Caderninho da Gabriela Pegurier

Lifestyle



SIGNED, SEALED, DELIVERED.

Qts desculpas temos que pedir por não ter agradecido o suficiente?

Num mundo onde emails, sms, skype, chats, msn, bbm e whatsapp imperam, as cartas e os cartões tornaram-se artigos em extinção. Sem querer soar nostálgica - mas já soando – eu ainda me lembro com carinho do tempo em que ambos eram um dos principais meios de comunicação. Infelizmente, nossos filhos jamais conhecerão a sensação gostosa de receber uma mensagem escrita à mão de próprio punho, onde os sentimentos do autor eram impressos com a mesma força que sua caneta marcava o papel.

Se você está lendo esse post provavelmente tem muito a agradecer. Está sentado em frente de um computador ou segurando um smartphone, tem um teto sobre sua cabeça, roupas para vestir, uma cama para dormir, sapatos nos pés e já se alimentou hoje. Certamente alguém, além de você, deve ser responsável e agradecido por essa bonança.

Provavelmente tem muito que se desculpar também. Se estiver sentado em frente de um computador ou segurando um smartphone, há grande chance de já ter deixado alguém falando sozinho no chat por ter janelas demais abertas, respondido um email de mau jeito por pressa, trocado mensagens no telefone com quem não deveria por vaidade, não ter dado atenção à pessoa amada porque os alertas do Facebook e Twitter pipocavam na tela a todo instante. Ou seja, alguém que não você, pode estar se sentindo vítima de seu desinteresse e suas desculpas seriam muito bem-vindas.

Nada que uma boa carta ou um belo cartão não dê jeito. O esforço vale à pena, mesmo que a escrita analógica exija infinitamente mais de nós do que um texto digitado. Mesmo que requeira um cuidado extremo com as palavras para que se acerte o tom, com a escolha do papel e com a forma de entrega. Mesmo que demande uma energia e um tempo dos quais já não dispomos mais com tanta facilidade. Apesar da recíproca não ser necessariamente verdadeira, essa prática antiga não descarta a nova. Basta clicar aqui, aqui, aqui ou aqui, “curtir” o momento criativo e “compartilhar” sua mensagem com quem estiver merecendo.


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Escrito por escrito por Gabriela Pegurier às 14h06
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PEQUENOS PRAZERES

O que seriam dos grandes momentos de satisfação se não existissem os menores para a gente reconhecer a diferença entre eles?

Perdemos tanto tempo esperando pelos grandes momentos que deixamos de aproveitar a beleza dos menores. Os mais corriqueiros, que geralmente acontecem enquanto estamos preocupados demais com todo o resto. Com sorte, esses breves instantes de felicidade discreta serão relembrados mais tarde com certa nostalgia. E somente então, vividos em sua plenitude por nós.

Shakespeare, há séculos atrás, afirmava que as pessoas sofriam demasiado pelo pouco que os faltava e alegravam-se quase nada pelo muito que tinham. Parece-me que sua crença não envelheceu com o passar dos anos. Poucas coisas talvez sejam tão poderosas nessa vida, como os pequenos prazeres que passam despercebidos na correria do dia-a-dia.

Minha lista particular é longa. Começa com a simples sensação de sair na rua com os cabelos ainda molhados do banho num dia excruciante de verão e sentir o frescor das gotinhas d’água evaporando da pele e termina com um sorriso espontâneo ao olhar para trás enquanto se fecha o portão de casa e se nota que a grama do jardim de onde se mora está linda depois de tanto tempo seca. Mas, vai saber? Cada um tem seus pequenos momentos únicos. Pode ser aquele primeiro gole de chopp gelado que você toma depois do trabalho na sexta-feira à tarde, aquele beijo despretensioso que jamais imaginou ser o último, o olhar de um desconhecido que te despiu em plena calçada naquele dia em que acordou se achando a mais feia das mulheres ou mesmo o pecado cometido ao se entregar sem culpa às tentações da Amorim Cheri, pequenina pâtisserie descoberta sem querer a caminho de casa.

Os grandes momentos são raros para alguns e podem até inexistir para outros. Portanto, sejam lá quais forem os pequenos momentos de prazer de sua vida, reconheça-os! Não permita que a pressa os desperdice. Faça-os valer... Imensamente. A somatória de todos eles, essa sim, certamente será sempre grandiosa.

