Muitas mulheres, em algum momento - entre o sonho de serem Cinderela e a dura realidade de ter que se transformarem em Mulher Maravilha - se imaginam rockstars. Há algo de muito forte na imagem de uma roqueira... Uma transgressão que seduz a todas. E todos.
Se existem situações onde o sexy fala mais alto que a sensualidade... Estea é um delas. Taí, um video remix promocional que finalizei ontem para o lançamento da nova coleção de outono 2008 da marca Reverbcity. Em pleno rock and roll-fashion-comeback , se jogue na energia intensa dessas guerreiras de palco..e deixe um rastrooo de suor na pista!
O gosto de um pedaço desse blueberry pie é delicado como um beijo roubado. Faz a gente sair do cinema com uma vontade louca de provar um pouco..Dos dois.
Um filme que fala de encontros e desencontros. Denso, como a calda quente que escorre de dentro da torta e se funde com o creme branco suave que derrete na colher, ele tem o poder de adoçar corações amargurados.
A receita não é das mais simples, mas também qual estória de amor é?..
MASSA
2 ½ xícaras de farinha de trigo + ½ para polvilhar
1 c de chá de sal
200g de manteiga cortada em cubinhos
½ xícara de água gelada
Numa superfície de trabalho limpa e plana misture bem a farinha, o açúcar e o sal. Agregue aos poucos os cubos de manteiga, amassando-os delicadamente com as pontas dos dedos até atingir a consistência de uma farofa grossa. Junte a água às colheradas até formar uma massa lisa. Divida-a ao meio fazendo duas bolas, cubra-as com plástico filme e leve-as à geladeira por 1 hora antes de usar.
RECHEIO
1 ovo grande
1 c de sopa de leite
750g de blueberries frescas
2 c de sopa de suco de limão
¼ de xícara de farinha de trigo
½ xícara de açúcar
1 pitada de canela em pó
50g de manteiga em cubinhos
Abra metade da massa numa assadeira redonda de 20-25 cm, levemente untada com farinha de trigo, suficiente para que suba pelas bordas e ainda sobre uma rebarba. Refrigere por 30 min. Bata o ovo e o leite. Reserve. Numa vasilha grande, junte os blueberries, o suco de limão, o açúcar, a farinha de trigo e a canela. Despeje na assadeira forrada com a massa e espalhe os cubinhos de manteiga por cima. Abra o restante da massa, cubra o recheio e comprima com as pontas dos dedos as laterais para fechar a torta. Retorne para a geladeira por mais 15 min. Depois, talhe um “x” no centro da cobertura, espalhe a mistura de ovo e leite por cima da massa e coloque a torta para assar por aproximadamente 40 min. no forno pré-aquecido a 210º. Retire, espere uns 20 minutos e sirva morna com uma bola de sorvete de baunilha. Caia de boca e apaixone-se!
Ontem em meio a um cenário sombrio de um circo reinventado, pude constatar que a alegria e a melancolia continuam se encontrando nos picadeiros da vida. Seja na infância roubada da contorcionista, no vôo incerto do trapezista ou no riso pintado do palhaço...Ainda existe algo de triste. Lá.
Assim que cheguei à entrada do Cirque du Soleil, notei que pouco havia mudado desde a última vez que assistira a um espetáculo sob uma lona gigante. Eu cresci, mas a cobertura – proporcionalmente - também. Diante daquela armação enorme montada, senti-me minúscula como antes.
Segue sendo um espaço onde a beleza se confunde com a estranheza. Mesmo repaginado, acredito que o circo sempre será palco para as bizarrices do homem...Daquele que as faz, tanto quanto daquele que as assiste. Sentado. De onde em certos momentos se dá um misterioso sincretismo e os papéis são trocados. Sem que se perceba...A fantasia.
Passava um pouco das sete da noite e eu estava me aprontando para voltar para casa. O trabalho tinha rendido um monte, tinha acabado de regar minhas plantas na sacada e soprava aquela brisa fresca típica das noites de outono. Tudo indicava que fecharia o dia de ontem super bem, quando de repente o vento mudou de direção. Comecei a escutar um barulho estranho... Tóin, tóin tóin. Olhei para fora da janela e só deu tempo de me esquivar do objeto gigantesco de 1,20m x 1,20m que vinha em minha direção! Não me atingiu... Por pouco foi detido pela barra metálica do parapeito. Daí o som das gongadas.
