DESIGN.BLOG da Gabriela Pegurier


  ANO NOVO, VIDA NOVA

Qual o seu desejo para 2007?

Eu costumo acreditar em quase tudo que me contam. Passa da coisa de ser mera superstição ou não. Acredito nas pessoas. Tenho essa mania. Se alguém me falar que não pode isso porque acontece aquilo...Pronto, eu caio como peixinho. Aquilo nunca mais sai da minha cabeça. Acabo associando tal estória àquela situação. Para sempre.

Se juntasse todas, daria para escrever um livro de crendices com vários capítulos. Um deles dedicado especialmente a roupa usada no Reveillon. Tenho toda uma cartilha de ensinamentos sobre o tópico, já que esse quesito é um negócio sério. Seriíssimo! Pelo menos para ala feminina, todo cuidado é pouco na hora de decidir o que vai vestir na passagem do ano. Reza a lenda que sua vida no ano seguinte - inteirinho – será regida pelo astral da cor do modelito desfilado naquela noite. Uma decisão em falso e puff!... Lá se foi sua chance de ganhar a fortuna desejada, viver uma paixão desenfreada ou conquistar de vez a pessoa amada.

Por default, a cor mais usada aqui é a branca. Traz boas vibrações, segundo as crenças herdadas por nós da mãe Africa. Tudo bem, isso todo mundo sabe e acaba de uma maneira ou de outra colocando mesmo. O pulo do gato, ou melhor, da gata, está na cor dos acessórios usados em surdina. Por debaixo dos panos. Literalmente. Lá é que se escondem os segredos mais secretos de cada uma. Os desejos velados. Por exemplo, as calcinhas cor-de-rosa são as mais cotadas entre as solteiras que estão à procura de um par. As vermelhas garantem 12 meses de paixão intensa. As amarelas servem para ter dinheiro, riqueza e sabedoria durante todo o ano, além de estimularem a intuição. As azuis trazem paz de espírito, segurança, tranqüilidade, harmonia e saúde. As verdes equilibram e trazem esperança de renovação. As laranjas ajudam nas conquistas pessoais e profissionais. E, as violetas trazem inspiração, imaginação e estabilidade.

Conhecendo as fêmeas de minha espécie, depois dessa listinha, vai rolar uma certa sobreposição de underwears logo mais à noite. O que, atualmente do ponto de vista fashion, não é nenhum crime. Muito pelo contrário. Porém, contradizendo minhas crendices todas até agora, acho melhor não esquentar muito com a cor da calcinha não.

Se eu tiver um pedido a fazer para o Ano Novo é que a gente queira um pouco menos. Talvez dessa forma, no final das contas, consigamos até mais. Sem neurose e stress de ser, ter ou poder isso ou aquilo.  Começo a acreditar que se estivermos sendo a melhor mulher que podemos ser para nós mesmas hoje, não temos que nos preocupar tanto em como ganhar mais grana, ter mais equilíbrio ou ser mais querida amanhã. Eventualmente, o dinheiro encontrará o caminho de nossa porta, as oportunidades profissionais surgirão e o amor aquecerá nosso coração. Pode crer.

Feliz 2007...Boas saídas e entradas melhores ainda!



Categoria: Lifestyle
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 18h34
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 ROOM WITH A VIEW

 

  O que lhe surpreendeu ultimamente?

 

Um dos prazeres da vida é ser surpreendido por coisas boas. Tudo tem andado tão óbvio ultimamente, que quando somos presenteados com algo inesperado, é uma sensação deliciosa. Não precisa ser necessariamente com um objeto concreto – aliás, há vezes em que uma experiência abstrata interessante é capaz de nos surpreender muito mais. O Bar d’Hotel, no Rio, é um dos lugares onde isso acontece comigo repetidamente.

 

Sempre que eu entro nele é uma surpresa para mim. Quando a porta do elevador se abre dando direto naquele salão à meia luz, no segundo andar do Marina Suites, tenho o feeling de estar em algum lugar bem longe das areias cariocas. Mais moderno; mais cosmopolita. De repente, à medida que a gente vai entrando a procura de um sofá de veludo vermelho vago para se jogar - entre mesas iluminadas a luz de velas chorosas em castiçais e lustres que parecem dançar no teto com suas saias bufantes de gaze - acaba encontrando a vista deslumbrante das praias de Ipanema e Leblon. Na janela. E é esse contraste, entre outras coisas, que torna o restaurante tão especial.

