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Avaliação
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BURACO DA FECHADURA
Mais importante do que saber qual porta devemos escolher em meio a tantas que surjem ao longo do caminho, talvez seja possuir a chave para abrir uma delas. A certa.
Para cada, existe um encaixe a sua espera. Basta que se encontrem...No lugar certo e na hora exata.
Tive a sorte disso me acontecer essa semana. Prometo entrar em mais detalhes aqui, depois de passar por ela...Lá.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h14
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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h33
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VIDA por Isabella Alvim

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
Antoine de Saint-Exupéry
A emoção que sinto ao ler algo é imensamente maior do que qualquer imagem ou sonoridade que possa ver ou escutar. Essa não é uma questão a ser defendida, é apenas o meu ponto, o que me desperta com mais facilidade para as emoções. É sempre a partir de algum trecho de algum autor, que surge uma coceirinha interna e me empurra para uma luta entre papel e caneta, tentado decifrar em palavras o quanto fui provocada em sentimento. È um impulso que não aceita negativa, mas que me presenteia com a mais maravilhosa sensação de tarefa cumprida!
Os últimos meses foram de grande introspecção e me permiti mergulhar nesse mundo tão protegido das emoções. Não sei se tive alternativa, mas o fato é que fechei para balanço e assumi a aventura. Quis estar inteira e molhar do dedão do pé ao último fio de cabelo. É bem verdade que os amigos, sempre fundamentais, fizeram muita falta; também senti a ausência dos grandes encontros que a vida proporciona em momentos tão inesperados – uma fila de banco, o balcão de uma padaria, ... – onde através de um diálogo curto ou de uma mera observação crescemos a cada minuto, considerando que tudo tem realmente um sentido maior. E olha que acredito nisso profundamente! Mas estava imersa em mim mesma e não havia espaço para interações assim.
Tentando elaborar essa nova vida que literalmente cresce dentro de mim, entre enjôos e azias, fui forçada a parar e considerar essa imensidão de mundo que são os nossos sentimentos e caminhar em direção a novas etapas de mim mesma. Preciso confessar que inicialmente não foi nada suave, incomodou muito, tentei resistir. Ao perceber que esse era um chamado íntimo de mim para mim mesma, apesar da solidão exigida, procurei respeitar o fluxo e aproveitar a oportunidade.
Mas clarear o que é realmente imprescindível em nossas vidas, o que não podemos dispensar nessa viagem (mesmo incomodando) e o que faz e não faz parte da nossa essência são percepções pra lá de dolorosas e que não têm respostas objetivas, concretas, como gostaríamos.Conhecer e assumir quem realmente somos – qualidades e defeitos carregados de tintas vibrantes – é pra lá de corajoso, acho que heróico até! Mas garanto que o efeito libertário é infinito! O mergulho vale à pena e a viagem, mais ainda!
Voltei dessa com a certeza de que precisamos reencontrar a criança que fomos, resgatar todo aquele colorido de sentimentos e sensações e nos assumir da nossa forma, respeitando quem somos de verdade, aceitando a transitoriedade da vida e a condição de aprendizes de emoções! O melhor de tudo é que precisei novamente gerar outra vida para me reencontrar nessa plenitude. São os maravilhosos mistérios da vida... Que tal mergulhar também?
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E que nao tem diploma de designer, mas carrega dentro de si uma criação divina. A vida.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h34
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SEM PALAVRAS

O que dizer numa hora dessas?
Nada que se diga ou que se escreva, cala ou apaga a dor de pais, filhos, namorados, esposas, maridos, amigos e conhecidos dos que se foram. Ontem.
O post de hoje não tem a ver com design, mas – como diria meu pai - são momentos tristes que nem este, que fazem a gente colocar a vida em perspectiva.
Então que eles nos sirvam para algo construtivo...Nem que seja para nos levar direto ao ponto de fuga. Esteja ele onde estiver. Quem sabe de lá seja possível ver nossa existência por outro ângulo, traçar rotas diferentes e alçar novos vôos.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 03h16
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INTROSPECÇÃO por Isabella Alvim

Sua vida é fruto do seu próprio fazer. Você não tem ninguém a quem responsabilizar, exceto a você mesmo. Joseph Campbell
Inverno chegando, sinônimo de tempo esfriando, roupas em demasia, economia de gestos, reservas de sentimentos, o cinza predominando e “colorindo” a nossa rotina ... Será que alguns sentimentos não gostam do frio e ficam ainda mais escondidos ou é a nossa dependência da energia solar que reclama e se faz ainda mais presente durante essa estação?
