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Lifestyle
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LAR DOCE LAR

Pode existir algo melhor do que viajar uns dias?
Viajar é ótimo, mas voltar para casa é melhor ainda. Nada como abrir a porta do nosso cantinho e reconhecer as nossas coisas. Sentir o cheiro da gente, matar as saudades da cama onde adormecemos todas as noites e despertar no dia seguinte com um sol que só nasce na nossa janela.
O lar da gente é a imagem mais perfeita de nós mesmos. Refletida. Pouco importa se ele é o mais bonito que já se viu ou o maior que já se possuiu. Se for, então que seja. Se não, o importante mesmo é que ele nos acolha...E que nos faça querer estar sempre ali - mais do que em qualquer outro lugar. No mundo.
Incrível como por tantas vezes nós não nos damos conta do quanto a casa, a qual escolhemos para guardar a nossa vida, é orgânica. Noto isso sempre que volto para a minha depois de ter estado longe dela por um tempo...Passado as férias, na hora de desarrumar as malas e abrir espaço para fazer caber tudo de novo que trouxemos na bagagem. Milagrosamente, ela sempre acaba acomodando aquilo que se comprou e se ganhou, mas principalmente tudo o que se viveu.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 13h53
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PARIS_ 4

Fechei minha viagem com chave de ouro saboreando um jantar super gostoso na varanda do La Fontaine de Mars. Adorei esse charmoso bistrô, que tem como cenário um pequeno pátio com chafariz no centro, porque serve o melhor da comida tradicional francesa, sem frescura. Nenhuma.
Um banquete dos deuses para mim, que já tinha desfrutado durante o dia inteiro das maravilhas da arquitetura dessa cidade. A céu aberto. Numa longa caminhada que começou ao pé da Champs-Élysées no Arco do Triunfo, passando pelo Trocadéro até a Torre Eiffel. Depois a beira do Sena, enxergando de longe Les Invalides de um lado, cruzei o rio em direção ao obelisco na Place de la Concorde, atravessei o Jardins des Tuileries, finalmente terminei no Louvre, sem obviamente deixar de procurar com os olhos o prédio do Musée D’Orsay do outro lado, a catedral de Notre Dame na diagonal e a Bastille logo em frente. Um passeio incrível.
Depois de tudo, restou-me então fechar a minha mala também e despedir-me desse momento especial vivido aqui. Volto para casa contente, levando na bagagem comigo a certeza de ter encontrado exatamente aquilo que buscava...Há tempos.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 17h17
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PARIS_ 3
Pois foi nos corredores do Louvre que esbarrei com a figura mais interessante de toda minha viagem. Não resisti...E num momento sartorialist de ser, cliquei a moça.

O visual meio gothic lolita dessa simpática finlandesa chamada Satu, me ganhou pela ousadia. Um look tremendamente tímido se comparado com os ultra elaborados das meninas de Harajuku, mas sem dúvida alguma o mais criativo que vi esses dias por aqui...E olha que eu andei um bocado - por todas as partes - em busca de algo. Novo.