 

Podem até surgir outros bares mais novos na cidade, mas espero que esse tenha vida longa. O menu assinado pela Danielle Dahoui e o decór eclético são tão ricos em detalhes incríveis, que sempre existirão novas descobertas a serem feitas por lá. O seu ambiente a noite seduz e aconchega como poucos que conheço. Sexy-cool-cozy, uma combinação matadora. No bom sentido...Se é que isso existe.

 

 

Av. Delfim Moreira, 696, 2º andar, Leblon, tel. (21) 540-4990.



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 10h34
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SUMMERTIME

    

Fim de tarde nas areias do Rio ontem. O pôr-do-sol no Leblon chegou a doer de tão bonito. Com um colorido intenso que dispensou qualquer retoque. Mereceu aplausos e os teve. De pé.

Agora é esperar pelo bis. Hoje.



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 13h49
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     NOITE FELIZ

 

Tudo pronto. Acabo de terminar de preparar a ceia de Natal. As bebidas já estão no gelo. A mesa arrumada, árvore piscando e o som rolando. Só faltava vir aqui para que a noite fosse completamente feliz. Então cá estou, teclando como dá, num computador que não é meu e numa casa que não me pertence, para que esse dia não passe sem que eu tenha te desejado tudo de bom. E mais um pouco. 

 

Agora, enquanto estava na cozinha decorando um dos pratos que será servido mais tarde, perguntaram-me o que eu queria ganhar de presente. Nem tinha pensado nisso até o momento. Mesmo. Talvez porque já tenha o principal – o que realmente me interessa: saúde. O resto eu corro atrás. Desde sempre foi assim! Mas como pedido de Natal faz parte da tradição...Se ainda estiver em tempo, sei o que eu vou pedir para o Papai Noel esse ano.  Quero o dom da percepção - para poder enxergar a beleza dos detalhes. Cada um deles. Preciosos.

 

Se eu acordar amanhã e tiver ganhado esse dom de Natal, serei eternamente grata e feliz. Já dizia o arquiteto alemão, Mies van de Rohe, que Deus estava nos detalhes. Por isso, é que eles fazem toda a diferença. Sendo assim, eu quero caminhar nessa direção.  Preciso disso - muito - para que possa ver mais do que está somente em frente dos meus olhos.  Ir além.  De encontro a ele, a mim e a você.



Categoria: Objeto de Desejo
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h06
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  COMPASSO CARIOCA

420 quilômetros mais tarde...Cheguei ao Rio. Me entreguei imediatamente, de corpo e alma. E já estou quase sem fôlego. Fiquei um tempo sem vir à cidade, e tão logo a avistei, me rendi completamente aos seus encantos. Parece até que as horas do dia não serão suficientes para desfrutar tudo que desejo. No entanto, por mais que a tentação de estar em três lugares diferentes ao mesmo tempo seja enorme, pretendo take it easy...Como pede o lugar.

A corrida contra o relógio eu não trouxe na bagagem comigo não. Deixei para trás em São Paulo. Trancada a sete chaves numa gaveta para não incomodar ninguém. Muito menos a mim. Afinal de contas, esse é um daqueles raros momentos do ano que foram feitos para a gente desacelerar. Aproveitar. Um tempo de reflexão. Sem pressão. E o Rio é um dos lugares mais perfeitos para se fazer isso. Aqui, os ponteiros das horas parecem mover numa cadência mais tranqüila. No ritmo de uma melodia meio preguiçosa que debocha de quem chega com pressa.

 

Incrível, mas tem coisas que só se vive aqui mesmo. No compasso carioca. Gente que só se vê em suas calçadas. Encontros que só se dão em suas esquinas. Aromas que só seu mar exala. E músicas que não se ouve em outros cantos.  O Rio de Janeiro te toca de um jeito sem igual.  Com um charme que fascina, é um saboroso banquete de fim de ano para os todos sentidos. Os cinco...Às vezes seis.



Categoria: Lifestyle
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 17h08
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    SEDE DE VIVER

No final da noite, eis a conclusão de quatro amigas diante de uma curiosa garrafinha de água vermelha:

 

"Beijo e copo d’água, não se nega a ninguém"!

