O perfumista vietnamita, Loc Dong, não respondeu essa pergunta na entrevista que deu para o site da Erika Palomino. Também não sei se alguém lhe perguntou isso...Eu teria perguntado. Adoraria saber, porque já perdi a conta de quantas vezes já ouvi essa metáfora e não tenho a menor idéia se ela procede ou não.
Grande ou pequeno, só sei que não vivo sem perfume. E gosto de sentir nos outros também. Porque cheiro é a marca registrada da pessoa. Sou capaz de esquecer o nome de alguém, mas o seu perfume nunca. Mesmo que seja uma lavanda comum que se compra em supermercado - só ela vai cheirar daquele jeito. É questão de pele. E pele é tudo! Por isso, não entendo gente – principalmente mulher - que não diz o perfume que usa temendo que alguém roube o seu encanto.Não se preocupe, não dá para roubar! No máximo irá pegar emprestado, só um pouquinho. Quando me perguntam, digo. No entanto, como é meio incomum - quando conto - as pessoas tem medo de experimentar. Ou pelo menos dizem que tem.
Uso sempre dois. Ao mesmo tempo. Não misturados. Um pouco de um em certas partes do corpo e um pouquinho do outro em outras. Sempre complementares e sazonais. Por exemplo, em dias quentes uso um cítrico e um floral. Em dias frios, uso um de ervas aromáticas e umas gotinhas de baunilha. Para mim funciona. Ninguém nunca reclamou – muito pelo contrário. Retorno garantido. Experimente!
Com que roupa eu vou nessa eleição que ninguém me convidou?
Nesse momento quando – mais do que nunca - é fundamental vestir a camisa com as cores nacionais verde e amarelo, eu proponho um modelo preto básico para o dia das urnas.
Apesar de ter todas as razões para isso, não me vestirei assim porque estarei protestando e muito menos porque estou de luto pela morte da política brasileira, mas sim porque é uma cor definida. Não é cinza. Não é em cima do muro. Não é ausente mesmo que signifique uma ausência cromática. É uma cor que se posiciona. Não chega tímida. Impõe-se. Diz a que veio, como o voto de cada um de nós cidadãos deveria fazer. No entanto, se cala. E consente – toda essa pouca vergonha.
Manifeste-se. Esse look da Sari Gueron preto absoluto representa o tom do meu voto – que não será em branco.
Eis a questão. Sou super pró-saúde, mas confesso que recentemente as minhas convicções com relação à onda orgânica foram meio abaladas.
Que os alimentos sem agrotóxicos são melhores do que os que contêm, não há dúvida. Mas, o povo natureba que me desculpe, mas não precisa ser tão radical! Menos. Outro dia fui almoçar num restaurante orgânico – por acaso - e me senti em Marte quando pedi um refrigerante a garçonete. Não me toquei da gafe. Quase fui crucificada. Ela só faltou me fuzilar com os olhos, mas era blasé demais para tal. Sorry again...Esqueci que aquela bebida de fórmula secreta que tanto amo, não é fabricada, embalada e rotulada como orgânica. Ainda.
Senti-me tão fora de lugar que perdi o interesse instantaneamente por aquilo tudo. No fim, o que salvou o meu almoço foi à companhia. E o prosecco – orgânico. Sim! Porque era isso ou água energizada ou sucos variados - cada um batido com pelo menos 10 frutas e ervas diferentes dentro. Os chamados "elixires", mais pareciam coquetéis Molotov! Eu e minhas amigas ficamos tão passadas, que resolvemos chutar o pau da barraca. Em pleno almoço de quinta-feira, tomamos prosecco orgânico e depois voltamos para o trabalho, felizes da vida. Para você ver...Há males que vem para o bem. Mesmo.
Por coincidência assim que cheguei no escritório, vi que tinha recebido um email do meu cunhado - personal-guru ortomolecular - com um artigo sobre esse assunto. Depois de ler a matéria resolvi pensar duas vezes antes de pagar quase o dobro por um cacho de bananas orgânicas. Além de feiosas, em comparação com as convencionais, aparentemente não há grande vantagem em comprá-las. O artigo ressaltava os benefícios de alimentos que não foram expostos a pesticidas e hormônios. No entanto, também colocava que por uma questão de economia, dependendo do alimento, não havia mal nenhum em optar pelo convencional mesmo. Principalmente se fossem frutas e legumes com casca ou produtos processados como macarrão, cereais, molhos etc. E essa agora...Era só o que faltava para complicar - ainda mais - as escolhas do dia-a-dia. Então, posto mais esse abacaxi para a gente descascar, hoje encomendei esse belo livro pela Amazon.com.