O colorido da ruiva me hipnotizou e o corte em ângulo de sua franja também. Aliás, quem quiser já pode ir afiando suas tesouras por aí, porque esse detalhe está fazendo a cabeça da mulherada daqui.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 17h16
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PARIS_ 2
Perdi a noção das horas dentro da Colette...E quase que o juízo também. É tanta coisa bacana para se ver nessa loja, pioneira das concepts stores situada em plena Faubourgh Saint-Honoré, que a gente tem que cuidar para não enlouquecer com tudo lá. Arte, música, moda, cultura e muito estilo...Um lugar perfeito para se ir, comprar, almoçar e esbarrar em gente interessante.
Ecletismo da mais alta qualidade! Faça o video-tour por si mesmo aqui... E depois me diga se é ou não um templo contemporâneo de perdição.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 17h16
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PARIS_ 1
Nem a chuva que insistia em molhar meu domingo parisiense atrapalhou meu passeio. As ruas nas redondezas do Marais estavam fervilhando com todos os tipos de pessoas diferentes. Ninguém parecia estar incomodado com aquele dia frio e cinzento, então também resolvi abstrair os pingos d'água que caíam do céu.
Lá pelo meio da manhã a chuva parou e as ruas do bairro ficaram ainda mais charmosas. Depois de ter tomado um demorado brunch na varanda do Le Trésor, delicioso restaurante escondido ali numa ruelinha sem saída de mesmo nome, espantei minha típica preguiça dominical e saí andando a pé a fim de fuçar todas as boutiques que conseguisse. Entrei em alguns brechózinhos muito simpáticos, experimentei os perfuminhos raros da linda lojinha toda de pedra por dentro chamada Penhaligon's, comprei creminhos na Kiehl's e pirei com todas as coisinhas de design modernex da Fleux..
Só fui sentar novamente no fim da tarde quando cheguei na casa de chá Marriage Frères. Um lugar de perdição para quem gosta. Além de ser uma graça, tem todos os tipos de ervas-mate aromatizadas que se possa imaginar no mundo. O melhor de tudo é que podem ser provadas junto com scones, croissants e brioches variados ali mesmo no café nos fundos da loja. Imperdível, simplesmente.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 17h15
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PARIS
Paris, a minha terceira e última parada antes de voltar para casa. Não é para menos que a chamam de cidade luz...
Do alto da sofisticação inerente aos seus boulevards, ela ilumina o coração de quem passa por lá. Tão apaixonante que chega a me faltar o ar. Tive a sorte de viver aqui antes, mas por mim voltaria a morar...Sem piscar.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 16h43
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LISBOA_4
Minhas noites foram seduzidas pelas ladeiras do Bairro Alto em Lisboa. Naquele sobe e desce, não foi difícil sucumbir a tentação de entrar em qualquer um de seus bares para tomar um forte trago e ouvir um bom fado.
O meu escolhido para minha última noite lisboeta foi o Café Luso na Travessa da Queimada, número 10. Tradição sem tradução, como eles mesmo da casa bem dizem. Em sua melhor estrofe.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 19h54
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LISBOA_2
No meu segundo dia lisboeta, eu fui surpreendida pela elegância simples dos monumentos históricos desta cidade. Um passeio e tanto pela nossa história.
Numa manhã extraordinariamente quente para essa época do ano, conheci a beleza discreta, mas nem por isso menos impactante, do austéro Mosteiro dos Jeronimos, da sólida Igreja da Sé, da graciosa Igreja do meu querido Santo Antonio, do singelo Museu Antonino adjacente onde há uma cripta onde o quarto onde Santo Antonio nasceu e viveu por vários anos pode ser visitado, o Monumento aos Descobrimentos que me emocionou por marcar o ponto de partida das expedições portuguesas e a bela Torre de Belém por onde as embarcações passavam para serem abençoadas antes de adentrarem o mar aberto.
Tudo muito autêntico, especial e bonito. Cada um desses lugares ficará guardado em minha lembrança por motivos distintos e de lá não saíram. Nunca mais.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 19h49
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LISBOA_1
Quem sai aos seus, não degenera. É o que dizem...E foi o que pude perceber aqui em Lisboa. A semelhança com a gente chega a ser assustadora. Desde do aspecto físico das pessoas, a arquitetura antiga, a ocupação dos espaços, o comércio e até as escolhas estéticas em geral...Tudo é muito parecido. Demais.
Depois de percorrer incontáveis kilómetros de lindas calçadas de pedras portuguesas, finalmente parei para adoçar minha boca com um cafézinho delicioso e um pastel de belém quentinho, crocante por fora e cremosinho por dentro. Na medida.
Recém saído do forno, a galega no balcão entregou-o a mim polvilhado só com um bocadinho de canela e açucar de confeiteiro. Humm.. Inesquecível, como a cidade onde o provei pela primeira vez.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 09h45
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LISBOA
Segunda parada...Acabo de aportar na terrinha. Essa cidade também daria um belo lar. Certamente.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 22h01
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LONDON UPDATE_ 3/3
Bus Tour: Já que comecei minha estadia com clichê então resolvi fechá-la também com outro...Encarei um tour pela cidade e varri todos seus principais pontos turísticos, do Big Ben passando pela Westiminster Abbey, Buckingham Palace, Kensington Palace, Parlamento, Hyde Park, Covent Garden até a Tower of London, não sobrou um marco sequer sem ser visto. Ufa!...Como disse bem o poeta Paulo Leminski, haja hoje para tanto ontem.

