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FAST-FASHION

Quem ama o feio, bonito lhe parece?
Minhas convicções sobre beleza estavam abaladas, desde que a “feiúra” havia virado manchete domingo passado na Revista da Folhade SP. A reportagem da capa falava sobre uma nova tendência na moda, nas baladas e na arte: ser feio. Trabalhando nesse meio, realmente já havia observado certa onda sendo formada nesse sentido nos últimos tempos. Mesmo ainda não tendo sido totalmente convencida da força desse modismo, confesso que estava começando a concordar com alguns pontos dissertados na matéria... Até esbarrar ontem com ele. Reynaldo Gianecchini.
Demorei no escritório mais do que o de costume. Apurada para chegar a casa logo, eu apertei uma tecla errada em meu computador que o travou bem na hora em que estava quase desligando. Ao sair, alguns minutos depois de ter resolvido o problema, cheguei a trancar a porta, mas tive que a abrir novamente após ter a impressão [equivocada] de haver esquecido uma luz acesa lá dentro. Foi uma série de pequenas interrupções que jamais teriam tido importância se não tivessem ocorrido justo para me colocar na calçada do prédio no momento preciso - nem um segundo a mais nem um a menos - para que finalmente tirasse da cabeça qualquer dúvida que ainda tivesse sobre a questão estética lida dois dias antes.
Perplexa diante do bonito, eu parei e paralisada fiquei. Infelizmente, não foi uma daquelas trombadas boas, porque Giane foi gentil e desviou de mim. Porém, eu totalmente hipnotizada, continuei andando atrás dele. Só consegui sair do meu transe, quando nos aproximamos de um ponto de taxi e ele entrou em um carro, seguindo em outra direção. Restou então à adolescente boba - que vez por outra baixa em mim e cisma em possuir-me nos momentos mais inapropriados - somente uma opção madura. Vir aqui - mesmo arriscando ser julgada, criticada e até desfavoritada dos blogs amigos – e, retratar-me do meu último post. Muito bem: Vinicius tinha razão sim, quando pedia que as feias o perdoassem, porque beleza era fundamental... Então, que essa moda do feio seja infinita enquanto dure, pois o belo é eterno.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 15h01
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ESVAZIAMENTO
desligue o Hi-FI antes de play> video
Quê vazio é esse que nos preenche por dentro?
Em todos nós há um vazio. Invisível aos olhos, ele está lá. Um espaço intangível dentro da gente que provoca uma necessidade de preenchimento. Sempre. Ousando discordar de Vinicius de Moraes... O vazio - mais do que a beleza - sim, que é fundamental. Na maioria das vezes, o sentimento de ausência é o que acaba por nos completar.
Qualquer um, com uma dose mínima de autoconhecimento e muita coragem, consegue acessar seus nichos internos e fazer bom uso dos vácuos encontrados por ali. Claro, a ocupação deles dá um certo trabalho, é cansativa e pode ser dolorosa. Eu e minha preguiça emocional, que o digam. No entanto, o processo vale cada gota de suor e lágrima que por ventura seja derramada. Sempre acaba servindo como força propulsora para realizar desde minhas criações mais ínfimas até meus sonhos mais mirabolantes.
Talvez por acreditar nisso, a explicação da curadora Ana Paula Cohen quanto ao polêmico espaço do 3º pavilhão da Bienal de Arte de São Paulo esse ano tenha feito tanto sentido para mim. Os metros e metros traçados na grandiosidade da obra de Oscar Niemeyer estão ali, em sua maioria, vagos. Ávidos por preenchimento. Esperando que sua imensidão, sustentada por colunas simetricamente alinhadas, seja percolada pelo público, e não, camuflada por mais obras de arte. Uma exposição que, se não for por (ou pelo) nada, nos inquieta a ponto de fazer-nos refletir sobre o quê está faltando. Completamente.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 19h23
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Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Eu estou aqui frente, verso e nas entrelinhas. O design sempre fez parte do meu universo e é através dele que me expresso. Meu olhar, minha vida.
Formada em arquitetura, iniciei minha carreira cedo flertando com estilismo, mas logo depois fui trabalhar com interiores. Em 2000, comecei a prestar serviços em design marketing. Faço isso até hoje, só que agora exclusivamente para a marca de moda da qual me tornei sócia há pouco.
Amo documentar em vídeo e escrever sobre essa minha paixão: design. Tomara que goste daqui e volte quando quiser para tomar um café comigo. Assim posso te contar mais um pouco, sempre!
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