 

Bom demais apreciar as coisas belas da vida...Melhor ainda quando elas nos fazem dar risada. Cuidem-se meninas! Até.



Categoria: Citação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h34
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   Foi bom para você?

Este ano foi atípico para mim. Totalmente virtual, beirando o surreal. Eu, você e todos nós juntos - unidos por nada além de fibra ótica e a vontade incontrolável de se conectar com o outro. No escuro. Ultrapassamos barreiras nunca antes cogitadas para chegar a lugares desconhecidos. E, percorremos trilhas alheias em busca do nosso próprio caminho.

 

Ironicamente num mundo cada dia mais customizado, personalizado e individualizado onde as pessoas aparentemente não têm mais tempo para nada nem ninguém a não ser si próprias, eis que surge esse universo paralelo – quase bizarro - dos nossos blogs. E prova tudo ao contrário. Já que, desde que eles entraram em cena, nunca se prestou tanta atenção no que o outro tem a dizer. Seja o que quer que se escreveu, provavelmente alguém leu. E assim os blogueiros, um a um – devagarzinho - acabam se conhecendo. Melhor.

 

Nada mais real do que essa amizade virtual. Rendo-me inteiramente a cada um que entrou na minha vida, de uma maneira ou de outra, esse ano e ocupou um canto dela ali que eu nem sabia que existia. Grata, feliz e sem pressa para ir a qualquer outro lugar...Vou ficando por aqui. Contigo.

 

 

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Categoria: Link
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 01h28
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RIO 40o.

 

 

O que vai querer nesse Natal?

 

Muita gente aguarda ansiosamente pelo final do ano para receber o décimo terceiro, quitar dívidas e comprar aquilo que queria, mas não podia. Eu não. Fim de ano para mim é sinônimo de Rio de Janeiro. É o presente que dou a mim mesma. De Natal. Nem um pouco material, puramente espiritual.

 

Rio 40 graus. Bendita seja essa “cidade maravilha; purgatório da beleza e do caos”. É para lá que vou! Podem dizer o que quiserem. Mesmo sendo maltratada pelos seus infortúnios, ela continua sendo hors concours. Bela e encantada. Se você não mora nela, é o melhor lugar no mundo - disparado - para recarregar as baterias arreadas depois de um ano puxado. Já se tiver o privilégio de morar naquele pedaço de paraíso, nem é preciso se preocupar em recarregar nada, pois ali nada se perde. Nem desgasta.

 

Como uma boa carioca desterrada, tudo o que eu desejo nas férias é chegar em casa. Abrir a porta, largar as malas, as mágoas e obrigações para trás. Trocar as roupas pesadas e usadas por outras, mais leves e limpas. Próprias para um novo tempo. Daí então, pegar o caminho da praia. Apertar o passo aos poucos até chegar no calçadão, dar de cara com a imensidão azul e finalmente per-correr a orla de ponta a ponta. Sem parar. Assim quando canse meu corpo, eu possa mergulhar de cabeça n'água. E emergir, renovada. Mais uma vez.



Categoria: Lifestyle
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 20h47
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SUBLIMAÇÃO

     

Até onde vai a sua fé?

Essa daí não é a torcida do Inter na final de hoje. E sim outra, que já gritou muito, chorou e se rasgou inteira torcendo por seu time em um Mundial de Clubes no Japão na década de 80. Para os bons entendedores, meio retrato já bastaria, mas como nem todos somos...Trata-se da torcida rubro-negra do Flamengo. Mengão, para os íntimos. Que foi homenageada em grande estilo no Rio de Janeiro com essa foto, erguida em destaque como uma taça de campeonato, no recém-inaugurado Museu do Futebol no estádio do Maracanã.

Esse momento foi capturado há alguns anos atrás pelo fotógrafo carioca Pedro Lobão, durante uma partida entre o Botafogo e o Flamengo pouco tempo antes da remoção da antológica “geral” no Maracanã. Segundo o artista, muita gente chorou o fim dela, porque ela era a parte mais popular do estádio - onde pulsavam mais forte as emoções da galera. Portanto, a foto - por si só - é um importante documento visual. Mas definitivamente, o que a torna primorosa é que escapa do clichê de todo mundo pulando ou berrando no momento de uma jogada decisiva. De imediato, percebe-se a tensão velada da torcida no momento em que o time está perdendo [o Flamengo perdeu o jogo por 2 a 1]. Aquele momento em que a fé no time é mais séria, menos efusiva. Quase religiosa.

