Caderninho da Gabriela Pegurier


TANTAS PORTAS

Eu e minhas portas. São tantas as que me encantam por um punhado de razões diferentes...Até já perdi a conta de quantas. Cada uma delas dando passagem para cantos distintos. Indicando caminhos para a minha vida.  

 

Enquanto algumas delas vão se abrindo, outras se fecham. Sem bater. O que é sempre bom...No caso de um dos lados mudar de idéia e querer dar uma espiada no outro pela fresta.

 

A estória dessa porta branca em particular merecia um conto, mas não por enquanto. Ainda desconheço o final. O dia que souber o desfecho dela, eu prometo que escrevo. Até lá, aguardo.



Categoria: Casa
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h53
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   ENTRE QUATRO PANELAS

O que tem para o jantar?

 

Ontem fiquei horas pensando no que preparar para um jantarzinho que quero fazer em casa essa semana. Vou chamar alguns amigos que há tempos não vejo, mas são super íntimos. Daqueles que também curtem uma boa conversa na cozinha e sempre acabam me ajudando. Antes, durante e depois.

 

Nessa de decidir o prato da noite, percebi que eu rodo, rodo e acabo sempre escolhendo os mesmos sabores. Imagino que não seja muito diferente com qualquer um que se aventure no fogão por pura diversão. Sendo assim, fiquei curiosa sobre o paladar da gente. Adoraria saber quais são aqueles ingredientes que tiram meus amigos-cucas do sério. Os meus top ten são esses aí, não necessariamente nessa ordem ou combinados entre si:

 

gergelim

rúcula

queijo de cabra

tomate seco

presunto de Parma

funghi

alcaparra

salmão

pitanga

chocolate

vinho (hors concours)



Categoria: Sabor
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 12h01
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MI CASA SU CASA

 

Com quantas lembranças se faz uma vida?

A casa onde vivi com meus pais durante anos foi vendida. Semana passada. Nunca acreditei muito que aconteceria isso. Demorou tanto tempo para vender que eu ficava fantasiando secretamente o motivo para aquilo não acontecer. Elocrubrava que a demora era uma conspiração do destino para que a casa nunca mudasse de mãos e sim, ficasse nas minhas. Pra sempre.

 

Bom, o tempo passou passou...E finalmente, três longos anos de placas no portão depois, alguém resolveu ficar com ela. Quer dizer, não com ela, somente com o terreno. O comprador – pasme – vai pô-la abaixo. É! Ele vai demolir a sala de estar onde passei natais com os meus avós, o meu quarto onde sonhei os sonhos que me trouxeram até aqui, o dos meus pais cuja cama me acolheu em noites difíceis, a cozinha onde fiz meu primeiro risoto e a saleta de TV onde derramei baldes de lágrimas assistindo sessão coruja. Sem contar os outros tantos cantos cheios de memórias de risos, namoros, beijos, brigas e abraços. Triste, mas ele vai colocar tudo no chão. Não sobrará um azulejo sequer para contar história.

 

Essas lembranças de minha família, construídas tijolo a tijolo como as de todo mundo, serão derrubadas em breve. No entanto, nem tudo está perdido. Levaremos a casa junto conosco...Não só no coração, mas nas costas. Então - como o comprador construirá outra nova em seu lugar, ele nos disse que podemos levar o que quisermos dela. Do piso ao teto, tudo. Ela é nossa. Engraçado...Como se em algum momento ela tivesse deixado de ser. Jamais!



Categoria: Casa
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 11h57
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RINDO À TOA

Beleza não põe mesa?

 

Até onde sei, ser bela nunca prejudicou mulher nenhuma nessa vida. Exceto no caso de algumas loiras. As bonitas penam um pouco com uma certa má fama que as persegue vez por outra...Vide esse comercial da Mercedes-Benz.

 

                    

 

[desligue música do blog no HI-FI antes de play> video]

 

Incrível como uma marca, nascida num dos países maiores provedores de loiras no mundo, topa brincar com esse mito. Vamos combinar que o conceito é engraçadíssimo, mas politicamente incorretérrimo e um tanto quanto indelicado. Faltou dizer no slogan que “beleza não é nada sem cérebro... E sensibilidade”. Certamente por conta dessa piada, a empresa perdeu a venda para muitas marilyns, mas em compensação deve ter muito marmanjo cheio da grana por aí, rindo à toa, a caminho da concessionária. A ironia é que provavelmente ele vai comprar o carro novo para impressionar alguma gata loira na qual está de olho.