Sem dúvida, o inverno estimula a introspecção, o voltar-se para si. Nada mal quando passamos o resto do ano negando o quanto esse mergulho em nós mesmos é importante e estamos tão necessitados de uma verdadeira faxina interna, avaliando o que deve continuar conosco e o que deve ser imediatamente dispensado. Hoje, ao buscar o que vestir no guarda-roupa, pegando carona no clima frio, eu fiquei pensando o que realmente nos motiva nessa atividade diária. A escolha é pessoal ou para os outros? A quem buscamos impressionar? O que queremos comunicar?
Concebo a Moda como um instrumento de transparência, uma tentativa de traduzir para o mundo e para nós mesmos quem somos. Vestir para despir! - paradoxal, concordo. Mas, slogan perfeito para uma campanha e tanto: buscar nas cores, nossos sentimentos; nos modelos, o conforto, a ternura, a agressividade, a audácia e outros tantos sentimentos que nos compõem, que recordam nossa humanidade e desvendam caminhos ainda não percorridos. Nos acessórios? Um algo mais de sentimento, um algo mais de você mesmo, o detalhe que podia estar faltando para decifrar o complexo e apaixonante enigma da personalidade. É, no mínimo, um exercício re-vigorante: tentar entender o que somos e buscar o que podemos ser...Avante!
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E que também, como qualquer, um tem seus dias de introspecção.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 01h24
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FETICHE por Isabella Alvim
“Eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura”. Fernando Pessoa
Sempre que penso em Moda, sinto como se uma porta interna se abrisse, mostrando uma infinidade de corpos, cores, modelos, formas e possibilidades. Televisão, não assisto mais por opção (confesso que a mente ficou bem mais leve para re-visitar a bagagem que acumulei ao longo da vida e reencontrar preciosidades). Mas os jornais, revistas, livros, internet continuam fazendo parte da minha rotina e inundando meus pensamentos com uma enxurrada de informações novas a cada hora, minuto, segundo! Bom ampliar o olhar, poder enxergar além, descobrir. Difícil é perceber o caminho que trilhamos, olhar no espelho e não nos reconhecer...
Nos transformamos em grandes consumidores de imagens, buscando um sentido para o mundo, para a vida, para as pessoas e para nós mesmos. Aventurei uma reflexão nesse sentido e concordo que é chover no molhado falar do quanto estamos distantes de quem realmente somos. Mas foi por aí que me dei conta do quanto nosso dia-a-dia, nossos pensamentos e até mesmo nossa cultura é movida. Cada vez mais, por fetiches variados, poderosos, indispensáveis...
O fetichismo é a tendência erótica para objetos que estão em contato com o corpo humano de forma direta ou indireta. O fetichista é incapaz de amar o outro como pessoa real, consegue amar apenas parte dele ou algum objeto que ele use. Exemplos comuns de objetos de fetiche são mãos, pés, meias, roupas, etc. A psicologia considera que todas as pessoas são fetichistas em algum grau, afinal atração por atributos, dotes físicos, estilos de roupa, são bens comuns na nossa cultura e nunca configurou um problema. O que não é normal é a pessoa não conseguir obter prazer sem o seu fetiche, não enxergar além, transcender o objeto.
O fluxo intenso de novas formas, novos modelos provoca uma grande perda de identidade, de referência do nosso lugar no mundo. Ficamos carentes de eixo, de equilíbrio, sentimos saudades de nós mesmos, um grande vazio se instala. O resultado disso é o consumo de imagens, que sabemos serem ilusórias, mas agimos como se não soubéssemos. Queremos é preencher o vazio a qualquer custo e fetichizamos o que está a nossa volta, procurando dar algum contorno à vida.