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Escrito por escrito por Gabriela Pegurier às 00h28
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SEM PALAVRAS  por Isabella Quadros

Há tempos sinto uma vontade grande de escrever sobre amizade. O coração fica cheio só de pensar à respeito. Mas bate uma insegurança, parece que trava alguma coisa por dentro. Tento traduzir em palavras e parece que tudo soa piegas, bem menor do que o sentimento suscitado pela palavra.

Telefonemas pra falar sobre “nada” (e, ao mesmo tempo, falar sobre tudo!), um estar junto sem motivo especial, tudo isso regado a cervejinha gelada e pensamentos livres, sem nenhuma pretensão. Um programa imbatível na grande festa ou no boteco da esquina pelo simples contentamento de estar junto…

Quando penso em tudo isso, amizade é a primeira palavra que me ocorre. Encontros da vida que não considero escolhas pessoais, como os mais céticos(ou racionais) gostam de acreditar. Faz muito mais sentido pra mim, já que envolvem sentimentos e emoções, pensar que esses potentes encontros de afinidade e seus desdobramentos são conduzidos por uma parte nossa desconhecida, inconsciente e cuja qual não temos controle algum.

O que acontece é que o ser humano vive tentando sanar o grande sentimento de insegurança que o assola desde o corte do cordão umbilical. Demoramos para aprender a satisfazer nossas necessidades básicas e seguimos precisando de alguém que nos alimente, nos dê carinho, etc. Aprendemos na pele que somos seres dependentes e, como o retorno ao conforto do útero materno é impossível, nos amparamos nos vínculos que vamos construindo ao longo da vida para amenizar o desconforto da incompletude, tentando esquecer do tanto vulneráveis que somos.

Mas, olhando por um lado mais positivo e não menos realista, vamos combinar que caminhar de mãos dadas, especialmente quando os caminhos são desconhecidos, é bom demais! O calor de um colo então, nem se fala…

Em junho uma grande amiga se mudou para outro país; foi viver novos desafios. Curiosamente nos conhecemos fora do Brasil e, na volta, consolidamos nossa amizade durante os anos vividos por aqui: mesma idade, filhos, histórias de uma mesma geração (músicas, filmes, medos, desejos, angústias, etc) e muitas afinidades a compartilhar. Uma construção sólida com jeitinho de eternidade, um vincula muito especial, daqueles que podemos pensar em voz alta, sabe?

Pieguice ou não, me sinto sortuda por contar com tantos encontros essenciais na minha vida. Amizades que a vida trouxe, que agarrei com as duas mãos e que continuo cultivando com gosto.

Boa viagem, Mi, amiga queridíssima!!! Você vai fisicamente e a gente aplaude! O mais importante você deixa aqui, conosco, na memória e no coração!!!!

Tanta dificuldade para escrever sobre amizade e me dou conta de que traduzir em palavras, não é essencial... Porque tanto esforço? Sentir já não é o suficiente?!

 

* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Psicogerontologia na Puc/SP, além de mestranda em Gerontologia Social na PUC SP. Amiga daquelas "de com força", como poucas.

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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 13h44
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AMIZADE DES-ESPERADAMENTE por Isabella Quadros

Cultivar amizades, mesmo à distância, sempre foi um hábito meu: me correspondo com amigos que encontro frequentemente, mas também com pessoas queridíssimas que não encontro há 15 anos ou mais, mas que continuam muito próximas em meus sentimentos e pensamentos.

Tenho uma grande amiga, holandesa que atualmente mora na Austrália e que conhecí enquanto morávamos nos EUA. Um ano de convivência foi o suficiente para sedimentar uma amizade especialíssima e, desde aquela época, há 11 anos, nos comunicamos frequentemente por e-mail e , de vez em quando, enviamos cartas pelo correio. Uma delicia descobrir aquela caixinha de cores diferentes sendo entregue pelo porteiro do prédio com um presentinho surpresa sem motivo especial ou o envelope gorducho de tantas fotos e relatos, repleto de selos que nos fazem lembrar da distância geográfica mas, ao mesmo tempo, nos lembra do carinho preservado durante todos esses anos. Enfim, pequenos acontecimentos que são gigantes afetivamente, capazes de iluminar uma semana inteirinha para mim!