 

Pois é minha gente, esse blog que vos fala não vive só de conteúdo...Oras, tem que ter graça também! Porém, que fique registrado aqui: acredito piamente na capacidade intelectual das loiras, tanto que daqui a duas encarnações eu quero voltar platinum blonde!  Isso porque na próxima - já está acertado e lavrado em ata - volto ruiva.



Categoria: Beleza
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 12h36
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   MAR DE JADE

Saudade vem e vai como uma onda no mar?

Um dia na cidade e já quero voltar para perto do mar. De novo. Mais ainda do que antes.

Bateu uma saudade do tamanho daquele oceano no final da tarde. D'água cor de jade...Igual às pedras dessa linda pulseira criada por Carolina Araújo.

Um verdadeiro banho para os olhos de quem ficou na vontade. Ainda bem que hoje é sexta..



Categoria: Objeto de Desejo
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h14
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DIA PRETO NA FOLHINHA

 

 

Acabou-se o que era doce?

 

Depois de dois longos meses de boa vida, o Brasil voltou a funcionar ontem. Extra-oficialmente. Como todos os anos, a ficha do brasileiro demora a cair em comparação com o resto do mundo, mas acaba caindo. Depois do Carnaval. A quarta-feira de cinzas vem, joga um balde d’água fria no verão e acorda o povo. Na marra.

 

O tratamento é de choque, mas a gente não liga. Está acostumado. Até gosta. Afinal de contas, não há nada como um bom re-começo. Tabula rasa. Uma bela chance para tentar melhorar onde se falhou, acertar onde se vacilou ou consumar tudo aquilo que ainda não rolou.

 

Assim seja, então. Que comece 2007 de uma vez por todas! Um ano novinho em folha, como uma agenda em branco Moleskine pronta para ser preenchida...Com mais um capítulo da história de nossa vida.



Categoria: Lifestyle
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 01h24
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SAMBA NO PÉ

          

Bom da cabeça ou doente do pé?

Cada um é cada um...Aí que reside a beleza sublime do ser humano.

Eu resolvi dar um descanso esses dias para os meus pés que já sambaram muito em outros carnavais...

 

E você?



Categoria: Lifestyle
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h38
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FANTASIA    por Isabella Alvim

               

 

“Sempre tentou? Sempre falhou? Não tem problema! Tente outra vez, falhe melhor!”    Samuel Becket.

 

Carnaval chegando... Isso me remete, como boa baiana, a alegria, efusão de cores, sensações, sentimentos à flor da pele! Se quisermos ir mais fundo, remete também às fantasias, máscaras, desnudamento, ótimos ingredientes para uma reflexão, no mínimo, interessante.

 

No decorrer de nossas próprias histórias, das escolhas feitas e caminhos preteridos, a sensação é que cada dia nós arriscamos menos, optamos pelo que necessitamos e focamos no que representamos. Negligenciamos assim, o mais relevante, quem realmente somos. Nos acostumamos a cobrar dos outros e de nós mesmos, respostas, acertos, atitudes-padrão, presentes num manual imaginário, mas frequentemente utilizado. Onde cabe a liberdade para experimentar, para seguir de acordo com referências próprias e intuições? Esquecemos de exercitar a fantasia e a poesia contida em nós...

 

Somos razão e sentimento, isso é fato! Como essa equação se equilibra se permitimos apenas que o pensamento, a razão nos guie? Como conquistamos serenidade e autodesenvolvimento se perdemos a coragem para as máscaras e fantasias, sem  exercitar os diversos papéis que podem ampliar e transcender a nós mesmos?

 

Theo Roos escreveu sabiamente ao analisar a filosofia de Nietzsche que “ O familiar, mesmo quando nos faz sofrer, nos parece melhor que o estranho. O novo nos amedronta, e as feridas que estamos sempre lambendo, até proporcionam prazer”.