Meus vizinhos de cima, que se mudavam para uma sala nova no outro bloco do prédio, estavam içando uma mesa para baixo. Aparentemente, acharam por bem levar - junto com ela – o reboco da minha parede recém pintada também. Nem aí com o mundo ao redor, fizeram o que tinham de fazer e foram embora me largando lá falando sozinha. Nem pensar em pedir desculpas, afinal para quê se incomodar com o incomodo dos outros, não é mesmo? Coitados! Mal sabiam eles que isso seria suficiente para acordar a fera adormecida dentro de mim. Minha veia ariana não suportou tamanho descaso. Grrrr, surtei! Virei louca... Daquelas que a gente vê dando chilique em público e sente um misto de vergonha e pena da pobre sem noção.
Como se fosse fazer alguma diferença na conduta dos quatro peões mal pagos e da assistente loura mal educada, quis tirar satisfações com meu vizinho. Fui bater na porta do escritório novo dele. Ele, um cara da minha altura, porém dez vezes mais forte que eu, abriu a porta. Rapidamente ele demonstrou sua vontade de brigar comigo também, de igual para igual. Chamou-me lá para fora. Medo... Havia livrado minha cabeça da mesa assassina, mas talvez não conseguisse livrar meu pescoço das mãos inimigas. Confesso, que os 15 segundos de descida dentro do elevador com ele foram dos mais longos de minha vida. Quem sabe da dele também, porque chegamos os dois na portaria com os ânimos bem menos exautados. No fim, acho que me senti tão mal com aquele barraco todo que só queria apagar aquilo tudo da memória. Exceto uma coisa: o impacto que o design ultra bacana do showroom novo do meu vizinho causou em mim. De concreto aparente e branco, todo no estilo industrial. Inesquecível! No dia da mentira, sem brincadeira... Cada louco com sua mania.
Não posso te contar onde o coelho escondeu teus ovos de Páscoa...É segredo. Porém, posso revelar algo quase tão gostoso quanto a descoberta do proíbido. Tcharam...Minha receita secreta de mousse de chocolate. Divina!
Dispensa palavras, de tão boa e fácil de fazer. É capaz até de te confundirem com o próprio orelhudo, assim que puser a primeira colherada dessa delícia na boca e sair saltitando pela casa. De prazer.
12 ovos
12 colheres de sopa de açúcar
500 gr de chocolate meio amargo
Bata as claras em neve e reserve. Numa outra vasilha, peneire as 12 gemas restantes e as bata junto com o açúcar, até que virem um creme claro. Junte aos poucos o chocolate (derretido em banho-maria) e misture bem. Por último, incorpore suavemente as claras em neve. Despeje a mistura no teu bowl preferido. Daí, é só cubrir, colocar no freezer por 30 minutos e depois baixar para a geladeira por 2 horas antes de servir. Corre lá fazer... dá tempo de provar ainda hoje!
Foi-se o tempo em que perfumes eram criados somente com a preocupação de harmonizar as notas de sua fragrância. Agora eles têm de entrar no ritmo dos novos tempos e acertar também as notas musicais que tocam! Essa é a aposta da marca de luxo inglesa, Burberry, que tem rebolado um bocado para entrar em sintonia com o público jovem.
Conhecida por cobrir um monte de mulher bacana com seu xadrez clássico bege, a marca acaba de lançar o perfume The Beat, na esperança de grudar na pele das moças também. Sem perder o compasso contratou a it girl, Agyness Deyn, como garota-propaganda da campanha. Além disso, reza a lenda que para inspirar os técnicos na alquimia, só rolou Kasabian, Dirty Pretty Things, Razorlight, Arctic Monkeys e The Fratellis no player do laboratório enquanto eles tentavam compor uma mistura de pimenta rosa, tangerina, almíscar branco, cardamomo e mais um monte de outras ervas que garantiriam um toque de leveza floral à criação.
