os que não sabem a diferença entre arte boa e ruim...creio que ela reside no domínio da qualidade técnica aplicada nela. Isto é o máximo que consigo racionalizar sobre o talento;
para os que ficam na dúvida se devem comprar ou não uma certa obra...meu conselho: arte não é "ficante", tem que ser no mínimo amante, portanto compre só se tiver se apaixonado perdidamente;
para os que diante dela, insistem em dizer que o seu filho pequeno poderia fazer algo igual...PARABÉNS! quem sabe não tem um futuro Picasso em casa;
para os que consideram como arte somente obras que têm um preço, realizem que arte tem livre arbítrio e só entra dentro do "sistema das artes" quando se faz necessária à sua comercialização, independente do motivo;
para os que tendem a "glamourizar" demais o universo artístico, atenção: a essência de uma obra de arte sempre é desprovida de vaidade, no entanto, é o ego do seu criador que às vezes se manifesta excessivamente a ponto de confundir-se com ela;
e finalmente na minha humilde opinião, para mim a arte é livre, infinita e democrática. Existe desde que o mundo é mundo para emocionar quem a olha e sente. O resto é o resto...mas, ei! se não concordar comigo, ótimo, por favor fale o que pensa. Manifeste-se!
Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Eu estou aqui frente, verso e nas entrelinhas. O design sempre fez parte do meu universo e é através dele que me expresso. Meu olhar, minha vida.
Formada em arquitetura, iniciei minha carreira cedo flertando com estilismo, mas logo depois fui trabalhar com interiores. Em 2000, comecei a prestar serviços em design marketing. Faço isso até hoje, só que agora exclusivamente para a marca de moda da qual me tornei sócia.
Amo documentar em vídeo e escrever sobre essa minha paixão: design. Tomara que goste daqui e volte outras vezes para tomar um café comigo. Assim posso te contar mais um pouco, sempre!