E o que fazemos com a nossa própria verdade? Com todo o colorido esfuziante e ludicidade que abandonamos na infância e que nos deixa tão pela metade, tão carentes de nós mesmos?

 

Ontem ouvi uma frase que poderia estar presente em qualquer manual de auto-ajuda, mas nem por isso é menos verdadeira: “Erros não existem, são apenas tentativas de acertos”. Fiquei pensando no quanto somos duros e cruéis conosco e com as demais pessoas que nos cercam e também no quanto essa prática é perigosa. Não conseguimos defender-nos de nós mesmos, acabamos reféns das nossas crenças e a situação tende a se complicar cada vez mais, o consultório não me deixa mentir.

 

Mas o carnaval está aí, e nunca é tarde para aproveitar o “clima”, abusar das fantasias e máscaras e, ao mesmo tempo, flexibilizar, experimentar, pensar com outras palavras, nos desnudar para nós mesmos! Aprender a não entender tudo, sentir mais e preencher as nossas lacunas com vida, não é nada mal... Existe outra forma de aprender, senão tentar e, por vezes, falhar? Coragem! Posso garantir que o processo de autoconhecimento é mais que gratificante, é viciante!

 

* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também uma eva cheia de samba no pé e amor pra dar.



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h32
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  COSMOPOLITAN

Tudo muda o tempo todo no mundo?

 

Nesse vai e vem de modismos, nem tudo muda. Pelo menos não para mim. Em pleno momento de revival do dry Martini, eu acabei pedindo um Cosmopolitan no Spot. Vai entender...Têm certas coisas que simplesmente vão bem juntas. Combinam e pronto, sem muita explicação.

  

2 partes de vodka

1 parte de Cointreau

1 parte de suco de cranberry

½ parte de suco de limão

casca de laranja

 

Misture os ingredientes na coqueteleira com duas pedras de gelo e sirva em taça short drink. Decore com um twist de laranja.



Categoria: Sabor
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h43
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LOVE ME TENDER

          

Amar é...?

No hemisfério norte, 14 de fevereiro é Valentine's day, uma data para celebrar o amor. Qualquer que seja ele. Fraternal, passional, sensacional ou meramente carnal...Tanto faz, desde que ele exista e a gente queira expressá-lo por alguém. Vale tudo.

 

Gosto desse dia gringo, porque é bem mais democrática que o nosso. Ele é inclusivo. E não exclusivo, como o nosso dia dos namorados que não pertence aos que estão sozinhos. Por aqui, 12 de junho é uma data para os comprometidos only. Um clube do qual nem todo mundo é sócio e tem carteirinha controlada na entrada. Dá-lhe paciência para agüentar a ressaca moral do povo que fica de fora da festa e corre para Santo Antonio no dia seguinte. Que me lembre, das poucas vezes que fui barrada nesse baile, não me incomodei à mínima. Pulei o portão e entrei de penetra...Nem pensar em voltar para casa cedo!

 

Como diz uma amiga minha, eu sou daquelas que não perde nem batizado de boneca...Então, aproveitando à globalização, eu decidi incorporar mais essa data especial ao meu calendário. Com direito a vários beijos, telefonemas, e-mails, bilhetinhos e corações desenhados, flechados, dedicados aos meus amigos queridos. De toda vida. Pra sempre.



Categoria: Lifestyle
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 09h19
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NO MATO SEM CACHORRO

                               

Como escolher entre duas possibilidades?

Encontro-me numa daquelas sinucas de bico. Não sei se compro um cachorro ou uma bicicleta. Sabe como? Eu sei, parece viagem...No entanto, a metáfora é perfeita para descrever meu dilema no momento.

Já tive gato, mas cachorro nunca. Pelo menos nenhum para chamar de meu. Cem por cento. Os que passaram pela minha vida acabaram sendo divididos entre a família. Impreterivelmente. Na hora de comprar ração eram do meu pai, na hora de levar para o veterinário eram da minha mãe, na hora de dar uma volta eram do meu irmão e por aí vai...Tanto que no fim sobrava bem pouco para mim.