Essa imagem representa exatamente a força da torcida no espetáculo que costuma ser mais valorizado pelo que acontece dentro do campo - quando na verdade, é fora dele que o futebol nos emociona. E foi assim, olhando para a foto, que realizei quanto o esporte, a fotografia e a vida têm em comum. Todos os três são sublimados através de momentos únicos. Instantes catalisados pela alma. Onde a fé e o sonho são capazes de transformar uma fração de segundo em algo especial. Inesquecível.

 

* Pedro Lobão, autor do livro fotográfico "Outra Cidade" com lançamento previsto para 2007. lobao.p@gmail.com



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 13h29
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DIA DO ARQUITETO

  

De onde veio uma idéia tão absurda?

Para variar, morri pela boca. Fui elogiar demais a repaginação visual ocorrida no coração dos Jardins em São Paulo e deu no que deu. Ontem, enquanto deveria ter comemorado o "dia do arquiteto" junto com os muitos amigos de faculdade e colegas de profissão que conheci ao longo dos anos, passei - ao contrário disso - o dia inteiro desiludida.

Empolgada com a delícia de domingo que havia tido anteontem, percorrendo a rua Oscar Freire lotada de gente alegre andando de lá pra cá, resolvi repetir a dose hoje. Queria aproveitar o embalo para ver se acabava de uma vez por todas com minha lista de presentes de Natal. Idéia infeliz! Aquele boulevard gostoso de outrora, havia se transformado mais uma vez. Em abóbora! Sem o mar de pedestres nas calçadas, o rei ficou nu. Ou melhor, a rua se despiu diante dos meus olhos. Constatar a bagunça de final de obra até que não me incomodou tanto, porque sabia que ainda faltava acabamento em grande parte do projeto de intervenção da região. O que realmente me deixou perplexa foi ver os bancos novos, recém instalados ali. Feitos de estrutura metálica cromada...Para ficar ao tempo! Sujeito a chuvas e intempéries, em geral. Fiquei tão chocada com a escolha do material, que estou quase montando um bolão de apostas para ver em quanto tempo eles estarão completamente cobertos de ferrugem.

De duas, uma...A não ser que a estrutura deles seja de aço polido ou que se tenha descoberto recentemente algum produto protetor de metais super possante que eu desconheça, os bancos de rua vão enferrujar. E rápido. Fato. É imperdoável que se tenha gastado dinheiro na compra desses. Longe de mim colocar todos os arquitetos no mesmo balaio, até porque como em qualquer profissão existem os competentes e os não. Mas nesse caso, o erro é tão gritante que até fiquei rouca...De tanto me perguntar quem teria tido uma idéia tão absurda. Se alguém souber a resposta, diga-me por favor. Agradeço.



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h58
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EXTREME MAKEOVER

 

Como é possível tamanha transformação?

A vida é cheia de surpresas mesmo. Ontem de tardezinha resolvi sair para dar uma volta a pé pelo bairro e quase não acreditei nos meus olhos. Por um instante quase não reconheci a vizinhança. É como se ela tivesse ido dormir água e na manhã seguinte acordado vinho. A rua Oscar Freire e arredores, nos Jardins em São Paulo, mudou de personalidade. Pasme! Eu poderia até pintar com cores mais fortes dizendo que está com ares de Nova York, Paris, Londres...Mas a verdade é que ficou com uma cara própria, conquistada por direito. Legítimo.

Nesse domingo, a dinâmica não era mais a mesma de antes. As pessoas pareciam outras. Com um espírito mais leve, mais alegre e relaxado. Havia uma energia tão boa no ar que entendi - no ato - porque aquela gente toda estava nas ruas andando com semblante feliz e sem pressa. Depois de incontáveis meses de uma obra pra lá de barulhenta e bagunçada, chegou ao fim – ou quase – o projeto readequação urbana do local. A nova configuração da rua foi inaugurada esse fim de semana. Repaginada, agora está sem fios nem postes, com calçadas largas e mais árvores. As quais, algum dia com sorte, hão de suavizar um pouco a dura paisagem desse micro-cosmo cinza que compõe a enorme selva de concreto paulista. Amém!