Quase vinte anos morando em São Paulo e muitos amigos aqui, na Bahia e pelo mundo, os quais faço questão de reencontrar. Muitas vezes consigo reaproximações preciosas - um contato retomado como se o tempo afastado nunca tivesse existido. Outras tantas, existe a felicidade de rever e aquilo parece suficiente, porque os contatos permanecem raros. E, em outros casos ainda, a distância se tornou grande demais ou a retomada daquela amizade não é uma prioridade para o outro e tudo fica mesmo apenas na memória. Durante muito tempo não conseguia entender que as necessidades sobre a preservação ou não de uma amizade pudessem ser diferentes, que pessoas são diferentes o suficiente para enxergar e valorizar diferentes coisas e que esse movimento de reaproximação pode ser apenas uma necessidade minha e não da outra pessoa. Atualmente continuo muito feliz com os meus reencontros, alimento, cultivo, mas consigo compreender e respeitar também os desencontros.

Semana passada, fui ao teatro com uma amiga e depois decidimos jantar. Escolhemos um bistrô e sentamos numa mesa pequena para duas pessoas, num lugar tranquilo, nos fundos do restaurante que estava cheio naquele horário. Papo bom, comida deliciosa e o nosso programa cultural chegando ao fim. Virei-me para procurar o garçom e pedir a conta. Nesse momento, apareceu um rapaz vestido normalmente(não era garçom, portanto) perguntando se poderia ajudar. Pedí a conta e ele perguntou se não gostaríamos de pedir uma sobremesa. Explicamos que estávamos satisfeitas, ele perguntou de onde era o meu sotaque e falou que providenciaria duas sobremesas de cortesia. Ficamos surpresas, sem entender as razões daquela pessoa até então desconhecida mas, ao mesmo tempo, encantadas com a singeleza daquele gesto inesperado.

Quando as sobremesas chegaram, nova surpresa: Vieram duas opções e foram servidas sem que pudéssemos escolher previamente. Eram as nossas favoritas! Como uma pessoa que não nos conhecia, podia adivinhar em cheio os nossos gostos? Será que somos assim tão previsíveis? Questionamentos divertidos `a parte, afastamos as interrogações e optamos pela sensação gostosa provocada por aquele presente inesperado.

Pagamos a conta e fomos agradecer o nosso “amigo”. Ele conversava com mais duas pessoas e ainda desfrutamos de um papo gostoso, animado. Curioso porque parecia que nos conhecíamos todos há muito tempo! Isso me fêz pensar no tanto que a vida segue uma rota diferente, independente das nossas fantasias conscientes de controle sobre nós mesmos e sobre nossas vidas! E que bom que há sempre espaço para as surpresas, para o inédito que insiste em acontecer!

Pena que atos singelos como o da outra noite, onde nada era esperado em troca, exceto a gentileza do gesto, a celebração do momento e o bem-estar do outro, sejam vivenciados inicialmente como uma estranheza. Até o que nos afaga é experenciado com desconfiança... ulálá...

A noite terminou deixando a grande sensação ( e como precisamos disso!) de que a vida, nos presenteia, quando menos esperamos, com encontros verdadeiramente especiais: Novos amigos de infância capazes de nos surpreender com atitudes literalmente deliciosas!

Vai lá: Restaurante Paris 6. Rua Haddock Lobo, 1240. Jardins. SP SP E experimentem o Creme Brulee de Tapioca. Divino!!!

 

* escrito exclusivamente para o Design.blog por Isabella Quadros ialvim@hotmail.com. Psicóloga clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute - Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Psicogerontologia na Puc/SP, além de mestranda em Gerontologia Social na PUC SP. Acima de tudo porém, uma grande amiga que a vida me presenteou.. quando eu menos esperava.

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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 19h08
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PAR PERFEITO

Toda donzela sonha com o príncipe da Cinderela?

Perdoem-me as feministas, mas sim, ela vai procurar o par perfeito até encontrar! Cada uma tem seu respectivo número.. É só uma questão de tempo e um bocadinho de sorte até achá-lo.

Sem dúvida, saber andar com as próprias pernas deve ser o primeiro passo. Mas, uma vez que o equilíbrio é alcançado, ela está mais do que pronta para seguir seu caminho. Porém às vezes, a estrada da vida torna-se solitária demais sem companhia e na ânsia de ser “aquela” quem o príncipe busca, ela se apura sem enxergar onde o calo aperta.

Dependendo do percurso, os obstáculos serão muitos e os degraus também. Por isso, escolha bem seu par. É fundamental sentir-se feliz e confortável com ele... Dos pés a cabeça.

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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 22h46
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INVEJA BOA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Num mundo onde tudo que se publica torna-se eterno, as palavras tocam mais na gente ou nós nelas?