O grande perigo é deixarmos de ser inteiros e passarmos a ser partes; e, a buscar partes também no outro. Qual será a nova tendência do verão? Seios grandes, pequenos, unhas pintadas, saltos altos? O que realmente buscamos? Amar e ser amado inteiramente, enxergando e valorizando a harmonia do conjunto que nos compõe ou apenas desejar partes fragmentadas de objetos ou de corpos? Como enxergar unilateralmente seres tão complexos? Muito injusto que todas as nossas potencialidades sejam ignoradas para nos tornarmos meras imagens de nós mesmos. Pense nisso...
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também alguém que olha no espelho e se reconhece.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 06h47
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TRIBOS
“Todos nós precisamos contar nossa história, compreender nossa história. Precisamos que a vida tenha significado, precisamos tocar o eterno, compreender o misterioso, descobrir o que somos”. Bill Moyers
Descobrir o que somos é uma grande missão, um enigma que tentamos decifrar a vida inteira. Ao mesmo tempo, é assustador perceber o quanto nos afastamos dessa descoberta a cada atitude que tomamos, a cada racionalização que fazemos, a cada dia que vivemos.
Anos atrás, não faz muito tempo - incrível como tudo se move num ritmo mais e mais frenético - os movimentos sociais, políticos e a própria moda eram delineados pela grande conexão com o coletivo. Havia dois grandes grupos: os que aderiam e os que se opunham, mas ninguém saía imune. A paixão e a ideologia permeavam essas relações possibilitando o surgimento de uma nova ordem, de um novo movimento, de uma grande tendência. Tempos quentes aqueles...
Estranho pensar no hoje, com todo o seu potencial globalizante, o imenso suporte tecnológico a nosso favor e, constatar que as transformações aconteçam cada vez mais segmentadas, em espaços menores e bem menos populosos. É bem verdade que as tribos são mais numerosas e diversificadas, além de serem representadas em todo o mundo quase que simultaneamente. Taí uma grande contribuição da globalização! Tudo isso é muito positivo, mas é preciso pensar nas qualidades dessas relações e em que se baseiam. Qual o espaço destinado à valorização cultural, à construção da identidade própria e coletiva?
Com tantas tribos e com a diminuição do apelo ao coletivo (estamos cada vez mais individualistas, encerrados em nós mesmos e em nossos pequenos grupos), perde-se o diálogo entre visões contrastantes, a paixão pelas nossas crenças vira artigo raro e deixamos de aprender, cada vez mais, sobre a multiplicidade da vida. Um grande exemplo é a moda, onde atualmente tudo é permitido, dependendo da sua tribo, do personagem que você representa ou quer representar; sem problemas, sem conflitos... Que lugar nós reservamos para o discurso, para o argumento, para ampliação, para a paixão? Roupas largas para uns, justas para outros, curtas para poucos... Tudo permitido e, ao mesmo tempo, tudo rotulado. Justo a Moda, que sempre foi um grande instrumento de comunicação, contestação, transcendência. A essência subjugada pela tendência, pelo rótulo, pelo roteiro. Curioso destino?
Joseph Campbell contou, certa vez, uma lenda pigméia do menino que encontra na floresta um pássaro de belo canto e leva-o para casa. Ele pede ao pai que traga alimento para o pássaro, mas este lhe diz que não pretende alimentar um simples pássaro, e mata-o. A lenda diz que o homem matou o pássaro, com o pássaro matou a música e, com a música matou a si mesmo. Caiu morto, completamente morto e morto permaneceu para sempre.
Onde foi parar a simplicidade, a realidade da imagem, a nossa música interior, o nosso pássaro? Alguém sabe?
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também alguém que alimenta os pássaros que encontra na floresta.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 09h33
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OCEANO por Isabella Alvim
Amigo é alguém que podemos pensar em voz alta. Essa frase me acompanha desde a adolescência, fase que os amigos inundam nossas vidas e tornam-se grandes referências; não raro, tornam-se mais importantes que nossas próprias famílias. É o despertar para as nossas verdadeiras afinidades e o grande distanciamento dos modelos familiares. Um salto para experimentarmos quem realmente somos! Não conseguimos fazer isso sozinhos e formamos tribos para enfrentar esse chamado, verdadeiro rito de passagem para a vida adulta e para o autoconhecimento.