Se não estiver acreditando, eu sugiro que vá lá e tire a teima. Vale a pena ver de perto. Sentir a vibração na pele. Se o domingo inaugural causou desse jeito, imagine as próximas semanas. O astral promete só melhorar. Com o ano terminando e o povo se animando...Nos resta somente torcer para que esse “caso” não seja apenas um amor de verão, como tantos outros conhecidos. Passageiros, que chegam assim, sem avisar, nos pegam de surpresa, bolem com a gente por dentro...E do mesmo jeito que vem, vão. Nos deixando sem chão. Nem direção. Com gostinho de quero mais.



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h11
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   CAT POWER

 

Como não se apaixonar?

 

Tarefa difícil. Dificílima, eu diria. Quando damos para cair de amores, não há quem e nem o quê segure. Graças a Deus! Como dizia Voltaire: “Paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma. As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas”.

 

E foi assim navegando pela Internet, num dia que prometia ser de pouco vento, que cruzei com a marca Cabeça de Gato, de Curitiba. Logo de cara, o nome me pegou. Em seguida, caí nas garras do ator principal. Inevitável. Eu que tenho um fraco por felinos, não resisti. Me apaixonei.

 

Esse gato que não usa botas - mas que tira qualquer moça do sério - vai ser disputado entre a mulherada de plantão. Aposto. Tem muito charme e sentimento. Como toda boa paixão há de ter.

 

 

* Cabeça de Gato 41 3262-5757 / 9611-9079 patybonat@brturbo.com.br



Categoria: Objeto de Desejo
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h48
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AUTO-RETRATO  por Isabella Alvim

" O espelho é, na verdade, o olhar do outro". A frase, foi dita por algum professor de psicologia, em alguma aula que assisti. Anotei porque fiquei impactada com a afirmação e porque adoro uma polêmica; faz pensar e exercitar conclusões. Podemos até negá-la num primeiro momento! Indignados, nos defendemos, lembrando de conceitos como livre-arbítrio, autonomia, independência... Doce ilusão?

Nascemos desamparados e totalmente dependentes de cuidados externos, proteção, amor. Só sobrevivemos porque o outro o deseja e essa percepção fica impressa para sempre em nosso psiquismo. Aliás, somos uma das poucas espécies que precisam de tantos cuidados durante tanto tempo! A conseqüência, é a necessidade do amor do outro ao longo de toda a nossa vida.

Os diversos papéis: profissionais, pessoais, sentimentais que exercemos em todos os momentos, têm como finalidade a aprovação e os aplausos de uma platéia menor ou maior, dependendo das expectativas de cada um . Versões experimentadas, histórias construídas e momentos eternizados depois, o mais fácil é esquecer que, apesar de tudo, somos únicos, feitos de material impossível de ser reaproveitado. Querer atender às expectativas é uma opção tentadora ainda mais quando a ordem geral é otimizar, produzir em série, massificar. Frutos da modernindade que, de modernos, não tem nada! Como nos construir à partir, não apenas dos outros, mas de nós mesmos?

Essa resposta reside em cada um de nós. A única conclusão antecipada é que nossa história pessoal não pode se resumir numa criação social apenas, mas buscar na soma de tantos disfarces, de tantas versões unânimes em agradar, as nossas próprias tintas. Que tal pintar o seu próprio retrato? "Seria preciso amar-se com um amor de caridade, isto é, amar a si mesmo como se ama qualquer um", André Comte-Sponvilli.

* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também uma baiana arretada cheia de energia que sabe viver bem.



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 09h58
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Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Eu estou aqui frente, verso e nas entrelinhas. O design sempre fez parte do meu universo e é através dele que me expresso. Meu olhar, minha vida.

Formada em arquitetura, iniciei minha carreira cedo flertando com estilismo, mas logo depois fui trabalhar com interiores. Em 2000, comecei a prestar serviços em design marketing. Faço isso até hoje, só que agora exclusivamente para a marca de moda da qual me tornei sócia.

Amo documentar em vídeo e escrever sobre essa minha paixão: design. Tomara que goste daqui e volte outras vezes para tomar um café comigo. Assim posso te contar mais um pouco, sempre!

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