Pena que essa revista
não dá para ser folheada toda online. Só umas poucas páginas. Mesmo assim, vale
a pena. Faz um estilo bem casual e relax com um monte de
dicas de decoração, tipo faça-fácil com muita bossa. Se não conseguir comprá-la
por aqui, tem várias matérias curtinhas que podem ser conferidas via site.
A arte de Nelson Leirner é over sem nunca passar da conta. Eu, que costumo optar sempre por menos do que por mais, me reverencio a frente desse artista irreverente por natureza. Na vida - diante de um talento como o dele - temos que abrir exceções para gente desse naipe. Para quem não conhece o seu trabalho com elementos prontos, fabricados industrialmente, taí uma boa oportunidade. Hoje começa a sua nova exposição A lot [e] na Galeria Brito Cimino - a minha preferida em São Paulo.
de 26 de setembro a 01 de novembro de 2006 Rua Gomes de Carvalho 842, SP 11 3842 0634
Como são as coisas...Eu estava descendo a Haddock Lobo semana passada, quando notei uma obra que parecia ser a de um restaurante nos seus finalmentes. Fast forward >> alguns dias e recebo o convite para a sua inauguração hoje. Tudo indica que o Paris Café, Restaurant & Pâtisserie vai ser bacana. Por fora, já deu para notar uma preocupação com o estilo como um todo. Resta provar suas delícias lá dentro. Vou conferir e depois conto.
Rua Haddock Lobo 1240 - pertinho da loja Secrets de Famille.
Sou completamente encantada com essa loja. Eu sei que já mencionei ela um monte de vezes aqui, mas é que quando eu acho que já vi e falei tudo...Lá vem eles e me surpreendem mais uma vez. O site novo da marca é fresco e suave como os seus looks para o verão 2007. Parabéns de novo, de novo, de novo...
Ah!...E para quem está curioso - esse blog é merchand free. Ninguém paga para aparecer aqui. Passo adiante coisinhas que vou descobrindo por aí...Por puro prazer.
[desligue a música do blog no HI-FI antes de play > video]
Será que dá para entender?
Quem diria...A Bonequinha de Luxo virou fantoche de marketing da GAP.
Uma maioria conservadora parece ter se incomodado muito com essas imagens re-masterizadas e editadas. Dá até para entender, mas pensando bem, eu aposto que Audrey Hepburn se fosse viva não se importaria. Até porque, mesmo tendo sido elevada a máxima potência do chic, fora das câmeras ela sempre primou por ser casual.
Ou seja, é a cara mesmo dessa marca que também virou um ícone de moda - básica americana. Tudo a ver.
Com a chegada da primavera tudo fica melhor! Não que queira soar piegas, mas é verdade. O colorido das flores se encarrega de fazer as nossas vidas mais belas. Portanto, mais felizes.
Não é para menos que os americanos têm um ritual específico para essa época do ano chamado spring cleaning. Nada mais é do que uma faxina geral. Em casa. Mas, veja bem, não estou sugerindo isso para ninguém não - até porque se está meio borocochô, não merece ficar passando pano não. Pelo amor de Deus! Faça qualquer outra coisa menos limpar a casa, senão aí que a depressão toma conta de você mesmo.
Melhor é sair pela rua procurando um bazar qualquer desses que vende de tudo, de parafuso a coador de café de pano, sabe? Pois bem, lá quem sabe você encontra um escorredor de macarrão de ágata igual a esse aí de cima. Rosa talvez seja meio difícil, mas branco serve. Daí, você compra um maço de flores do campo, coloca dentro de um vidro com um pouco de água, usa o escorredor como cache-pot e pronto - está feito o seu lindo arranjo.
Deixe o ar primaveril entrar janela adentro de sua alma. Limpa, cura e renova tudo. Vai por mim.