Amigos, portanto, são pessoas que cruzam nossas vidas e são escolhidas para compartilhar caminhos, decifrar segredos e enfrentar desafios juntos conosco. Impossível, refletir sobre relacionamento, ignorando a amizade! Amigo verdadeiro nos aceita como realmente somos, apesar dos pesares. Mas, nos presenteia com o que não possuímos e tanto necessitamos. Essa é a estética do relacionamento, da troca, do elo.
Na última sexta-feira recebi um grande presente de uma amiga: O convite para assistir a um encontro com um guru num Ashram(templo) perto de São Paulo. Confesso que a sabedoria oriental sempre me encantou pela profundidade e serenidade ao abordar temas fundamentais, desmistificá-los, trazendo-nos para bem perto de nós mesmos, dos nossos sentimentos. Apesar de saber, foi a primeira vez que resolvi sentir tudo isso ao vivo e a cores. O trânsito para sair da cidade, a poluição dos caminhões na marginal, o tempo dentro do carro, a chuva forte na estrada, se dissiparam quando chegamos. De uma construção situada no alto do morro, rodeada por grandes janelas - verdadeiras molduras da natureza encantadora daquele lugar - ouvíamos uma música doce, com sabor oriental.
À medida que nos aproximávamos, a música ficava mais nítida; um mantra, várias vozes, instrumentos musicais que eu nunca havia visto nem ouvidos antes, profusão de saias longas, lenços coloridos, roupas soltas, confortáveis, algumas cabeças raspadas, muitas flores e um perfume maravilhoso de terra molhada misturada com incenso. A estética do nosso próprio eu, do contato com nossos sentimentos mais profundos e uma conexão com o inexplicável. Meu coração foi se despedindo da agitação da viagem, lágrimas escorreram pelo rosto, limpando, libertando meu corpo para essa experiência intensa de mim comigo mesma! Incrível perceber pessoas desconhecidas em tamanha sintonia!
Ao longo da conversa com o Guru, recordações foram surgindo, uma após outra e me lembrando da relevância dos encontros que vivenciamos, do quanto amizades construídas são oxigênio para nossa caminhada e para a nossa autodescoberta! “Não somos uma simples gota, somos o próprio oceano”, essa afirmação do guru é mais do que sábia, é libertadora! Fazer parte do todo, sendo um e, ao mesmo tempo, ser o todo! Bom valorizar o que a vida nos oferece de mais precioso e mergulhar nas possibilidades desse oceano.
E o melhor de tudo? Não teria vivenciado essas descobertas sem o convite encantador de uma amiga...
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também para minha sorte, uma gota que caiu no meu oceano.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 11h42
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BELA OU FERA
Demorou, mas aconteceu. Depois de mais de 10 anos de carreira sem nunca ter saído mal na foto, alguém conseguiu a proeza de clicar a Gisele assim. Quase incompreensível...Pagam uma pequena fortuna por preciosas horas da diva e depois resolvem camuflá-la.
Ontem folheava a Vogue americana, quando de repente deparei-me com essa nova campanha publicitária do Roberto Cavalli. Eu tive que olhar a foto cinco vezes para ter certeza de que se tratava mesmo dela ali sentada, a bordo desse modelito sauvage. Só acreditei, porque tinham outras páginas na seqüência onde ela estava menos montada.
Fiquei horas a fio encafifada com essa imagem. Atualmente há tanto estímulo visual no mundo - ainda mais para quem corre atrás disso o dia inteiro como eu - que por instantes pairou uma certa dúvida em mim quanto à intenção dessa produção. E como hoje é sexta-feira, dia de começar a relaxar e parar de pensar em tanta coisa séria...Só para descontrair, montei uma pequena enquête para entender melhor qual que é a dessa foto. Quem quiser me ajudar..
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 08h38
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PÊNDULO por Isabella Alvim
Como falar de criação, inspiração, intuição, sem considerar o que somos, o que representamos - nossos anseios mais íntimos?
Deleuze costumava dizer que idéias são centros de vibração, que mexem com corpos, sensações, afetos, experiências, modos de vida e atitudes filosóficas independente do nosso querer. É um chamado compulsivo, que não deixa escapatória e precisa ser manifestado. O processo criativo é, portanto, muito doloroso: Exige uma capacidade especial do artista/criador para enfrentar conflitos profundos e encontrar sua expressão. Como desenvolver essa capacidade quando o que vivenciamos é a antítese dessa entrega, desse mergulho no que realmente somos?