Se resolver pelo cão, de certo que será esse aí. Combina comigo. Fiel. Preto e branco com apenas um detalhe em vermelho. Pouca coisa, tipo cereja no sundae - só para dar uma quebrada no visual meio sério. Entretanto, essa parte não tem muito erro não. Mantê-lo que é tarefa árdua...De altíssima manutenção. A gente acaba se apegando demais, às vezes dando atenção de menos e, fatalmente ele nos cobra por isso.

Realmente, dá um trabalhão para cuidar no início. Porém, pensando melhor, no final do dia é ele quem termina cuidando de nós. E de nossas feridas. Daí então, esquecemos do xixi fora do jornal, da bagunça no quintal, do pé de mesa roído e do chinelo desaparecido. Lembramos somente do focinho molhado daquele ser tão amado. Por outro lado, a bicicleta poderá me levar a lugares novos. Caminhos ainda não trilhados. Numa aventura tentadora. Desconhecida. Por terrenos até meio tortuosos, mas cheios de percursos a serem desvendados. Ain...Dúvida cruel.



Categoria: Objeto de Desejo
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 10h28
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PERCURSO

Olhe bem...A bicicleta é um espetáculo! De bambú. Não dá para deixar passar batido tão facilmente assim.

Tudo bem que o material é um tanto quanto inusitado, mas talvez seja justamente por isso mesmo que me chame à atenção...E dificulte enormemente minha decisão.



Categoria: Objeto de Desejo
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 10h28
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FORGET ME NOT

            

Como fazer para seguir em frente?

Diante de tantos absurdos que vem ocorrendo no mundo ultimamente, têm coisas insignificantes que a gente consegue apagar de nossas vidas. Fácil. Basta apertar o delete no teclado ou passar a borracha Tersumus da Art Lebedev Studio. E pronto. Tudo resolvido.

Porém, tem um certo resto que não. Infelizmente. Para isso, só mesmo um bocado de tempo, muita fé... E olhe lá.



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h04
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AUTO-ENGANO

               

Tá querendo me enganar?

 

Dois em um. O cinzeiro-vaso Tab B da Vitamin promete amenizar os odores e embelezar o ambiente de sua casa, ao mesmo tempo.

 

Ok...O lema aqui parece ser o de tapar os estragos após alguns tragos. Nada como um belo artifício para minimizar a nossa culpa. Essa é certamente uma arte da qual nos tornamos mestres, com o passar dos anos.

 

Contradição à parte - como ninguém é de ferro mesmo - vai lá então...Me engana que eu gosto.



Categoria: Casa
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h41
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ILUSÃO DE ÓTICA

  O que é, o que é?

Parece ser de plástico, mas não é. Nada como uma idéia simples na cabeça e um copo de vidro na mão. E só. Isso que me encanta no design. Basta um olhar diferente e pronto, reinventa-se um objeto.

 

Seria tão bom se nós aplicássemos essa regra um pouco mais em nossas vidas. Ultimamente, é tanta gente que tenho visto se desgastando por aí, tentando redescobrir a pólvora, que fico boba. As pessoas não se dão nem a chance de perceber que o novo pode estar logo ali, bem diante de seus olhos. É somente uma questão de perspectiva. 

 

Claro que propor algo surpreendente é sempre tentador – principalmente para um criador - mas a inovação pode acontecer às vezes onde menos se imagina. Por essas e por outras, venho querendo exercitar - mais e mais - a minha imaginação esses tempos. Entender profundamente o que há ao meu redor e explorar as possibilidades em tudo, antes de amassar e jogar fora o que já existe...Como se fosse um mero copo de plástico descartável. Qualquer.



Categoria: Lifestyle
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 18h22
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   QUERO-JÁ

Será que a imagem faz tanta diferença?

 

Faz. Uma imagem é capaz de fazer toda diferença. Ou quase. Nesse caso, fez toda.

 

Apesar de ser uma leitora de revistas compulsiva, a Rolling Stone – acredite - só virou objeto de desejo para mim ontem. Pois então...Estava eu assim, como quem não quer nada, aproveitando um dos meus programas prediletos de domingo a tardezinha na cidade depois de um almoço bem longo e tranqüilo. Folheava novidades na Livraria Haddock Lobo, quando de repente olhei para o lado e dei de cara com ele, Rodrigo Santoro. Na capa.