Eu fui "premiada" pela querida Ana do Mukifuchicque por sua vez foi indicada pela Patrícia do incrívelSanta Misturaque foi chamada pela Marisa do inacreditável Objeto do Desejo - e por aí vai...Então a seguir, 6 cositas - absolutamente irrelevantes - sobre mim que talvez a maioria não soubesse:
1. Eu escrevo quase sempre de madrugada, na calada da noite.
2. Adoro escutar conversinhas alheias – elas alimentam o meu imaginário.
3. Meu maior pecado definitivamente é a gula, por enquanto =P.
4. Já mudei de casa mais de 20 vezes em minha vida – ufa, agora chega!
5. Por acaso, acredito piamente em serendipismo.
6. Aquele tal de Jude Law – sem vergonha - ai ai, me tira do sério...kkk
"Querida Maria, Não podemos continuar com esta relação. A distância que nos separa, é demasiado longa. Tenho que admitir que te tenho sido infiel já por duas vezes desde que te foste embora e acredito que nem tu, nem eu merecemos isto! Portanto, penso que é melhor acabarmos tudo! Por favor, manda de volta a foto minha que te enviei. Com Amor, João"
Maria recebeu a carta e, muito magoada, pediu a todas suas colegas que lhe emprestassem fotos dos seus namorados, irmão, amigos, tios, primos, etc... Juntamente com a foto de João, colocou todas as outras fotos que conseguiu recolher com suas colegas, em um envelope. No envelope que enviou à João estavam 57 fotos juntamente com uma nota que dizia:
"Querido João, Peço desculpas, mas não consigo me lembrar quem tu és! Por favor, procura a tua foto no envelope e me envia de volta, as restantes! Com Carinho, Com muito, muito amor...Maria"
MORAL DA HISTÓRIA:Mesmo derrotado... é preciso SABER arrasar O INIMIGO.
A Carola me enviou esta piada por e-mail ontem. Que delícia! Achei tão espirituosa que em vez de encaminhá-la para os amigos - como de costume - quis publicá-la aqui. E não é que no final, ela encaixou direitinho com o slogan "living well is the best revenge" da Montauk que li na semana passada...
Deparei-me com ele enquanto procurava na Internet um modelo bacana de sofá para o meu escritório novo. Estava buscando algum que fosse bem largado para que pudesse me jogar nele a qualquer hora - sem dó nem piedade! Lá no site dessa loja, tem uns modelos que eu adoro, supersized com capa que parecem um verdadeiro ninho. Tudo que um ser exausto precisa para dar uma relaxada - ou uma namorada - de vez em quando. Imagine só.
Ao que tudo indica, o João e a Maria não terão mais esse prazer juntos. Mas, nunca se sabe....O mundo dá muuuitas voltas. Portanto, o jeito é esperar pra ver – sentado, de preferência. No sofá novo!
Livre, leve e solta. É assim que quero começar essa nova estação...Como quem não quer nada, carregando minha baguette numa sacola dessas de linho puro da Bodie and Fou. Simples assim.
Eu sei que tinha prometido um post sobre biquínis ontem...Mas é que no final da tarde, fui tomada de surpresa por esse belo snapshot da Yasmin Brunet a bordo desse maiô ultra comportado no desfile da Cia. Marítima em Nova York. Um glamourlook chiquérrimo, meio Scarlett Johannsson na versão resort de The Black Dahlia...Daí, mudei de idéia - acho que assim ficou até mais bacana.
A foto é do site do Marcelo Araripe, amigo querido meu das antigas. Adoro ir lá e checar a cobertura sempre diferente e criativa que faz dos bastidores do mundinho fashion.
“Et pourtant, c’est la nature qui se reveille...” ?
Minha tia que mora na França certa vez falou essa frase e nunca mais a esqueci. Ela é tão inocente quanto a própria estação - que me faz sorrir à toa. Nada mais alegre do que um inverno-primaveril. Dá para sentir uma renovação a flor da pele. Resolvi, portanto, celebrar o momento.
Chamei três amigas para almoçar comigo amanhã e queria a casa bem bonita. Colorida e gostosa como a comidinha caseira que vamos comer. Então acordei animada, pus uma roupa e desci em seguida para comprar flores cortadas na feira. Cedinho.