Não nos permitimos relaxar, rir de nós mesmos, viver simplesmente, conseqüentemente, o que era um chamado torna-se exigência. Dirigimos nossas forças para coisas externas e esquecemos do quanto elas são imprescindíveis para nosso crescimento interior. A busca de referências coletivas, a repressão dos nossos desejos e da nossa história mais íntima, a padronização de opiniões vai dando um tom monocromático aos nossos caminhos, reduzindo nossas possibilidades. Dá para continuar a viagem, negando nosso próprio repertório, enxergando com outros olhos, caminhando com outras pernas, valorizando a verdade do outro? Aonde se chega assim? Ou melhor, onde você quer chegar?
Sempre comparo nossos conteúdos internos a um pêndulo que, para se equilibrar, oscila da falta para o excesso, para a falta, até estabilizar-se no meio, no meio-termo. O aprendizado, as teorias, as experiências testadas por outros são importantíssimas, grande referências, mas apenas isso. Não devem sufocar ou substituir a nossa vontade de ação, de experimentação. De um lado a razão, do outro a emoção. Fico com as duas, com o meio-termo! Precisamos desequilibrar para atingir o equilíbrio, precisamos admitir que erramos, que acertamos, enfim, que somos humanos! Não se tem ouvido para aquilo a que não se tem acesso a partir da experiência, acreditava Nietzsche. “Ser muitas coisas, em muitos lugares, para poder tornar-se um”.
Conhecer nossas nuances, colorir nossas escolhas, descobrir a pluridade contida no detalhe e despertar emoções que nem julgávamos capazes de sentir e de provocar... Definitivamente não dá para conquistar tudo isso sem valorizar o que carregamos na nossa própria bagagem. Afinal, você não merece ser o protagonista da sua própria viagem?
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também uma mulher centrada que pode até oscilar de lá pra cá de vez em quando, mas sempre acaba parando em pé.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 09h52
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EM VÃO

O que você quer ser quando crescer?
Mind the gap...Há dois dias essa frase não me sai da cabeça. Foi dita durante uma cena de Notes on a Scandal, filme que assisti no cinema sexta a noite. Numa conversa entre Sheba e Barbara, personagens brilhantemente interpretadas por Cate Blanchett e Julie Dench. Respectivamente. Uma delas contava para a outra de sua preocupação com a fenda que se abria dentro de nós com o passar dos anos. Entre a pessoa que um dia tínhamos sonhado ser e a qual nos tornávamos tempos depois. De verdade.
Essa idéia me tocou profundamente. Independente da fase de vida que cada um de nós esteja vivendo, talvez isso seja algo que todos devêssemos ter em mente, sempre. Sem querer ser dramática – mas já sendo um pouco – é amedrontador realizar que essa fenda realmente surge. De uma maneira ou de outra. E que se deixarmos que ela se alargue demais, pode acabar nos engolindo de uma vez só. Sem dó.
É necessário um esforço hercúleo para diminuir as distâncias que criamos em nós mesmos. Evitar a queda dentro desse abismo - sem fim - é uma tarefa dificílima. Mais fácil construir uma mega ponte como essa em Millau, que conecta duas regiões na França graças a seus 2,460 m de extensão, 343 metros de altura e 400 mil toneladas de concreto, do que preencher nosso vão interno. Para superar esse desafio e ainda por cima concretizar os sonhos, é preciso projetar bem nossas metas, estabelecer convicções, fixar alicerces de confiança, unir forças, fundir talentos, polir arestas, corrigir falhas que surjam ao longo do caminho, instalar sistemas de proteção, montar uma retaguarda...E torcer para ter muita – mas muita - sorte. No final.
ps: taí uma pontezinha que não sentirá o cheiro da borracha queimada dos pneus do meu carrinho. Sem chance!..No que depender de mim. Só de olhar a foto me dá vertigem.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 22h34
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SHE
Que dia é hoje mesmo?
Quem quer que tenha criado a mulher, sabia das coisas. Entendia muito de design. Conseguiu conceber uma variedade tão grande de tipos diferentes que chega a ser quase impossível enumerá-las todas aqui. Num post só.