O resultado não ficou nada indie-pop, e sim um garage-rock mesmo. A parada é bem forte, principalmente na versão Elixir Parfum. Portanto, vai aqui uma sugestão de não exagerar nas bo-riff-adas, senão é capaz da coisa ficar meio heavy-metal para o seu lado e você acabar dançando! Feio.
esc
* co-escrito por Tony Strauss , idealizador da marca de camisetas Reverbcity que cria música para vestir. Além de entender muito de design, é também um indie expert que passou de leitor assíduo desse blog a colaborador eventual também. (contato@reverbcity.com)
Hoje não será um daqueles domingos de almoço em família com aroma de tempero inundando os quatro cantos da casa, mas nem por isso será menos gostoso. Enquanto eu estou sozinha aqui, colocando tudo em ordem para começar a semana em pratos limpos, fico sonhando com o sabor de dias regados a comida boa e vida à toa. A imaginação me sacia. É só deixá-la me levar...
De entrada, antepastos comprados cedo na Basilicata. Um bocado de coisinhas para comer sem pressa com pão quentinho, só para tapear o apetite enquanto o molho apura no fogão. Devagarzinho. Então, o prato principal fica por conta da massa feita pela avó e o tinto trazido pelo irmão. E por último de sobremesa, um doce prazer feito de parte mascarpone, parte chocolate e café.
Essa receita esquentou-me nesse domingo fresco de outono. Imagino que cada um tenha a sua – igualmente infalível - que não está escrita em nenhum livro de culinária, e sim gravada nas páginas de sua mente. Aquelas que a gente folheia quando se quer alimentar a alma. Faminta.
O que Marilyn, Audrey,
Warhol, Dylan e Cruise tiveram em comum?
Além de sua própria fama – é
claro – todos eles ajudaram a criar também a do Ray-ban Wayfarer. De uma maneira ou de outra,
esse óculos sessentão já ofuscou muitos flashes e
voltou à cena várias vezes ao longo das últimas décadas. Embora já tenha entrado
na terceira idade, ele continua sendo um símbolo cool da juventude.
Sem pestanejar, tão logo
avistei os primeiros sinais de seu retorno, eu fui olhar em minhas coisas para
ver se achava uns coloridos que tive nos anos 80. Em vão. Naquela época
faltou-me visão para guardá-los no caso de um eventual revival. Talvez
porque fosse muito jovem para isso. Ironicamente.
Então, outro dia quase comprei
um para matar as saudades... Mas logo a vontade passou. Rápido, assim! Para se
ver que tal qual algumas coisas, certos modismos passam por nossas vidas
com a velocidade da luz. De repente num piscar de olhos, muda-se o foco...
Para algo novo.
De quantos momentos marcantes são feitas nossas escolhas?
É incrível como uma cena aparentemente banal do cotidiano pode nos fazer realizar a importância de como escolhemos viver. Pois então...Ontem de manhã na rua, parei para ver uma moça que limpava a vitrine de uma loja. Ela estava usando um vestido colorido pelo joelho, era loira e tinha os cabelos presos para trás num coque displicente. Até aí nada...Aquele momento poderia ter passado despercebido por mim, mas não passou. Chamou minha atenção, especialmente quando me dei conta que era Fabia Bercsek. Sim, ela mesmo, a estilista dona de uma das marcas de moda mais hypadas do momento, que desfilara sua coleção de inverno 2008 nas passarelas da SPFW em janeiro.
Aparentemente, nem o reconhecimento de seu talento criativo e tampouco a notoriedade adquirida há algumas estações impedem-na de garantir – ela própria - o brilho dos vidros de sua loja nos Jardins em São Paulo. Esse grau de envolvimento, não se vê mais por aí. Hoje, vivemos numa sociedade que ovaciona as pessoas que conseguem se desprender de tarefas mundanas. Sendo assim, deparar-se com alguém que encara isso com a naturalidade de quem acredita no valor de participar dos mínimos detalhes, faz a gente pensar. Muito.
Certamente esse cuidado se reflete no resto. Eu já gostava das criações dela antes, e agora que conheci sua simpatia pessoalmente, virei fã. Depois de ter passado os olhos em todas aquelas roupas lindas na arara, saí pela porta com a minha sacola em mãos. Satisfeita. Havia visto bem mais do que tinha ido lá para ver. E, por mais que o sol escaldante de fora me tirasse à visão por alguns poucos segundos, a transparência daquela vitrine reluzente me fez enxergar o que realmente importa. Por dentro.
Some things end, some things begin and some things never change.
Bela maneira de começar a semana! Em breve no cinema, vamos todas matar as saudades das quatro amigas mais íncriveis e bem vestidas da televisão. Elas marcaram época...A nossa.