Enquanto arrumava as flores pela casa pensava no que ia escrever hoje. Tinha acabado de receber o catálogo feminino da Richard's cheio de coisas lindas, estava toda inspirada, sonhando com os bons ventos de primavera soprando...Quando de repente - veio aquela lufada quente de arrepiar qualquer escova recém feita. Ninguém merece. Então tá, fazer o quê, né? Vamos pular uma estação e ir direto para o verão. Amanhã tem biquíni aqui no blog.
Ontem foi o lançamento do livro e a abertura da exposição “Introvisão” do Klaus Mitteldorf - que fica na Pinacoteca do Estado em São Paulo até o dia 15 de outubro.
Em meio a uma noite quente e tantas imagens fluídas, dava vontade de mergulhar dentro das obras. O fascínio desse artista pela água certamente transcende à fotografia...Pura sensação visual.
Bebi nessa fonte de inspiração e voltei hidratada. Recomendo. Vai lá e mate a sua sede!
Eu sei, você sabe, todo mundo sabe. O cara é bom. Mas, o que será que faz dele o "thebest"? Essa é a pergunta que o Scott Schuman do The Sartorialist, um dos meus buzz blogs prediletos, coloca nesse ínicio de Olympus Fashion Week em Nova York.
Segundo ele, o Marc Jacobs exagera na medida certa, sobrepõe sem carregar demais e faz o look por inteiro. Completo. Belas cores, rico em sutilezas e sem cair no óbvio. Sendo assim, vai ser difícil superar as criações desse rapaz nessa temporada. Let’s wait and see.
Se perguntar para mim, admirável nele, é o seu estilo despretensioso de ser. Ele faz o que quer, como quer, sem prestar muita atenção no que os outros estão fazendo e, melhor ainda, sem que nada disso pareça muito estudado. Ele permite que sua equipe de criação voe, mas não viaje. Como todo bom americano, ele sabe que no final do desfile sua roupa tem que ser comercial. Genial!
A Bahia tem tanta igreja que dizem que existe uma diferente para cada dia do ano – ou quase. Em São Paulo acontece o mesmo no quesito restaurante. Se bobear, até mais. É impressionante a quantidade de barzinhos, bistrôs, botecos e restaurantes novos que pipocam por aqui quase todos os dias. O mais incrível é que tem público. Como a concorrência é grande, tem que surpreender - e muito - no visual, diferencial, seleção musical etc. e tal...E a Danielle Dahoui sabe fazer isso como poucos. É só espiar o À Cotê Bar Bistrô que é tudo, menos mais um.
Eu já era fã do paulista Ruella e do carioca Bar d'Hotel, por isso quando soube que vinha novidade dela por aí, mal pude esperar - os módicos 36 dias de montagem - pra vê-lo pronto. Agora virei fã do super charmoso À Cotê também. Ali, o banquete vai além do paladar. Trata-se de um verdadeiro delírio para os olhos. O seu mix de peças, jogo de luz e decór com toques franco-orientais fazem desse novo lugar no coração dos Jardins, a coisa mais aconchegante que há. Uma vez que você entra não quer mais sair. Basta subir no mezzanino e se jogar nessas almofadas em boa companhia para esquecer das horas...O que se pode querer mais da vida?
E pensar que foram tantas e tantas paradas no Path. Inesquecíveis. Perdi até a conta de quantas. Dois anos é muito tempo para algumas coisas e tão pouco para outras. É estranho pensar que a gente nunca sabe quando será a última vez - só depois, quando já não dá mais.
Ingredientes para fazer um Pão-Estrela.... R$10,00
Tomar chá com pão quentinho com a avó em plena terça-feira à tarde.... "não tem preço"
Há pouco tempo, comecei a escrever um livro de culinária com a minha avó. Ele já está bem adiantado, mas talvez já o tivéssemos terminado se nós não nos dispersássemos tanto conversando sobre milhares de outras coisas durante o processo. No fundo, acho que a demora é desculpa para podermos aproveitar uma mais a companhia da outra - coisa tão rara com a correria do dia-dia.