Elas vêm em todas as cores, formas e sabores. Alta, baixa, magra, gorda, oriental, negra, índia, branca, loira, ruiva, morena, mãe, filha, livre, leve, solta, sábia, louca, otimista, realista, segura, frágil, sofrida, querida, destemida, medrosa, bonita, menos, inteligente, menos, distraída, tímida, atirada, antenada, desencanada, sarada, bronzeada, estudada, siliconada, afetada, desleixada, recatada, calada, mal amada, apaixonada...E por aí vai. Todas especiais, de uma forma ou de outra. Únicas. Repletas de personagens que podem representar ao longo de suas vidas. Simultaneamente, se assim o quiserem. Sem que um anule o outro. Muito pelo contrário, que melhor exemplo de Eva podem dar as suas filhas, assumindo – sem medo - que têm múltiplas co-habitando num mesmo corpo?...Nenhum.
Fazem por merecer que todo dia seja o seu e não somente o de hoje. Como também reconhecem que sem o homem, perde-se metade da graça. E como! Por isso lutam bravamente para que todos os dias sejam de ambos...Juntos. Podem até enfiar os pés pelas mãos - vez por outra – na fissura de tornarem-se onipresentes. Afinal de contas, não é fácil manter a ternura diante de uma rotina tão dura...É são imperfeitas sim, dependendo das circunstâncias, porém legítimas. No eterno sonho de serem amadas, mas acima de tudo, desejadas. Sempre.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h16
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PROPRIEDADE INTELECTUAL
Ter ou não ter ética?
Eis a questão. Na minha opinião, essa é fácil. Basta ter um pouco de bom senso...E muita ética. No entanto, acabo de sentir na pele que não é bem assim que as coisas funcionam. O Design.blog foi clonado. Escancaradamente.
De imediato, ao descobrir sobre o ocorrido, me lembrei de ter ouvido uma vez o consagrado estilista americano, Marc Jacobs, dizer numa entrevista que não se incomodava em ser copiado. Segundo ele, isso era resultado do sucesso. Se os outros imitavam seu trabalho, é porque ele era muito bom.
Olhando por esse prisma, o fato se torna mais confortável. De forma nenhuma, mais aceitável. Principalmente, quando não foi pedida permissão para pegar algo seu, criado e suado...Emprestado. Desde que o mundo é mundo, coisas desse naipe acontecem. Hoje em dia na internet então, tem um bocado de gente sem noção. Trafegam pela rede como se ali fosse terra de ninguém. Invadem sua casa e apoderam-se do que não lhes pertence. Uma pena...Para eles.
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G: Alessandro, se você tivesse pedido talvez eu até tivesse concedido. Pois bem, se você resolveu dar ao seu blog o título de Parar para Pensar, acho que essa é hora de botar o seu cérebro para funcionar e fazer o nome valer! Muito obrigada por gostar tanto da minha casa. Agora, que tal cuidar melhor da sua? Aproveite o conselho e o fluxo de visitantes que estou enviando-lhe. Boa sorte e sucesso, sempre. (03/03/2007 2:46)
A: Gabriela, lamento ter causado tanto constrangimento assim...de maneira alguma o intuito foi clonar seu blog. Se vc der uma olhadinha em uns posts atrás vai ver que até sua ajuda eu pedi. Sou um completo "ignorante" em se tratando de linguagem de programação e estou tentando criar um blog limpo, leve, nada pronto, entende, mais não encontrei ninguém que me desse a mão. Ai veio a idéia de "tomar emprestado sua estrutura" e tentar modificar TUDO até chegar na minha. Tentando aprender SOZINHO. Mas, deu tudo errado! Inclusive já tirei do ar! Estou estremamente constrangido com essa situação gerada! Me perdoe! Deveria ter buscado outros caminhos. Seu blog é LINDO e vc tem demonstrado ser +LINDA ainda! Abraços, ALESSANDRO. (03/03/2007 10:30)
G: Incrível, Alessandro!...você talvez não saiba programar um site em html, como eu tb naõ sabia qd comecei, mas vc sabe TUDO sobre como ser um tremendo exemplo! Quem dera no mundo houvesse mais pessoas com uma atitude assim tão bacana quanto a sua... ele seria um espetáculo ainda maior do que já é! Entra em contato comigo por email, que terei prazer em te ajudar a fazer algo que tenha mais a sua cara, ok? Valeu cara! Mesmo. (03/03/2007 13:12)
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 01h46
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FANTASIA por Isabella Alvim

“Sempre tentou? Sempre falhou? Não tem problema! Tente outra vez, falhe melhor!” Samuel Becket.
