Feriado assim é sempre bom para a gente botar a cabeça em ordem, as coisas no lugar e descansar bastante...Porque quarta-feira é 2 de maio, esse sim, dia de trabalho. E muito.
Hoje ouvi uma conversa para lá de surreal. Não teria sido tanto, não fosse o local onde ocorreu e o assunto do qual tratava. Aconteceu na porta de entrada da Polícia Federal em São Paulo, enquanto aguardava na fila durante quatro horas pela minha vez de renovar o passaporte. Um grupo de pessoas que havia acabado de se conhecer ali mesmo discutia veementemente sobre a mudança recente feita na modelagem da world t-shirt, clássica camiseta da marca Hering.
Enquanto eu me deliciava com os comentários feitos pelos integrantes do grupo - um mais inédito do que o outro - comecei a pensar na matéria que tinha lido ontem, por acaso, na revista Simplesdesse mês sobre o papel da camiseta no mundo da moda. Aquele debate em plena manhã quente de quinta-feira no canto de uma calçada do bairro da Lapa foi muito interessante, já que ilustrou com perfeição o texto conferido por mim no dia anterior. Pude constatar através dos depoimentos publicados no artigo e também os testemunhados hoje, que a camiseta realmente exerce uma função única dentro da sociedade contemporânea. A de comunicar, através de suas cores, estampas, mensagens, cortes e modelagens...Quem se é, do que se gosta e no que se acredita.
Em sua maioria, os meus colegas de fila demonstraram-se favoráveis às substituições feitas no clássico da marca. Afinal de contas, mudanças por menores que sejam sempre buscam trazer inovação e aperfeiçoamento a qualquer time. Até aos que aparentemente estão ganhando. Resta saber agora, se todos vestirão de verdade essa novidade ou se não virarão à casaca durante um jogo onde tudo pode acontecer. Mesmo.
Será que o design pode ajudar a mudar o mundo? Acreditamos que pode...Assim como o pessoal do smashLAB, criadores da incrível iniciativa Design Can Change.
Dê uma olhada nesse site super bem bolado. Lá, eles explicam de uma forma ultra simples os problemas acarretados pela mudança climática que estamos apenas começando a enfrentar e seu impacto no meio ambiente como um todo. Além de encontrar informações a respeito de como contribuir para a mudança desse panorama e fazer parte dessa comunidade que está tentando fazer a diferença!
Que os bons ventos continuem soprando nessa casa!...Em novas direções, onde as nossas ações sejam parte de uma cadeia que ajude a recuperar o meio ambiente tão negligenciado por todos nós.
Fui à banca comprar...Voltaria logo, mas no meio do caminho resolvi parar para um café.
320 páginas mais tarde, a única coisa que tenho a dizer é que esse exemplar está arrasando!...Recheado de matérias exclusivas sobre moda, artes, música, comportamento, design, arquitetura, questões ambientais e otras cositas más.
A primeira revista brasileira neutra em carbono, ffwMAG, chegou prometendo revolucionar o mercado editorial e até agora vem cumprindo sua missão conforme o planejado. Uma inovação a cada nova edição.
“Eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura”. Fernando Pessoa
Sempre que penso em Moda, sinto como se uma porta interna se abrisse, mostrando uma infinidade de corpos, cores, modelos, formas e possibilidades. Televisão, não assisto mais por opção (confesso que a mente ficou bem mais leve para re-visitar a bagagem que acumulei ao longo da vida e reencontrar preciosidades). Mas os jornais, revistas, livros, internet continuam fazendo parte da minha rotina e inundando meus pensamentos com uma enxurrada de informações novas a cada hora, minuto, segundo! Bom ampliar o olhar, poder enxergar além, descobrir. Difícil é perceber o caminho que trilhamos, olhar no espelho e não nos reconhecer...