Hoje decidimos nos encontrar meio de sopetão para provar a receita do Pão-Estrela do livro que eu tinha acabado de passar a limpo e editar. Não tínhamos planejado nada, mas como o tempo esfriou e a saudade bateu, liguei para ela. Veio imediatamente e pusemos a mão na massa no ato. Luxo, para mim é isso. Que coisa mais especial que é poder fazer algo aparentemente tão banal assim com alguém que valoriza aquele instante tanto quanto você.
Claro que a receita do Pão-Estrela, um tipo de enroladinho doce que minha mãe aprendeu a fazer com uma vizinha há anos atrás, estava perfeita. No que o forno apitou, botamos a chaleira com água para ferver e pronto. Chá das cinco em família. Uma delícia de comer e de se ver. Tanto, que já vou liberar a receita aqui para quem ficou com vontade. Mas, a avó eu não libero não. Essa é só minha. Desculpa, se eu não fosse tão ciumenta até emprestava, um pouquinho. Juro.
2 ovos batidos [claras em neve primeiro, depois juntar gemas]
2 c de sopa de óleo
100g de manteiga
100g de açúcar de confeiteiro
¼ xícara de água
canela em pó e/ou 100g passas ou 180g chocolate meio amargo picado [opcional]
Em uma superfície de mármore, forme com a farinha de trigo um círculo com um buraco no meio. No centro, amasse o fermento com o sal e 2 colheres de açúcar até que liquidifique. Junte o ½ xícara de leite morno, os ovos batidos, o óleo e com um garfo vá incorporando a farinha para dentro. Misture bem e depois sove com as mãos até que a massa fique homogênea e macia. Transfira a massa para uma vasilha, cubra, deixe descansar e crescer por 45 minutos. Faça uma pasta com a manteiga e 2 colheres de açúcar. Reserve.
Abra a massa e espalhe toda a pasta de manteiga e açucar sobre ela uniformemente. Polvilhe com canela e/ou passas ou chocolate meio amargo picado[opcional]. Enrole como rocambole, corte em seções de 5 cm. Cuidadosamente, numa forma grande untada com furo no meio, coloque cada rolinho na vertical com espaço de ½ cm entre eles. Deixe crescer durante 30 minutos antes de assar.
Asse por 20 minutos no forno pré-aquecido a 180º, retire, despeje por cima o restante do leite morno e açúcar misturados e retorne ao forno até dourar. Aproximadamente mais 15 minutos. Retire e cubra imediatamente com o glacê feito de açúcar de confeiteiro e água. Coma quentinho!
Uma bela imagem para comemorar os 10 anos do MAC em Niterói – um dos inúmeros projetos desse jovem de 98 anos, que todos os dias chega para trabalhar às 9:00 e só retorna a casa ao anoitecer para jantar. Tira uma linha do museu contra o Pão de Açucar ao fundo. Nada por acaso...
Acredite se quiser, ainda tem quem diga que não gosta do trabalho dele...Bem, gosto não se discute. Sobre isso, aqui comigo, não tem discussão mesmo. Oscar Niemeyer é o maior arquiteto brasileiro e ponto.
* Fran Pimentel manda avisar que a partir de 1o. de setembro até o dia 17, o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (CCPCM) recebe a exposição “Arte Ação Ambiental – Alegria em Forma de Arte”, em homenagem ao aniversário do museu. A mostra traz, através de registro fotográfico e audiovisual, oficinas, intervenções artísticas e apresentação de trabalhos, as experiências traçadas pelos projetos educativos e culturais promovidos pelo museu.
Numa sociedade que nos oprime com rótulos, a torto e a direito, ou você é ou não é. Assim é como a maioria espera que nos comportemos. Dizem por aí que não dá para ficar em cima do muro, sem posicionamento claro, definido. Aliás, tem muita gente que nem olha nos seus olhos se não estiver estampado em sua cara para que você veio ao mundo. Esse tipo de pessoa geralmente se conforta com o óbvio. Sente mais segurança. Não quer saber de perder tempo desvendando arestas. Tudo tem que ser em linha reta - estreita como o pensamento deles. Raso.
Nonsense.