Tenho a impressão que antigamente, quando o mundo era analógico, o discurso das pessoas era quase efêmero e desaparecia facilmente com o sopro de um vento. Hoje na era digital, a maioria do que se diz via canais virtuais, ironicamente transformou as palavras em objetos concretos e muito mais tangíveis do que jamais foram antes. Agora mais que nunca, além de tocar nas palavras alheias e vice-versa, podemos literalmente moldar as letras de forma a ferir ou afagar.

Outro dia li a frase acima postada numa rede social. A pessoa que a escreveu – que até possui atributos físicos que chamam atenção de alguns - ficou feia na hora. Seu exterior foi instantaneamente pulverizado, assim que seu interior mostrou-se tão pequeno.

A inveja é uma droga sim. É péssimo para quem se crê objeto dela e não ao contrário. Querer ser quem ainda não se é ou desejar ter algo que não se tem é um sentimento natural intrínseco de qualquer ser humano. Só faz com quem sinta isso, use o fato para tentar se melhorar. Não há nada de errado em ajustar coisas em si, que cabem ser aprimoradas, baseando-se na observação do outro. Já a prepotência de quem se acha invejado é lamentável. Não leva a lugar algum, a não ser à ilusão solitária do próprio ego.

Fiquei estarrecida com o desprendimento dessa pessoa com suas próprias palavras. O descuido com que tratou seu pensamento foi impressionante! Imediatamente, me remeteu a uma frase que minha avó volta e meia dizia: “Encha a boca d’água antes de falar o que não deve”. Segundo ela, isso me impediria de dizer algo inapropriado, por que uma vez fora da boca as palavras não tinham mais como ser engolidas de volta. De todos os conselhos que ela me deu na vida, talvez este tenha sido o melhor de todos.

As palavras nunca foram ferramentas tão poderosas para dar forma ao belo ou estampar o feio. Adaptando o conselho de minha avó para a atualidade, talvez as pessoas mal intencionadas como essa devessem cruzar os dedos antes de digitarem seu discurso.. Uma vez que a prosa hoje publicada jamais poderá ser apagada.

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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 22h48
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VONTADE DE BEIJO

Quem beija meus pés, meu coração adoça?

Toda mulher merece ter alguém que beije seus pés e suas mãos. Não deixe que ninguém lhe convença do contrário.

Mesmo que isso não seja possível no momento, nem adianta bater o pé. Enquanto ele não chega, vem ou volta, cuide bem do corpo que a alma agradece.

Num mundo cheio de verdes, azuis, rosas e cinzas.. Beijei-me hoje com vermelho.

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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 23h59
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RODA DA VIDA

O mesmo sol que derrete a cera, também seca a argila?

Segundo rezam Saint-Exupéry e seu ingênuo pequeno príncipe, para todo lado bom há um ruim - tão poderoso quanto. Você é quem decide qual usar e em que momento.

O problema é que na maioria das vezes prestamos pouca atenção a esse paradoxo. Invés de criarmos algo belo “em torno” de nós e dos outros, nos deixamos levar por bobagens e acabamos jogando água em certas chances, que a vida nos apresenta, de fazer o bem. Ficamos ali, girando em círculos, assistindo atônitos à felicidade escorrer por entre nossos dedos.

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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h31
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 JUST DANCE

A gente dança conforme a música?

Foi-se o tempo em que acordar num domingo de manhã com acordes de Barry White era tão gostoso quanta mesa posta na cozinha. Hoje, alguns anos e várias trilhas depois, dou um descanso para o despertador e espero minha xícara de café fresquinho ficar pronta ao som de Lady Gaga.

Bem alto, para espantar quaisquer tristezas que possam ter tomado conta da minha alma ou possuído meu corpo durante a semana que passou.. Desapercebidamente.



Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 13h11
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  CAMA DE GATA

O melhor do domingo é levantar da cama, sem olhar para trás. Seja a sua ou não, eventualmente as marcas impressas nos lençóis sumirão depois da noite... Passar.

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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 00h37
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 CHUVA DE VERÃO

Entrou na chuva, é para se molhar?

Assistir a uma tempestade pela janela pode até ter sua beleza, mas as vezes é preciso colocar a cara para fora e sentir sua força desvastadora... Na pele.

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Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 15h59
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  À TINTA.

Escrever com lápis ou caneta?