Nos transformamos em grandes consumidores de imagens, buscando um sentido para o mundo, para a vida, para as pessoas e para nós mesmos. Aventurei uma reflexão nesse sentido e concordo que é chover no molhado falar do quanto estamos distantes de quem realmente somos. Mas foi por aí que me dei conta do quanto nosso dia-a-dia, nossos pensamentos e até mesmo nossa cultura é movida. Cada vez mais, por fetiches variados, poderosos, indispensáveis...
O fetichismo é a tendência erótica para objetos que estão em contato com o corpo humano de forma direta ou indireta. O fetichista é incapaz de amar o outro como pessoa real, consegue amar apenas parte dele ou algum objeto que ele use. Exemplos comuns de objetos de fetiche são mãos, pés, meias, roupas, etc. A psicologia considera que todas as pessoas são fetichistas em algum grau, afinal atração por atributos, dotes físicos, estilos de roupa, são bens comuns na nossa cultura e nunca configurou um problema. O que não é normal é a pessoa não conseguir obter prazer sem o seu fetiche, não enxergar além, transcender o objeto.
O fluxo intenso de novas formas, novos modelos provoca uma grande perda de identidade, de referência do nosso lugar no mundo. Ficamos carentes de eixo, de equilíbrio, sentimos saudades de nós mesmos, um grande vazio se instala. O resultado disso é o consumo de imagens, que sabemos serem ilusórias, mas agimos como se não soubéssemos. Queremos é preencher o vazio a qualquer custo e fetichizamos o que está a nossa volta, procurando dar algum contorno à vida.
O grande perigo é deixarmos de ser inteiros e passarmos a ser partes; e, a buscar partes também no outro. Qual será a nova tendência do verão? Seios grandes, pequenos, unhas pintadas, saltos altos? O que realmente buscamos? Amar e ser amado inteiramente, enxergando e valorizando a harmonia do conjunto que nos compõe ou apenas desejar partes fragmentadas de objetos ou de corpos? Como enxergar unilateralmente seres tão complexos? Muito injusto que todas as nossas potencialidades sejam ignoradas para nos tornarmos meras imagens de nós mesmos. Pense nisso...
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também alguém que olha no espelho e se reconhece.
Eu sei que domingo é dia de ir ao parque, mas depois da roda-viva dos últimos dias...Hoje eu quero sossego. Foi emoção demais para um coração só. Tudo que estava precisando mesmo era um domingo como esse, sem pressa. Com direito a café da manhã tranqüilo. Em família.
Tenho tido tão pouco tempo para curtir essas pessoas que me viram crescer, que é bom demais tê-las próxima em dias assim. Quero ficar um pouco quieta no meu canto hoje, para retribuir com toda calma do mundo o carinho deles. Incondicional.
Como nem todos moram na mesma cidade, qualquer motivo vira oportunidade. De se estar junto. Sabe-se lá quando teremos a chance de dividir uma mesa novamente. Nós e nossas idiossincrasias.Então pensando naquele dizer que a vida passa e o tempo voa, melhor aproveitar esse dia...Numa boa.
O dia do nosso aniversário, por exemplo, é sempre mais especial que os outros. A gente simplesmente se sente diferente nessa data. Vai entender...
Tenho notado inclusive, que essa sensação só melhora a cada ano. À medida que vamos abrindo espaço para mais velas no nosso bolo, somos recompensados ainda com outro tipo de fogo. A chama da paz de espírito. Essa talvez seja uma das maiores vantagens de se amadurecer. A gente consegue se livrar daquela ânsia louca - que nos queima por dentro - de provar a todos do que somos capazes. O tempo todo. De repente um dia, você acorda e percebe que já disse a que veio. As pessoas já te reconhecem. Enfim.
Pois então...Há anos atrás numa madrugada dessas de 19 de abril, eu vim ao mundo. Como a grande maioria, cheguei cheia de vontade. Hoje, sem pressa nenhuma de ir embora, vou ficando por aqui. Afinal, a viagem tem sido esplêndida e só posso agradecer por essa enorme dádiva. De viver.