Tome esse sofá como exemplo. Quer dizer...Essa mesa. Não...Essa cadeira com apoio. Olhe só quantas alternativas numa só! Taí uma metáfora ótima para ilustrar essa minha divagação dominical. Esse “Sofá-Mesa” criado pela Mendes-Hirth - uma marcenaria übercool de um amigo meu de infância - é cheio de surpresas prontas para serem descobertas, aos poucos. Sem pressa. Cheia de curvas sutis e cantos prontos para serem explorados à medida do necessário. Com prazer. Um prazer que vem de desdobrar a arte das possibilidades. Sendo que, qualquer uma de suas funções nunca descarta a outra. Pelo contrário, todas se fundem em uma única identidade. E convivem em plena harmonia. A dois, a três ou mesmo só. Hora se mostrando de um jeito, hora de outro. Sem que seja, sendo. Um conceito simples e denso, como a visão de quem criou essa peça multifuncional, além de muitas outras.
No universo criado por esse designer por vocação, podem-se encontrar vários móveis como esse da foto que foram manicurados à perfeição. O trabalho artesanal e primoroso encanta pela precisão e pelo amor investido num sonho de resgatar a memória do que um dia foi ofício de família. Tanto que, o Museu da Casa Brasileira acaba de selecionar a cadeira de balanço “Mäder” da Mendes-Hirth para concorrer na categoria mobiliário do 20° prêmio de design.
Eu estarei torcendo para que o esforço dele e de seus colaboradores seja reconhecido no dia 18 de setembro. Não para que sirva como selo de qualidade, porque isso seria desnecessário. Mas, para que torne-se uma inspiração para todos aqueles que buscam um caminho além do percorrido e do previsível. Para que sigam um percurso que lhes permita encontrar a dualidade no que se cria e no que se é. Assim, quem sabe, possamos ver no futuro mais estórias como a do meu amigo por aí. De muita força, coragem e determinação.
Parabéns Roberto, independente do resultado, você já é um vencedor. Sucesso sempre!
Com quantos metros de cachecol a gente encara esse frio?
Meu Deus, que friiiiiiio medonho que fez ontem à noite em São Paulo! Tudo bem, se a temperatura tivesse baixado e ficado assim por um certo tempo - ainda vá lá - seria um comportamento padrão de inverno. Mas, o que acaba com a gente é essa falta de constância. Dois dias de frio para uma semana de calor escaldante, então sopra um vento sudoeste maluco e de repente está todo mundo batendo o queixo de novo por quatro dias. Mal começa a sair o cheiro de guardado dos casacos e volta o calorão e te pega desprevenido no meio do dia, na rua todo encapotado. Daí toca você a tirar as mil camadas de roupa que vestiu de manhã cedo, em um ato heróico digno de contorcionista, após conseguir alcançar a porta do seu armário para pegar sua roupa sem sair debaixo das cobertas. Brrrr, de lascar!
Enfim, o jeito é se acostumar com essa loucura toda causada por el Niño e la Niña, que de criança só tem mesmo o nome, e ter sempre algo à mão para se esquentar na eventualidade de uma queda abrupta na temperatura. Creio que a essas alturas, ainda vale a pena investir num cachecol, já que temos três meses pela frente ainda até o início oficial do verão.
Gosto muito dessa versão multicolor clássica proposta pela novíssima marca de acessórios Cacau Ariano, mostrada na foto acima. Mas, não poderia deixar também de mencionar neste post, os modelos incríveis da Lilli Piovesan, mestre absoluta das agulhas de crochê e tricot. Tudo feito à mão, um a um, com muito carinho. E, calor humano - item verdadeiramente indispensável para esquentar qualquer um num frio desses.
Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Eu estou aqui frente, verso e nas entrelinhas. O design sempre fez parte do meu universo e é através dele que me expresso. Meu olhar, minha vida.
Formada em arquitetura, iniciei minha carreira cedo flertando com estilismo, mas logo depois fui trabalhar com interiores. Em 2000, comecei a prestar serviços em design marketing. Faço isso até hoje, só que agora exclusivamente para a marca de moda da qual me tornei sócia.
Amo documentar em vídeo e escrever sobre essa minha paixão: design. Tomara que goste daqui e volte outras vezes para tomar um café comigo. Assim posso te contar mais um pouco, sempre!