Que jogue o primeiro Manolo Blahnik quem nunca fantasiou romances como Charlotte, racionalizou relacionamentos como Miranda, quis ir para cama Samantha e acordar Carrie...Abrir os olhos e dar de cara com aquele colírio do Mr. Big ao seu lado.
Pouco importa se o filme é bom ou não. Será uma boa desculpa para juntar "my girls", baldes de pipoca, muitas risadas e tudo mais a que temos direito. Todas.
Falando diretamente de dentro de um closet - o meu - abarrotado de roupas pretas, confesso: estou completamente seduzida pelo colorido da Marni. Fiquei hipnotizada pela deliciosa combinação de cores apresentada pela marca italiana em Milão ontem.
Uma grande amiga minha, a quem respeito tremendamente por seu incrível senso estético entre outras coisas, disse-me outro dia que o preto era a cor de pessoas criativas. Aquelas palavras soaram como poesia para meus ouvidos na hora. Claro...Iriam tirar-me da berlinda todas as manhãs frente ao espelho.
O pretinho básico é chique, cool e coringa em qualquer situação... Concordo, não tem erro. No entanto, depois de assistir ao desfile, deu vontade de escancarar a porta do armário e deixar a luz entrar. Acho que estou precisando de mais cor na minha vida. Chega de escuridão! Se você, como eu, é um ser apegado ao negro, talvez sinta a mesma sensação quando vir à coleção outono/inverno 2008 da Marni. Já se for um ser evoluído, vai se inspirar ainda mais. Aqui.
Há poucos meses aterrissou em São Paulo uma delícia de cacau que se diz ser a melhor de todas. A casa O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo chegou de Lisboa trazendo na bagagem uma receita gostosa feita com ingredientes agregados a partir de uma estória doce.
Apesar de seu nome sugerir o contrário, o lugar é despido de qualquer pretensão. Não podia ser mais simples. Bem como eu gosto. Café do Suplicy, sanduíche de presunto cru e queijo da Serra da Estrela e o tal bolo de chocolate Valhrona são os únicos três pilares no cardápio que sustentam o toldo sobre um simpático deck de madeira com poucas mesinhas, onde pode-se sentar para saborear alguns minutos de tranqüilidade.
É quase impossível ir lá pela primeira vez sem querer averiguar se o nome da casa faz jus a sua fama. Normal. No entanto, se for sem muita expectativa, a experiência degustada transcenderá à nota que der ou deixar pelo bolo. Mais do que qualquer coisa, vale o astral da casa num final de tarde de verão, esse sim, é o melhor do mundo! Prove só.
Rua Oscar Freire, 125 - Jardins - SP, SP -Diariamente, das 10h às 21h. 11 3061-2172
hiato.
[Do lat. hiatu]...2.Gram. Reunião de duas vogais pertencente cada uma a
sílaba diferente...4.Fig. Lacuna, intervalo. (Novo Dicionário
Aurélio)
A vida é cheia deles. Seja nas palavras da língua
portuguesa ou nas páginas da história de cada um. Felizmente ou não, sua
existência na gramática é bem mais fácil de ser explicada, do que sua
ocorrência aqui. Isso é fato, mas não motivo suficiente para nem se
tentar.
Houve um momento para mim, que escrever aqui começou a
representar uma angustia, muito mais do que um prazer. Por isso, fui. Indo.
Sem ter muita certeza se voltaria ou se faria falta. Se fiz, peço
desculpas. A saudade foi imensa do lado de cá. Tão grande,
que resolvi retomar tudo de novo. Hoje.
Já que segunda-feira é o dia mundial de começar algumas
coisas e recomeçar outras...Tenho uma proposta a fazer. Que tal continuar
nos encontrando aqui, no fim de uma palavra e no princípio de outra,
como acontece com as vogais de um hiato?
Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Eu estou aqui frente, verso e nas entrelinhas. O design sempre fez parte do meu universo e é através dele que me expresso.Meu olhar, minha vida.
Iniciei minha carreira cedo como estilista, depois trabalhei anos como arquiteta de interiores e desde 2000, presto serviços em design marketing. De uns tempos para cá, comecei a documentar em vídeo e a escrever sobre essa minha paixão.
Tomara que goste e volte aqui quando quiser para tomar um café comigo. Assim posso te contar mais um pouco, sempre!