“Uma jornada de 1000 milhas começa com o primeiro passo”. Mao Tse-Tung
Se me dissessem há um ano atrás, que hoje eu estaria aqui sentindo tudo isso ao celebrar essa data...Eu acreditaria, porque sempre gostei da idéia de que tudo é possível. Nessa vida. No entanto, nunca teria imaginado a intensidade da emoção que tomou conta de mim. À flor da pele.
O Design.blog que nasceu por acaso, enquanto eu iniciava uma busca por algo que nem bem sabia o que era, completa um ano de vida hoje. Dia 18 de abril de 2007, véspera do meu aniversário. Como eu não tinha um plano B para minha vida naquele momento, me joguei de cabeça aqui. Nesse mundo, onde há um sincretismo entre o real e o virtual. E fui seguindo em frente...Na esperança de achar a razão – verdadeira - pela qual teria escolhido trilhar os caminhos que havia percorrido. Até então.
Os últimos 365 dias acabaram sendo uma jornada incrível para mim. Um interessante reencontro com a minha essência. Onde tive a benção de viver situações inesperadas, enxergar coisas inusitadas e conhecer pessoas únicas...Como você. Quero acreditar que esse foi apenas o primeiro passo dessa viagem e que muito ainda está por vir. No futuro.
* E como aniversário sem presente não vale... Vou inverter um tico o protocolo dessa vez. Quem vai ganhar uma lembrança é você! Basta enviar para o e-mail gabrielapegurier@uol.com.br 1 foto que ilustre um momento importante na sua vida que foi influenciado pelo design (moda, arquitetura, gastronomia, beleza, objetos, lifestyle, design gráfico etc..), com 1 parágrafo curto explicando o motivo. Até 27/04. Por favor, coloque créditos caso a foto e/ou texto não sejam de sua autoria. Os 10 mais originais receberão de prêmio um CD com uma seleção ultra bacana da trilha sonora que toca no Design.blog. Os nomes dos vencedores, textos e fotos enviados serão postados aqui eventualmente. Lembre-se de enviar seu nome, endereço e área de atuação, para que eu possa enviar o CD. Participe!
Ontem fiquei horas folheando o livro do joalheiro Antonio Bernardo que acabou de ser lançado. Para mim, foi uma viagem no tempo. Deliciosa. De volta aos dias em que eu ainda engatinhava como arquiteta de interiores no Rio de Janeiro, mas me divertia horrores supervisionando as obras nas lojas desse designer de jóias ultra talentoso.
Quantas e quantas noites virei em shopping – algumas vezes só e outras acompanhada - enquanto esperava o pintor retocar as paredes da loja, o carpete ser instalado ou o ar condicionado ser consertado. Até perco a conta do número de bancos que esquentei naquela época. Acho que nunca aprendi tanto. Além do meu ofício propriamente dito, vi de perto como este mestre do design transformava ouro em arte. Pura.
De lá para cá, muita coisa mudou...Mudei de trabalho, de cidade e de vida. Mas, o dom dele continua o mesmo. Único. Tenho algumas peças suas que sempre uso e guardo com carinho, como essa aí: o colar celestial. Super especial, porque foi comprado quando a grana era curta, mas a paixão... Não. E isso fez toda a diferença.
Nada como um domingo de sol, sem compromisso...Opera verdadeiras maravilhas quando se está precisando de férias, mas não tem como tirá-las. Naquele momento.
A gente esquece da bagunça dos lençóis, pula na cama, nem olha para a louça do café na pia e larga a roupa de ontem na cadeira...Sem culpa. O que nos incomoda durante a semana toda, de repente passa desapercebido. Hoje.
De um dia para o outro, tudo muda. Para melhor. Só porque é domingo e viramos a página na folhinha...Da vida.
Sábado é dia oficial na minha agenda para sair a tarde e tomar sorvete até a testa doer. Com o calorão que fez então, nem se fala! A certa altura, me bateu uma fissura louca de sentir o gosto de um sabor que só provei até hoje na sorveteriaItália do Rio. Sonho de valsa.