Arquitetos em geral costumam preferir o grafite à tinta. Porém eu, uma com o traço um tanto já enferrujado, hoje escolho a caneta. Não quero apagar nada. Nem o que passou e muito menos o que está por vir. Cheia de erros e acertos, quero contar minha história por inteiro... Sem borracha.

O lápis é usado para esboçar aquelas formas que ainda estão incertas em nossa mente, para anotar aqueles números de telefones temporários e escrever aqueles recados menos importantes. Já a tinta exige certo senso de maturidade e boa dose de segurança, ambos talentos que eu adoraria dominar... Permanentemente.



Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 01h45
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LAR DOCE LAR

        

Pode existir algo melhor do que viajar uns dias?

 

Viajar é ótimo, mas voltar para casa é melhor ainda. Nada como abrir a porta do nosso cantinho e reconhecer as nossas coisas. Sentir o cheiro da gente, matar as saudades da cama onde adormecemos todas as noites e despertar no dia seguinte com um sol que só nasce na nossa janela.

 

O lar da gente é a imagem mais perfeita de nós mesmos. Refletida. Pouco importa se ele é o mais bonito que já se viu ou o maior que já se possuiu. Se for, então que seja. Se não, o importante mesmo é que ele nos acolha...E que nos faça querer estar sempre ali - mais do que em qualquer outro lugar. No mundo.

 

Incrível como por tantas vezes nós não nos damos conta do quanto a casa, a qual escolhemos para guardar a nossa vida, é orgânica. Noto isso sempre que volto para a minha depois de ter estado longe dela por um tempo...Passado as férias, na hora de desarrumar as malas e abrir espaço para fazer caber tudo de novo que trouxemos na bagagem. Milagrosamente, ela sempre acaba acomodando aquilo que se comprou e se ganhou, mas principalmente tudo o que se viveu.



Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 13h53
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PARIS_ 4

                         

Fechei minha viagem com chave de ouro saboreando um jantar super gostoso na varanda do La Fontaine de Mars. Adorei esse charmoso bistrô, que tem como cenário um pequeno pátio com chafariz no centro, porque serve o melhor da comida tradicional francesa, sem frescura. Nenhuma.

Um banquete dos deuses para mim, que já tinha desfrutado durante o dia inteiro das maravilhas da arquitetura dessa cidade. A céu aberto. Numa longa caminhada que começou ao pé da Champs-Élysées no Arco do Triunfo, passando pelo Trocadéro até a Torre Eiffel. Depois a beira do Sena, enxergando de longe Les Invalides de um lado, cruzei o rio em direção ao obelisco na Place de la Concorde, atravessei o Jardins des Tuileries, finalmente terminei no Louvre, sem obviamente deixar de procurar com os olhos o prédio do Musée D’Orsay do outro lado, a catedral de Notre Dame na diagonal e a Bastille logo em frente. Um passeio incrível.

Depois de tudo, restou-me então fechar a minha mala também e despedir-me desse momento especial vivido aqui. Volto para casa contente, levando na bagagem comigo a certeza de ter encontrado exatamente aquilo que buscava...Há tempos.



Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 17h17
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PARIS_ 3  

Pois foi nos corredores do Louvre que esbarrei com a figura mais interessante de toda minha viagem. Não resisti...E num momento sartorialist de ser, cliquei a moça.

                  

O visual meio gothic lolita dessa simpática finlandesa chamada Satu, me ganhou pela ousadia. Um look tremendamente tímido se comparado com os ultra elaborados das meninas de Harajuku, mas sem dúvida alguma o mais criativo que vi esses dias por aqui...E olha que eu andei um bocado - por todas as partes - em busca de algo. Novo. 

                        

O colorido da ruiva me hipnotizou e o corte em ângulo de sua franja também. Aliás, quem quiser já pode ir afiando suas tesouras por aí, porque esse detalhe está fazendo a cabeça da mulherada daqui.                    



Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 17h16
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Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Estou aqui frente, verso e entrelinhas.

Como o design, a estética e a culinária sempre fizeram parte importante do meu universo, é através deles que me expresso. Meu olhar, meu afeto, minha vida.

Meus relatos aqui são apenas elucubrações sem compromisso sobre o cotidiano e, minhas dicas são o prazer que tenho em compartilhar conhecimento. Coisas que de alguma maneira foram catalizadas em minha mente por algo que vi, vivi ou provei.

Tomara que goste daqui e volte outras vezes para saborear isso comigo. Assim posso lhe contar mais um pouco, sempre!


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