Carnaval chegando... Isso me remete, como boa baiana, a alegria, efusão de cores, sensações, sentimentos à flor da pele! Se quisermos ir mais fundo, remete também às fantasias, máscaras, desnudamento, ótimos ingredientes para uma reflexão, no mínimo, interessante.
No decorrer de nossas próprias histórias, das escolhas feitas e caminhos preteridos, a sensação é que cada dia nós arriscamos menos, optamos pelo que necessitamos e focamos no que representamos. Negligenciamos assim, o mais relevante, quem realmente somos. Nos acostumamos a cobrar dos outros e de nós mesmos, respostas, acertos, atitudes-padrão, presentes num manual imaginário, mas frequentemente utilizado. Onde cabe a liberdade para experimentar, para seguir de acordo com referências próprias e intuições? Esquecemos de exercitar a fantasia e a poesia contida em nós...
Somos razão e sentimento, isso é fato! Como essa equação se equilibra se permitimos apenas que o pensamento, a razão nos guie? Como conquistamos serenidade e autodesenvolvimento se perdemos a coragem para as máscaras e fantasias, sem exercitar os diversos papéis que podem ampliar e transcender a nós mesmos?
Theo Roos escreveu sabiamente ao analisar a filosofia de Nietzsche que “ O familiar, mesmo quando nos faz sofrer, nos parece melhor que o estranho. O novo nos amedronta, e as feridas que estamos sempre lambendo, até proporcionam prazer”.
E o que fazemos com a nossa própria verdade? Com todo o colorido esfuziante e ludicidade que abandonamos na infância e que nos deixa tão pela metade, tão carentes de nós mesmos?
Ontem ouvi uma frase que poderia estar presente em qualquer manual de auto-ajuda, mas nem por isso é menos verdadeira: “Erros não existem, são apenas tentativas de acertos”. Fiquei pensando no quanto somos duros e cruéis conosco e com as demais pessoas que nos cercam e também no quanto essa prática é perigosa. Não conseguimos defender-nos de nós mesmos, acabamos reféns das nossas crenças e a situação tende a se complicar cada vez mais, o consultório não me deixa mentir.
Mas o carnaval está aí, e nunca é tarde para aproveitar o “clima”, abusar das fantasias e máscaras e, ao mesmo tempo, flexibilizar, experimentar, pensar com outras palavras, nos desnudar para nós mesmos! Aprender a não entender tudo, sentir mais e preencher as nossas lacunas com vida, não é nada mal... Existe outra forma de aprender, senão tentar e, por vezes, falhar? Coragem! Posso garantir que o processo de autoconhecimento é mais que gratificante, é viciante!
* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros Alvim ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP. E, também uma eva cheia de samba no pé e amor pra dar.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h32
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FORGET ME NOT

Como fazer para seguir em frente?
Diante de tantos absurdos que vem ocorrendo no mundo ultimamente, têm coisas insignificantes que a gente consegue apagar de nossas vidas. Fácil. Basta apertar o delete no teclado ou passar a borracha Tersumus da Art Lebedev Studio. E pronto. Tudo resolvido.
Porém, tem um certo resto que não. Infelizmente. Para isso, só mesmo um bocado de tempo, muita fé... E olhe lá.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h04
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Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Eu estou aqui frente, verso e nas entrelinhas. O design sempre fez parte do meu universo e é através dele que me expresso.Meu olhar, minha vida.
Iniciei minha carreira cedo como estilista, depois trabalhei anos como arquiteta de interiores e desde 2000, presto serviços em design marketing. De uns tempos para cá, comecei a documentar em vídeo e a escrever sobre essa minha paixão.
Tomara que goste e volte aqui quando quiser para tomar um café comigo. Assim posso te contar mais um pouco, sempre!
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HI-FI
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NO ESCURINHO
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La Fille Coupéé en 2
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BELEZA PURA
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| entre |
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JUST DANCE
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