Para saciar o tal desejo que não passava por nada, não saí para rua e me arrisquei numa versão caseira. Nem me preocupei muito que ficasse idêntico ao carioca, porque hoje estava topando qualquer genérico. Mesmo.
O jeito foi apelar para imaginação. De vez em quando, a solução pode até não ser perfeita, mas resolve. E como o ótimo - na maioria das vezes - pode ser inimigo do bom...Apostei na criatividade para matar a minha vontade. Que felicidade! O sorvete não deu errado...E o prazer foi compensado.
sorvete sonho de valsa
2 litros de sorvete de creme
12 bombons sonho de valsa
calda de chocolate (opcional)
Retire do congelador o sorvete e deixe-o do lado de fora por uns 10-15 minutos ou até que esteja levemente amolecido. Desembrulhe os bombons, coloque-os num pano de prato, enrole e bata neles com um rolo de cozinha quebrando-os desigualmente. Despeje-os numa vasilha, junte o sorvete e misture bem. Transfira para um outro recipiente limpo, cubra e retorne ao freezer até para que endureça novamente. Uma vez pronto para servir, o resto fica por sua conta...
Isso é o que dizem. Porém, os pontos em questão aqui são os de milhagem, que eu decidi torrar com prazer - entre os dias 10 e 22 de maio - para levar o Design.blog num tour básico por Paris, Londres e Lisboa.
Na cola da dica gastronômica lisboeta postada ontem pela Maria Silvia, a mais nova colaboradora desse blog...Já tratei de fazer uma reserva para jantar no Fifteen, o restaurante do cheftudodibomJamie Oliver na capital inglesa. O dinning room downstairs com ares retrô pop é ultra concorrido, por isso melhor garantir logo uma mesa com bastante antecedência.
Levarei comigo uma cópia do livro mais recente do bonitón. Pretendo voltar com ele autografado de baixo do braço e, quem sabe com sorte, ainda consigo trazer o autor junto também. Na bagagem. Que eu saiba, ele nunca testou os fogões daqui. Aposto que se viesse, ele ia se encantar e talvez até quisesse ficar. Por um tempo.
* Westland Place, London, N1 7LP. Tel 0871 330 1515. Inter +44 870 787 1515.
A Gabriela resolveu esticar sua viagem...E me pediu umas dicas do que fazer em Lisboa. Eu, que adoro aquela cidade, ao mesmo tempo tão bucólica e cheia de coisas modernas e interessantes, disse na hora que ela não poderia deixar de jantar num dos restaurantes mais trendy de Lisboa – Bica do Sapato.
Instalado nas antigas docas em frente ao rio Tejo, esse restaurante super moderno e transado, tanto na decoração quanto no cardápio, é uma super pedida para tirar um pouco o peso da história - tão presente em tudo - e mostrar um lado contemporâneo e sofisticado que os portugueses tem desenvolvido tão bem. Além do mais, de repente você pode até dar de cara lá com John Malkovich que é um dos sócios do restaurante.
* BICA DO SAPATO, Av. Infante D. Henrique, Armazém B, Santa Apolônia, 351 21 881 0320, www.bicadosapato.com
“Todos nós precisamos contar nossa história, compreender nossa história. Precisamos que a vida tenha significado, precisamos tocar o eterno, compreender o misterioso, descobrir o que somos”. Bill Moyers
Descobrir o que somos é uma grande missão, um enigma que tentamos decifrar a vida inteira. Ao mesmo tempo, é assustador perceber o quanto nos afastamos dessa descoberta a cada atitude que tomamos, a cada racionalização que fazemos, a cada dia que vivemos.