 

A expressão dele na foto parecia dizer, “me leva, me leva que eu vou...” Como eu estava mesmo precisando ler um pouco mais sobre o que rola no showbiz e também, não queria deixar o rapaz ali, sozinho olhando para mim daquele jeito...Resolvi juntar o útil ao agradável. Levei pra casa! Ai ai, é espantoso o que somos capazes de fazer pelo “belo”. E vice-versa.



Categoria: Objeto de Desejo
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 20h13
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TENDÊNCIA    por Isabella Alvim

         

 

“ É preciso aprender a amar a si mesmo. E também aprender a amar o outro, o estranho em nós.”  Théo Roos

 

A cada temporada da moda, surgem criações afins em todo o mundo. Repetem-se tendências, cores e referências. Qual a lógica dessas “coincidências”?

 

Analisando psicologicamente, podemos pensar num conceito há muito divulgado por Jung – O Inconsciente Coletivo: Um conjunto inato de sentimentos, e lembranças que habita cada indivíduo e é compartilhado por toda a humanidade. Nascemos com uma espécie de bula interna, uma predisposição para reagir ao mundo da forma que nossos ancestrais faziam e que, possibilita muitas vezes, a nossa sobrevivência. idéia do medo do escuro, que é regra durante a infância e estimula o estado de alerta durante a vida adulta, pode ilustrar o poder desses conteúdos inatos.

 

Quando falamos de moda, design ou qualquer outra manifestação criativa, falamos de uma conexão intensa com o inconsciente. Através da criatividade, exploramos combinações diversas, novas perspectivas e precisamos de muita coragem e confiança para a entrega interior que essa investigação exige. Essa intimidade com o inconsciente permiteque, símbolos do inconsciente coletivo, venham à tona e atinjam quem os observa - participantes de uma mesma viagem. Isso pode acontecer simultaneamente e inspirar diversos estilistas, designers, artistas, etc. porque, os indivíduos criativos são mais intensamente em todos os campos da sua vida. Pessoas criativas ficam experts nesse diálogo com o desconhecido e podem acessar os símbolos coletivos com mais facilidade, promovendo as “coincidências” criativas.

 

O outro lado da moeda reside em não ser nada fácil admitirmos que, apesar desse conjunto que nos insere num grupo, somos únicos no mundo. Temos muito medo dessa percepção e da consequente perda de referências; o comportamento guiado por regras, leis e determinações é o nosso reconhecimento como pessoa bem sucedida e amada na sociedade. A opinião do outro adquire uma importância maior do que o que realmente somos e usamos a dissimulação para escondermos nossa própria singularidade. A receio de nos expor; assim vamos perdendo a nossa contribuição maior para a humanidade – nossa identidade.

 

As expressões criativas - genuínas manifestações da maior fonte de potencialidade que é o inconsciente - podem transformar-se em expressões superficiais, perder o potencial criativo e copiar modelos para continuar fiel às expectativas vigentes. Para fugirmos desse destino, precisamos mudar o ritmo em nós mesmos, aumentando a auto-estima, admirando a nossa própria criação e tocando nossos próprios tambores. Acreditar na nossa potencialidade, nos permite beber da fonte de originalidade do outro sem nos tornarmos mera imitação. Dessa forma, podemos cumprir o nosso verdadeiro papel que é nos exercitar , segundo Nietzsche, no não-querer-saber e, simplesmente, viver e SER.

 

* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também uma mulher corajosa e confiante que adora explorar possibilidades.



Categoria: Avaliação
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 18h14
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Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Estou aqui frente, verso e entrelinhas.

Como o design, a estética e a culinária sempre fizeram parte importante do meu universo, é através deles que me expresso. Meu olhar, meu afeto, minha vida.

Meus relatos aqui são apenas elucubrações sem compromisso sobre o cotidiano e, minhas dicas são o prazer que tenho em compartilhar conhecimento. Coisas que de alguma maneira foram catalizadas em minha mente por algo que vi, vivi ou provei.

Tomara que goste daqui e volte outras vezes para saborear isso comigo. Assim posso lhe contar mais um pouco, sempre!


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