Oxford Street: E como mulher nehuma é de ferro, eu fui prestar minhas homenagens a outra majestade inglesa...A rainha-mor fashion, Kate Moss. Passei na movimentadíssima Top Shop, localizada nessa rua, onde a top model causou um verdadeiro frisson poucos dias atrás ao posar como modelo vivo na vitrine principal da loja durante o lançamento da coleção de sua label. Não sobrou muito no estoque para contar história, então depois de muito fuçar no subsolo as araras demasiadamente estampadas e coloridas para o meu gosto, fui acalmar meus olhos do outro lado da calçada. Com cuidado e sempre olhando para direita, atravessei a rua numa linha reta direto para a Gap, que está deslumbrante com uma coleção de verão totalmente minimalista. Tudo em tons de cinzas, beges, chumbo e branco, salpicado de referências que me lembraram um pouco o estilo da marca Comme des Garçons. Um design lindo, leve e solto. Do corpo.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 19h15
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LONDON UPDATE_ 2/3

Camden Town: Esse foi um domingo de extremos. Opostos. Iniciado nesse mercado de rua ultra alternativo e terminado em outro mercado também ao ar livre, mas bem diferente. Nem a chuva que caiu a manhã inteira diminuiu meu interesse por ver tudo ali no Camden Market. Entrei em todos becos estranhos e subsolos punks que encontrei por lá. A certa altura, passando em frente de um brechó meio escondidinho, dei de cara com um dos vestidos trapézio mais lindos que já vi. Sessentinha puro. Rosa pálido com flores em tons de salmão, mangas compridas, decote canoa e botões na frente. Comprei por uma bagatela e não vejo a hora de estreiá-lo! Porém, de tão apaixonada que estou pela roupa periga eu emoldurá-la e pendurá-la na parede. Só para poder ficar olhando e namorando...Todos os dias.
Portobello Road: A chuva finalmente estiou a tardezinha e lá fui eu para um outro ponto da cidade cheio de estilo. Notting Hill. Desci e subi a famosa rua desse bairro na esperança de encontrar com Hugh Grant...Em vão! Nada dele por lá. Até toquei a campainha da porta azul do flat que serviu de cenário para o filme, mas ninguém estava em casa..rs. Então, eu segui em frente o meu roteiro pelas lojinhas super bacanas de decoração, antiguidades, roupas e bistrôzinhos encantadores ao longo dessa rua, que para mim é uma das mais charmosas que já vi. Só fui parar mesmo quase no final dela depois de receber uma verdadeira aula sobre brit-pop music dada a mim pelo vendedor da Intoxica, um renomado sebo londrino de lps de vinil e cds.
The Zetter: para terminar a noite super bem e dormir gostoso depois de um dia agitado ainda fui tomar um drink no bar do boutique hotel onde estava hospedada. Decorado de forma eclética com direito a elevador espelhado com adesivos de flores geométricas vermelhas e pretas aplicadas do piso ao teto, escada de aço escovado contrastando com painéis de madeira escura nas paredes do lobby, lustre central gigante de murano rosa claro, um vão central com uma clarabóia de vidro retrátil sobre um lounge com sofás de couro desgastado, paredão de tijolos caiado de branco com modelitos vintage do Pucci pendurados direto no cabide que faziam as vezes de obras de arte.

Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 04h38
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LONDON UPDATE_ 1/3
É tanto para se ver, que ao final de um dia inteiro andando pelas ruas dessa cidade repleta de história, o corpo pede descanso. Não dá para escrever sobre tudo que vi, os aromas e as sensações que senti...Mas em resumo, os pontos altos do meu primeiro dia londrino foram:
Crown Tavern: mesmo não sendo amante de cerveja nem tão pouco de clichê, sucumbi aos dois assim que aterrissei na capital inglesa ontem. Para relaxar depois da viagem longa até aqui, entrei no primeiro pub lotado que achei em East London e acabei curtindo horrores minha primeira noite na Inglaterra. Apertei-me em uma das quatro cadeiras toscas disponíveis no salão principal tomado por fumaça de cigarro, música alta e conversas animadas de um povo bonito que se acotovelava - sem o menor problema - naquele estabelecimento forrado de carvalho rústico por todos lados.
Tate Modern: nada como amanhecer nessa cidade numa manhã nublada, cruzar o rio Thames e ir andando até esse museu. Devargazinho. Só para apreciar a beleza do passeio, chegar lá e ser completamente seduzida por uma arquitetura que não economiza em espaço e muito menos em qualidade.
Harrods: quando em Londres...Essa é uma das paradas obrigatórias. Não necessariamente o programa mais original, mas certamente o mais tradicional. Se não for por nada, a visita a essa antiga loja de departamentos vale por suas escadas rolantes no melhor estilo art deco e pelas tulipas fuscias mais lindas do planeta à venda na ala de frutas e flores nos fundos do andar térreo.
Harvey Nichols: na sequência da minha passagem fulminante pela Harrods, atravessei a rua e entrei nessa loja de departamentos contemporânea e estilosa, mais conhecida – entre outras coisas - por suas vitrines super criativas. Dispensei até meu chá com a rainha essa tarde para tomar um delicioso iced latte e dar uma mordiscada num saboroso triple choco fudge cookie no fifth floor eatery localizado na cobertura do prédio. Foi só depois de ter tomado meu café que descobri o happy hour incrível que rolava no bar na sala ao lado. Uma pena, porque o ambiente lindamente iluminado pela luz natural estava animadíssimo, produzido com vasos gigantes de belíssimas orquídeas violetas, repleto de gente bonita e som ensurdecedor. Fica para próxima...
Selfridges: continuando minha peregrinação consumista...Ainda tive gás para ir lá também para checar suas novidades em moda e acessórios de luxo antes que o dia terminasse. Acabei comprando uma bobagem só para não sair da loja sem uma sacola de mão deles. Simplesmente linda – basiquinha, amarelinha de papel, só com a logomarca em preto no canto direito. Confesso que amarelo canário nunca foi muito minha cor, mas agora...Virou.
Skinheads: reparei neles...que não tem nada a ver com aqueles que adoram um coturno surrado. É um outro grupo, do bem. (pequena reflexão do dia) Nem sei se são dos carecas que as londrinas gostam mais...Porém deve ser, porque de 10 caras na rua aqui, no mínimo meia dúzia estão passando máquina zero no cabelo. Certamente esse estilo tem feito a cabeça dos ingleses...E confesso que a minha também. Total.
Eat Thai: quando me dei conta a tarde já estava caindo e eu também...De fome. Então, fui alimentar minha alma num pequenino restaurante tailandês ao lado da casa de uns amigos em St. Christopher’s Place, numa área que já foi de tudo um pouco no passado da cidade, mas que hoje transformou-se em uma das vielas mais descoladas do mundo. O zum zum zum de pedrestes e turistas bem nascidos transitando para lá e para cá do lado de fora acabou até acrescentando um tempero ainda mais especial ao meu prato com sabor de oriente.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 21h20
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LONDON
Primeira parada...Londres. Eu conseguiria morar aqui. Fácil!
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 13h53
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WORKING GIRL
Feriado assim é sempre bom para a gente botar a cabeça em ordem, as coisas no lugar e descansar bastante...Porque quarta-feira é 2 de maio, esse sim, dia de trabalho. E muito.
Escrito por Gabriela Pegurier Design.blog às 17h19
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Gabriela Pegurier, pessoal e intransferível. Eu estou aqui frente, verso e nas entrelinhas. O design sempre fez parte do meu universo e é através dele que me expresso.Meu olhar, minha vida.
Iniciei minha carreira cedo como estilista, depois trabalhei anos como arquiteta de interiores e desde 2000, presto serviços em design marketing. De uns tempos para cá, comecei a documentar em vídeo e a escrever sobre essa minha paixão.
Tomara que goste e volte aqui quando quiser para tomar um café comigo. Assim posso te contar mais um pouco, sempre!
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