Anos atrás, não faz muito tempo - incrível como tudo se move num ritmo mais e mais frenético - os movimentos sociais, políticos e a própria moda eram delineados pela grande conexão com o coletivo. Havia dois grandes grupos: os que aderiam e os que se opunham, mas ninguém saía imune. A paixão e a ideologia permeavam essas relações possibilitando o surgimento de uma nova ordem, de um novo movimento, de uma grande tendência. Tempos quentes aqueles...
Estranho pensar no hoje, com todo o seu potencial globalizante, o imenso suporte tecnológico a nosso favor e, constatar que as transformações aconteçam cada vez mais segmentadas, em espaços menores e bem menos populosos. É bem verdade que as tribos são mais numerosas e diversificadas, além de serem representadasem todo o mundo quase que simultaneamente. Taí uma grande contribuição da globalização! Tudo isso é muito positivo, mas é preciso pensar nas qualidades dessas relações e em que se baseiam. Qual o espaço destinado à valorização cultural, à construção da identidade própria e coletiva?
Com tantas tribos e com a diminuição do apelo ao coletivo (estamos cada vez mais individualistas, encerrados em nós mesmos e em nossos pequenos grupos), perde-se o diálogo entre visões contrastantes, a paixão pelas nossas crenças vira artigo raro e deixamos de aprender, cada vez mais, sobre a multiplicidade da vida. Um grande exemplo é a moda, onde atualmente tudo é permitido, dependendo da sua tribo, do personagem que você representa ou quer representar; sem problemas, sem conflitos... Que lugar nós reservamos para o discurso, para o argumento, para ampliação, para a paixão? Roupas largas para uns, justas para outros, curtas para poucos... Tudo permitido e, ao mesmo tempo, tudo rotulado. Justo a Moda, que sempre foi um grande instrumento de comunicação, contestação, transcendência. A essência subjugada pela tendência, pelo rótulo, pelo roteiro. Curioso destino?
Joseph Campbell contou, certa vez, uma lenda pigméia do menino que encontra na floresta um pássaro de belo canto e leva-o para casa. Ele pede ao pai que traga alimento para o pássaro, mas este lhe diz que não pretende alimentar um simples pássaro, e mata-o. A lenda diz que o homem matou o pássaro, com o pássaro matou a música e, com a música matou a si mesmo. Caiu morto, completamente morto e morto permaneceu para sempre.
Onde foi parar a simplicidade, a realidade da imagem, a nossa música interior, o nosso pássaro? Alguém sabe?
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também alguém que alimenta os pássaros que encontra na floresta.
Fui em busca de um certo coelho...Lá, onde a terra é roxa e o capim cresce alto. Volto saltitante na segunda-feira, cheia de chocolates na mão e estórias no coração.
Enquanto isso, sinta-se à vontade para buscar uns ovinhos escondidos por aqui. Quantos quiser. Feliz Páscoa!
Agora é oficial: troquei a noite pelo dia. Fico acordada escrevendo até tão tarde, que sobram-me poucas horas para descansar no escuro. O sono é tanto no final da manhã, que perco o chão e desmaio em segundos. A luz no rosto nem me incomoda mais.
Uma pouca vergonha que tem de acabar! De algum jeito. Já fui alertada pelas minhas olheiras - agora permanentes em meu semblante - que se continuar no fuso horário do Japão, é melhor eu me mudar para lá de uma vez por todas. Com mala e cuia.
Para evitar mais encontros e desencontros comigo mesma, daqui para frente seguirei qualquer bom conselho que me derem. A essa altura do campeonato, confesso que não sei muito como fazer para reverter essa estória, mas estou aceitando toda e qualquer sugestão nesse sentido. Pleasezzz...zzz...zzzzzzzz...
Delícia delicada, com sabor simples. Provoca o desejo doce em qualquer boca. Mesmo nas que insistem em se calar diante da tentação. Em vão.
A cada bocado...Um suspiro. De prazer. Como tudo nessa vida deveria ser.
Merengue de Framboesas
600 ml de sorvete de creme 3 claras de ovos 175 g de açúcar mascavado claro 450 ml de natas batidas 225 g de framboesas 50 g de açúcar mascavado escuro 1 c de sopa de Cointreau (opcional)
Unte levemente com óleo uma forma redonda e funda de 20cm. Coloque no congelador até que fique congelada. Utilizando uma espátula, preencha a base e as laterais da forma com o sorvete. Coloque de novo no congelador. Bata as claras numa tigela limpa e seca. Quando estiverem em neve, misture metade do açúcar mascavado claro até formar uma mistura fofa. Depois misture o resto do açúcar utilizando uma colher de metal. Marque 2 círculos de 18 cm em papel vegetal próprio para assar. Coloque o papel vegetal num tabuleiro de bolo. Divida o merengue em duas partes iguais e coloque cada uma das partes sobre o círculo do papel vegetal. Leve ao forno brando a 140º C por 3 horas até que fiquem secos. Misture bem os restantes ingredientes. Retire a forma do congelador e passe uma camada da mistura de framboesa na base. Coloque um merengue. Passe outra camada da mistura de framboesa e coloque o outro merengue. Leve normalmente ao congelador por 4 horas. Para desenformar, coloque a forma em água morna por 30 segundos. Vire-a no prato que irá servir. Sirva imediatamente ou coloque no congelador. Decore com folhas de hortelã e framboesas. Inspire, suspire...E aproveite.
No dia da mentira ontem, eu contei uma grande verdade. Para mim mesma. E como não foi uma coisa fácil de se dizer e muito menos de se ouvir...Perdi o sono depois.
Fiquei vagando pelo mundo virtual então, para passar o tempo e acabei me deparando com esse lustre de cristal. Fake. Parece de vidro, mas não é. Uma reprodução tão bem feita do original, que nem parece ser de borracha branca. A primeira vista, sua aparência ilude qualquer olhar. Desavisado. Não intencionalmente, com o propósito de enganar o outro...E sim, pela simples necessidade de transcender ao óbvio. Dèjá vu.
Assim foi que me dei conta de como isso tem sido uma grande tendência contemporânea. A cada dia surgem mais e mais situações como essa. Tanto no design quanto na vida. Objetos e pessoas reinventando novas maneiras de se apresentarem sem perderem sua legitimidade, seu estilo ou mesmo seu valor. Próprio.
COLOUR, LIKE NO OTHER desligue som no HI-FI antes de play> vídeo
Nunca é tarde demais?
Foi num domingo desses, há um tempo atrás, que eu ganhei cor. De presente. Lembro-me que estava meio tristonha no dia, mas tentando bravamente não transparecer, quando - do nada - esse vídeo surgiu na tela do meu computador. A entrega dele foi tímida e a recepção mais ainda. No entanto, acho que a intenção velada valeu mesmo assim. De ambos os lados.
Na época a estória não se encaixava muito no contexto do que estava em pauta aqui, então acabei não escrevendo sobre aquilo e nem abrindo para ninguém. Diga-se de passagem...Uma tremenda falta de educação da minha parte! Presente quando se ganha, se agradece...E se mostra. Assim que me ensinaram.
Como nunca é tarde demais, aqui está ele. Dessa vez, de mim para você. Num final de semana lavado de branco...Eis um banho com centenas de borbulhas coloridas para animar quem estiver precisando de um pouco disso. Hoje.
Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Eu estou aqui frente, verso e nas entrelinhas. O design sempre fez parte do meu universo e é através dele que me expresso. Meu olhar, minha vida.
Formada em arquitetura, iniciei minha carreira cedo flertando com estilismo, mas logo depois fui trabalhar com interiores. Em 2000, comecei a prestar serviços em design marketing. Faço isso até hoje, só que agora exclusivamente para a marca de moda da qual me tornei sócia.
Amo documentar em vídeo e escrever sobre essa minha paixão: design. Tomara que goste daqui e volte outras vezes para tomar um café comigo. Assim posso te contar mais um pouco, sempre!